Toda atividade laboral que envolva algum tipo de risco para a vida humana deve ser feita com o uso de equipamentos que protejam os trabalhadores de eventuais acidentes. Isso não é diferente com os trabalhos feitos em altura, já que existe a possibilidade de quedas que podem resultar em fraturas graves ou até mesmo serem fatais.

Para essas atividades é necessário utilizar as linhas de vida, que são equipamentos que fazem a segurança em determinadas alturas. Neste texto explicaremos mais sobre esse conceito, mostrando como é importante para a segurança do trabalho. Vamos lá!

O que são as linhas de vida e qual a sua importância?

A linha da vida consiste em cabos de aço ou fitas conectados ao cinto do trabalhador e à ancoragem. Ela é importante para que a pessoa que trabalha em altura possa executar suas tarefas diminuindo muito o risco de sofrer um acidente.

Esse é um sistema de proteção contra quedas que deve ser instalado por profissionais habilitados. O ponto de ancoragem deve receber atenção especial, pois é onde a linha é fixada. Os funcionários são ancorados pela corda ou cabo que, por sua vez, é ancorado pelo edifício ou estrutura.

NR 35 é uma normativa estabelecida pelo Ministério do Trabalho para regulamentar os trabalhos em altura. Segundo essa norma, os sistemas de ancoragem podem fazer a retenção da queda, a restrição da movimentação, o posicionamento no trabalho e, ainda, o acesso por corda.

O ponto de ancoragem pode ser feito diretamente na estrutura, em uma estrutura integrante ou no dispositivo de ancoragem. Esse sistema deve ser inspecionado com frequência e deve respeitar as orientações do fabricante.

Para quais trabalhos esse equipamento é importante?

Todas as atividades realizadas a mais de dois metros do chão fazem necessário o uso das linhas de vida. Um exemplo disso são os trabalhos realizados em cima de telhados ou coberturas de casas, como manutenção, limpeza, troca de telhas, reparos e até mesmo instalação de energia solar.

Trabalhos feitos sobre andaimes, como construções de prédios ou limpezas de janelas de edifícios, também são bastante arriscados e pedem que os funcionários estejam devidamente equipados. O uso das linhas é indicado também para atividades mineradoras e carga e descarga de caminhão.

Quais são os tipos de linhas existentes?

As linhas de vida podem ser móveis, fixas, verticais ou horizontais. As linhas móveis, sejam verticais ou horizontais, são caracterizadas pelo fato de que podem ser montadas e desmontadas durante o período de trabalho, permitindo que o equipamento seja utilizado e reutilizado em diferentes tarefas desempenhadas pelos colaboradores.

Já as linhas fixas, que também podem ter orientação vertical ou horizontal, passam todo o período presas a uma estação de trabalho. Nos dois casos, os equipamentos devem estar integrados a dispositivos que previnem acidentes, sendo eles os bloqueadores automáticos, os mosquetões, as cintas e as cordas.

Quando a linha for usada na posição vertical, a carga que ela aguenta será maior devido à ação da gravidade. Por isso, tornam-se necessárias algumas soluções de melhor fixação, como cabo de aço galvanizado ou inox, calha de alumínio ou inox galvanizado, cabo sintético ou calha/carril de alumínio, inox ou galvanizado.

Agora você já sabe o que são as linhas de vida e como elas são importantes para garantir a segurança de trabalhadores que desempenham atividades em altura. Lembre-se de que todo o equipamento e a instalação devem estar em conformidade com a NR 35.

Quais são os fatores para instalar a linha da vida?

O número de atividades realizadas em locais altos está cada vez maior. Afinal, as mudanças na tecnologia construtiva pedem que o trabalhador se adapte às condições difíceis e, por isso, resolva problemas com técnicas e estratégias que exigem equipamentos específicos para a própria segurança.

Para instalar a linha de vida são necessários cuidados que evitarão problemas futuros, assim, alguns aspectos não devem ser negligenciados. Confira!

