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5 dicas importantes para realizar a gestão de resíduos na sua empresa

Preservar o meio ambiente e os recursos naturais é algo cada vez mais necessário para as empresas, e, principalmente, para as que necessitam ter uma boa gestão de resíduos. Isso é necessário porque o planeta e a sociedade em geral precisam, mas é importante também para que não sejam aplicadas multas ambientais e para que a imagem da organização seja positiva para a comunidade e para os colaboradores.

Porém, como fazer uma boa gestão de resíduos? Essa é uma dúvida que muitos empresários ou responsáveis pela área de meio ambiente têm. Para ajudar a responder essa questão, desenvolvemos este artigo. Confira, a seguir!

1. Tenha um plano de gestão de resíduos sólidos

Para fazer uma gestão de resíduos eficiente é preciso ter planejamento. O ideal é que você desenvolva planos de ações para colocar em prática, fazendo todas as atividades de forma eficiente e garantindo que tudo o que for descartado tenha uma destinação correta.

Um bom método a ser adotado é o ciclo PDCA, sigla que, em inglês, significa Plan (planejar), Do (executar), Check (verificar) e Action (agir). De tal maneira, primeiramente, é preciso fazer um planejamento das ações ambientais, executando-as em seguida. Após isso, deve ser feita a verificação através dos indicadores definidos na fase de planejamento, e, finalmente, colocar em ação possíveis melhorias que possam ser necessárias.

2. Entenda as leis sobre o tipo de resíduo produzido pela empresa

Ao fazer a gestão de resíduos, é fundamental que a sua empresa busque conhecer as leis e as normas que regem o tipo de material que é descartado em seus processos produtivos.

Entre as legislações que devem ser estudadas está a NBR 10.004/04, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esse é o documento que classifica os resíduos sólidos. Além dela, normativas mais específicas também devem ser estudadas como por exemplo a NBR 10.005:2004, a NBR 10.006:2004, a NBR 10.007:1987, a NBR 12.808:1993 entre outras.

3. Mapeie os tipos de resíduos gerados

Justamente para se especializar mais, é preciso que seja feito um mapeamento dos tipos de resíduos gerados.

A NBR 10.004/04 classifica os resíduos nas seguintes classes: resíduos classe I – Perigosos; classe II – Não perigosos, classe II-A – Não inertes e classe II B – inertes, de acordo com o grau de periculosidade que eles apresentam para as pessoas e para o meio ambiente.

Entender profundamente o tipo de resíduo que sua empresa gera é de suma importância para tomar as medidas adequadas para reduzir, reutilizar, reciclar ou na pior das hipóteses, descartar corretamente o resíduo gerado.

4. Firme contratos ou parcerias relevantes

Uma boa ideia para melhorar a gestão dos resíduos é fazer parcerias com empresas de reciclagem ou reaproveitamento.

Entidades desse tipo costumam usar os resíduos sólidos, como o plástico, o vidro e o metal, por exemplo, para desenvolverem outros produtos. Assim, você evita a poluição e também impulsiona a economia, tendo em vista que muitas pessoas conseguem ganhar a vida trabalhando com reciclagem.

Com relação a esse ponto, é importante levar em consideração se essas instituições são cadastradas nos órgãos ambientais, estão regularizadas e são certificadas para trabalhar com esse resíduos. Acompanhar seus processos e eventualmente fiscalizar as mesmas pode ser uma boa prática.

5. Busque apoio dos funcionários na gestão de resíduos

Para que os programas de controle e descarte de resíduos tenham sucesso, é fundamental que todos os colaboradores sejam conscientizados sobre isso. Por esse motivo, convém buscar o apoio de todos. Palestras, eventos de conscientização e outras ações são recomendados.

Agora você já conhece as nossas dicas para realizar a gestão de resíduos na sua empresa. Coloque tudo em prática e garanta mais resultados positivos para o seu negócio.

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Qual a relação entre a indústria 4.0 e o meio ambiente?

Uma das maiores preocupações da sociedade é o uso consciente dos recursos naturais, principalmente nas empresas que agora têm foco também no desenvolvimento sustentável. Esse conceito tem aumentado com o avanço da quarta revolução industrial, em que a indústria 4.0 e o meio ambiente precisam caminhar na mesma direção.

A indústria 4.0 tem como objetivo o uso do sistemas de informatização e mecatrônica para modernizar ainda mais os processos produtivos. Com a inovação e ambientes inteligentes, além de se adequar às necessidades dos clientes, progressivamente atende os princípios da sustentabilidade.

Quer saber como tudo isso acontece? Então, continue lendo e entenda o conceito de indústria 4.0 e sua relação com o meio ambiente.

Qual o conceito da indústria 4.0?

O conceito de indústria 4.0 ou quarta revolução industrial surgiu na Alemanha e se caracteriza por um conjunto de inovações tecnológicas criadas para permitir a fusão do mundo digital, físico e biológico. O intuito é gerar melhores resultados para as empresas e facilitar os processos industriais.

Na indústria 4.0 pessoas, sistemas e máquinas estão melhor integrados, possibilitando um processo de produção muito mais ágil e inteligente, ao mesmo tempo, ele é sustentável e econômico. Assim a empresa consegue produzir mais com um custo menor e mantendo a qualidade.

Qual a relação entre a indústria 4.0 e o meio ambiente?

Devido à indústria 4.0 fazer o uso de inovações e recursos tecnológicos, é necessário que as empresas tenham uma política sustentável.

Desse modo, há uma relação direta com os efeitos e impactos dos processos industriais no meio ambiente e em toda a cadeia produtiva, especialmente pelo fato de que a implementação de novas tecnologias auxilia na redução de desperdícios e na otimização do uso dos recursos naturais.

Por meio de Big Data, por exemplo, analisamos um grande volume de informações e, com isso, é possível desenvolver soluções e avanços com maior impacto e benefício. É dessa forma que construímos cidades inteligentes, e esse mesmo princípio pode ser adotado na indústria para que ela se torne mais sustentável.

Já a Internet das Coisas (IoT) conecta máquinas e equipamentos a uma rede, sendo controlados por um sistema. Além de promover a economia de energia e recursos, é possível associar à inteligência artificial para que a máquina tome decisões e encontre as melhores soluções para endereçar problemas e otimizar processos.

Em conjunto com o Big Data e a IoT, podemos desenvolver o Sistema Cibernético-Físico (CPS), que conecta as operações físicas às infraestruturas de comunicação e computação, com foco na rede contendo vários dispositivos.

Esses e outros recursos tornam os ambientes de manufatura auto-ajustáveis e flexíveis, para atender a demanda de produtos cada vez mais customizados. Porém, promove a economia de recursos e o melhor aproveitamento deles, atuando com sustentabilidade.

Quais são as soluções sustentáveis na indústria 4.0?

O acompanhamento dos dados gerados pelos sistemas fabris a partir de sensores instalados, possibilita monitorar todo o processo produtivo. A partir da análise desses dados, direcionamos para a melhor tomada de decisão. Alguns benefícios dessas práticas são:

  • redução de custos;
  • diagnóstico em tempo real;
  • design mais inteligente;
  • integração e otimização dos processos;
  • flexibilização da produção.

Como a indústria 4.0 pode impactar a gestão de resíduos das empresas?

A indústria 4.0 e o meio ambiente trabalham em conjunto, uma vez que o surgimento da organização inteligente impacta de forma direta a gestão de resíduos.

Esse novo conceito minimiza a produção de resíduos sólidos, recicla as sobras e usa de maneira racional as matérias-primas, adotando cada vez mais os princípios da sustentabilidade para atingir o alto desempenho.

Quais os benefícios que a indústria 4.0 pode trazer para as empresas?