Tenha responsabilidade

A legislação determina que a empresa, independente do porte, seja pequena, média ou grande, é responsável por todas as medidas e ações necessárias para proteger a integridade física do trabalhador. Dessa forma, uma das primeiras ações a serem tomadas é a APR, ou seja, Análise Preliminar de Risco para cada etapa do processo.

Além disso, como uma medida responsável, todas as possibilidades de risco devem ser informadas aos trabalhadores e descritas por uma autoridade no ramo, como um engenheiro ou algum encarregado habilitado na área de segurança do trabalho.

Por fim, a PT, Permissão de Trabalho, deve ficar disponível no local de realização das obras. Dessa maneira, o trabalhador ao conhecer seus riscos, terá consciência de quais medidas tomar para a própria segurança, adotando as estratégias preventivas necessárias.

Invista em treinamentos

É imprescindível que o trabalhador seja capacitado e autorizado para executar as atividades. Porém, a empresa precisa promover um treinamento para que o profissional revise ou aprenda os cuidados referentes àquela atividade que executará.

Com a capacitação, algumas questões particulares àquela situação poderão ser levantadas, como a conscientização, a sensibilização, a consciência e conhecimento do local de trabalho. O treinamento deve ser ministrado por instrutores competentes no assunto e profissionais da segurança do trabalho.

Por fim, deverá ser entregue ao trabalhador cursante um certificado que comprove a participação no treinamento, contendo nome, data, conteúdo programático, carga horária, localização do treinamento e empresa responsável.

Como se faz o cálculo de uma linha de vida?

As quedas causadas pela altura que o trabalhador se encontra ao realizar determinados trabalhos como, por exemplo, pintura, instalação, troca de janelas, entre outros, é uma das maiores causas de acidentes na área de construção civil.

Por esse motivo, um dos principais equipamentos utilizados contra quedas é a linha da vida. Alguns de seus componentes são:

  • absorvedor de energia: dispositivo para amenizar as forças envolvidas na queda;
  • dispositivo de posicionamento: cinturão abdominal que permite que o trabalhador fique com as duas mãos livres;
  • talabarte: sistema de conexão que sustenta, posiciona ou limita o trabalhador;
  • argola D: é o material que faz a conexão entre o cinturão e o talabarte;
  • mosquetão: anel metálico que permite a passagem do cabo de aço;
  • dispositivo de ancoragem: ponto de conexão seguro dos dispositivos de segurança para suportar a carga do trabalhador.

Esses são os principais componentes que compõem o sistema de proteção contra quedas, porém existem outros que também fazem parte da montagem. Para calcular a linha de vida é preciso estimar o valor da queda livre, ou seja, analisar a distância entre o ponto que o trabalhador começa a cair até o momento em que se inicia a retenção da queda.

Outro ponto importante é a ancoragem, isto é, a sustentação da queda. Ela serve para conectar a linha de vida ao sistema de resgate e acesso. Para ser eficaz e proteger a queda, o ponto de ancoragem vai precisar resistir no mínimo 2.200 kg por trabalhador conectado. Já se o sistema for de restrição de quedas será necessário no mínimo 450 kg.

Como fazer a revisão do material?

A revisão da linha de vida é extremamente importante. Esse processo deve ser realizado de forma constante por profissionais especializados e precisa ser documentado.

A priori, durante a instalação, deve ser feita uma inspeção inicial, ou seja, o profissional observará se a instalação do equipamento foi feita de acordo com o projeto e se é realmente adequada para aquela tarefa. Além disso, é imprescindível que tenha uma revisão de rotina. Essa será feita pelo próprio usuário antes da utilização.

Deve ser registrada uma revisão periódica a qual é obrigatória em um período máximo de 12 meses. Assim, o profissional legalmente habilitado verificará se o material ainda está em boas condições e se apresenta algum risco de uso. Só serão liberados aqueles com boa condição de solda, sem corrosão e sem desgaste nas conexões.

segurança no trabalho, portanto, deve ser prioridade. Todos esses aspectos e cuidados referentes às linhas de vida são muito importantes e devem ser priorizados, para que o trabalho seja realizado com o máximo de segurança e, dessa forma, os riscos se transformem em saúde ocupacional.

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