Além de as indústrias se tornarem mais produtivas e competitivas, as inovações trazem diversos benefícios em relação aos impactos ambientais, como:

  • economia de energia;
  • conservação ambiental;
  • redução do uso de matéria-prima;
  • produção com sustentabilidade;
  • fim do desperdício;
  • reciclagem de resíduos.

As empresas brasileiras que se adaptam à indústria 4.0 e implementam estratégias tendem a impulsionar o aparecimento e avanço de fábricas inteligentes e sustentáveis. Um dos exemplos é a montadora Volkswagen, que se aperfeiçoou ao aderir a esse conceito.

A Volkswagen, inaugurou na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, um laboratório de inteligência virtual, tendo como foco os processos produtivos. Assim, o desenvolvimento de protótipos veiculares tornou-se mais eficiente.

Para se aprimorar e manter no mercado, as empresas devem estar preparadas para aderir ao que está estabelecido no novo conceito industrial. Uma organização inteligente precisa automatizar processos, mas também gerenciar de maneira adequada os recursos e por conseguinte os resíduos. Com a implementação da indústria 4.0, é possível ter melhores resultados e garantir a preservação do planeta. O meio ambiente agradece.

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Confira 7 tendências sustentáveis no setor de construção civil

Após várias décadas de desenvolvimento da sociedade nas áreas da indústria e da tecnologia, vários setores do mercado (como o de construção civil) passaram a ter uma constante preocupação em relação ao meio ambiente, e por meio disso se iniciou uma busca por tendências sustentáveis.

A atenção que trouxeram para essas tendências não poderia ter vindo em momento melhor. É inegável que por anos a nossa sociedade não se mostrou muito consciente dos impactos na natureza que o desenvolvimento das cidades causava, mas isso se tornou diferente de uns anos para cá, onde agora muitas corporações buscam ações que não agridam a natureza.

O setor de construção civil com tendências sustentáveis é um assunto inovador, pois além de trazer novas tecnologias, materiais e maneiras de construir causando menor impacto para o meio ambiente, também são de grande relevância para as pessoas e a economia. Por isso, essa é uma área que deve estar em constante transformação, pois uma construção sustentável faz toda diferença perante a sociedade.

Pensando nisso, preparamos este artigo com 7 tendências sustentáveis no setor de construção civil para que você fique por dentro do assunto e veja a importância de aderir a essa ideia. Acompanhe!

1 – Retrofit de construções antigas

O retrofit é um termo inglês que basicamente significa modernizar construções antigas, sendo uma espécie de obra de baixo custo, já que não precisa ser iniciada do zero. Esse é um processo de atualização de uma construção que pode estar fora dos padrões atuais, buscando reformar o ambiente com formas e tecnologias mais atuais sem que sua identidade arquitetônica seja modificada.

É uma espécie de construção sustentável, pois além de visar a reparação de um local já deteriorado, busca fazer um planejamento otimizado e mais econômico, como o sistema hidráulico e elétrico, por exemplo.

2 – Automação

O uso de sistemas automatizados numa construção permite uma melhoria tanto no processo de construção, quanto após sua conclusão. Com isso, diminui alguns recursos utilizados na edificação, como consumo de água, energia elétrica, entre outros. Controle de acesso e de elevadores por aplicativo também é um exemplo bem atual de automação utilizado.

3 – Material pré-fabricado

Pode causar bastante impacto no tempo da construção, por isso, é interessante adotar a pré-fabricação de estruturas e de etapas inteiras da obra, já que haverá uma maior agilidade durante todo o processo, menos desperdício e consequentemente uma otimização maior do uso de materiais.

Além disso, outra vantagem são as suas estruturas móveis, que podem fazer com que uma casa modular possa ser transferida para um novo local, tendo menor custo do que uma nova construção.

 4 – Casas modulares

Uma espécie de construção não convencional que trata de construções projetadas em fábricas fazendo estruturas como módulos habitacionais, e podem ser instaladas nos lugares que mais lhe favorecem.

São construções flexíveis, que podem ser montadas e desmontadas com facilidade, layout sujeito a personalização a gosto do cliente, acabamento refinado e costumam ser bastante procuradas para fins de domicílio, mas também para fins comerciais por sua rentabilidade.

5 – Projetos em containers

Vem crescendo cada vez mais a atenção e os projetos desse tipo em nosso país. Isso porque os projetos em containers, assim como as casas modulares, são construções não convencionais.

Seu diferencial é que seus projetos podem ser totalmente personalizados para o que melhor for do seu agrado e necessidade, além de possuir isolamento acústico e térmico, podendo ser instalado em diversos lugares independentemente se a região for mais quente ou mais fria. Além disso, também pode ser utilizado para fins comerciais ou para fazer residências, banheiros e anexos.

6 – Valorização da luz natural

É uma das práticas mais comuns quando se fala em construções sustentáveis. Lugares que valorizam não só a iluminação como também promovem uma ventilação a fim de proporcionar um local mais fresco e arejado conseguem ser mais atrativos para as pessoas.

Aqui no Brasil é uma tendência bastante apreciada. Por ser um país tropical, também acaba sendo de uma ajuda considerável na diminuição do consumo de energia elétrica para as luzes e ar-condicionado.

7 – Materiais ecológicos

Uma grande tendência também é o uso de materiais ecológicos para as construções e materiais de reaproveitamento. Hoje em dia, muitas empresas de construção procuram criar materiais que não causem tanto impacto no meio ambiente e que ainda tenham boa qualidade, como biomateriais, madeira de demolição, aditivos de concreto menos prejudiciais, entre outros.

Em relação aos materiais reaproveitados, muitos testes comprovam que o reaproveitamento de alguns minérios ou materiais já sem uso é uma opção mais sustentável para sua construção, além de ser um substituto para a extração de produtos naturais. Muitos desses materiais ecológicos já são encontrados no mercado por preços acessíveis e até mais baratos que alguns materiais sem nenhuma responsabilidade ambiental.

Benefícios da construção sustentável

A adoção dessas tendências sustentáveis pode trazer diversos benefícios, como:

Diminuição do custo

Talvez o investimento inicial seja mais alto do que seria em uma construção normal por não se tratar de uma construção convencional. Mas, ao longo do tempo o investimento fará efeito quando os gastos fixos forem reduzidos e também possíveis manutenções não serão tão necessárias pela utilização de materiais mais resistentes e de boa qualidade.

Economia de recursos naturais

Há uma utilização menor de recursos naturais quando é feita uma construção que tenha como um dos seus focos a sustentabilidade, como os materiais ecológicos e uso da luz solar.

Preservação do meio ambiente

Reduzir o consumo de água e energia elétrica, otimização de materiais e uso de produtos que menos afetam a natureza são medidas que, quando tomadas, ajudam na preservação do meio ambiente.

Ainda há algumas outras tendências que podem ser adotadas, como os famosos telhados e paredes verdes, o reaproveitamento de água da chuva, gestão de resíduos, entre outros. Também pode ser uma alternativa bastante vantajosa a adoção de algum tipo de energia renovável, como painéis de energia solar ou geradores eólicos ou, até, uma solução híbrida utilizando ambas as tecnologias de forma complementar.

As tendências sustentáveis de hoje são de extrema importância para o nosso planeta e por consequência para a nossa sociedade, pois sem essa preocupação, o nosso ecossistema, já, profundamente afetado, pode entrar em colapso.

A fauna e flora da Terra são diretamente impactadas pelo desenvolvimento humano, e é dever da humanidade tratar do planeta de maneira consciente antes que haja danos irreparáveis que afetarão as nossas vidas. Uma sociedade com tendências sustentáveis poderá caminhar para um progresso mais limpo e garantir uma vida saudável para as gerações futuras.

E você, gostou do nosso artigo? Então, certamente também vai gostar de conhecer 4 tendências de tecnologia para a Segurança do Trabalho e se manter atualizado com as inovações este setor. Boa leitura!

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Meio ambiente e segurança do trabalho: entenda a relação aqui!

A utilização de agrotóxicos é uma das práticas usadas na agricultura para a  produção de alimentos com o objetivo de combater insetos, plantas daninhas e outras pragas biológicas. Além disso, há também o uso de outros compostos químicos, como fertilizantes, que ajudam na agricultura, porém trazem um impacto importante para o meio ambiente.

Por esses motivos, é preciso haver uma preocupação com a forma de aplicação e uso excessivo desses produtos para minimizar os danos ao ecossistema e manter os trabalhadores seguros, do campo à fábrica, e do planejamento ao cotidiano da

Dessa forma, meio ambiente e segurança do trabalho estão relacionados pela necessidade da preocupação com segurança para os trabalhadores e com a manutenção dos recursos e preservação da natureza. Neste texto, explicaremos essa relação, falando um pouco sobre os procedimentos necessários para isso. Boa leitura!

Aplicação de agrotóxicos e segurança do trabalho

A preocupação com a aplicação de agrotóxicos é crucial para a relação entre meio ambiente e segurança do trabalho. Por isso, o cumprimento das normas de segurança do campo e do setor agrícola evita que sejam cometidos equívocos pelos trabalhadores que podem culminar na sua própria contaminação, no desperdício do produto químico e na poluição do solo e dos cursos d’água.

Como essa é uma atividade de risco para os funcionários, é necessário que eles façam uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs). Nesse caso, os equipamentos que evitam a contaminação por agrotóxico são roupas que cobrem braços e pernas, luvas e botas resistentes aos solventes dos agrotóxicos além de óculos e máscaras protetoras.

O contato humano direto com o agrotóxico pode causar intoxicação do organismo e a exposição prolongada pode provocar desordens no sistema nervoso, esterilidade nos homens e até mesmo câncer.

No Brasil, devido às altas temperaturas, os trabalhadores costumam ficar incomodados com os EPIs e, por esse motivo, muitos acabam não usando. Assim, é necessário informar a todos sobre os riscos que correm ao manejar esses compostos sem proteção.

Além disso, o produtor rural precisa saber quais são as técnicas adequadas para a aplicação do produto. Existem diversos fatores que podem afetar a eficiência dos pesticidas, como o clima da região, o tipo de equipamento utilizado, entre outros. Dessa forma, conhecer como pulverizar de acordo com essas variáveis otimiza a atividade, minimiza o risco e o impacto.

Medidas para o meio ambiente e segurança do trabalho

Há ainda medidas que ajudam na preservação dos recursos naturais e na segurança do trabalho dentro dessa atividade. Veja mais sobre elas a seguir.

Destinação de embalagens

Como forma de diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente, é necessário dar uma destinação adequada para as embalagens vazias de agrotóxicos. Esse processo é determinado por lei, sendo uma obrigação dos usuários, vendedores e revendedores.

Por isso, o produtor que usa pesticidas não pode, em nenhuma hipótese, jogar as embalagens vazias no lixo. Elas devem ser devolvidas para unidades de recebimento próprias e, antes, devem ser preparadas para isso. A preparação conta com a limpeza adequada dependendo do material do recipiente, como, por exemplo, tríplice lavagem ou lavagem sob pressão.

Biossegurança

A biossegurança é um conjunto de ações que tem por objetivo proteger a vida humana e o meio ambiente. Nesse sentido, o uso de EPIs, higienização adequada dos funcionários e esterilização dos equipamentos fazem parte dessas ações.

Outro aspecto importante são as medidas que visam mitigar os impactos ambientais. Dessa forma, o descarte dos resíduos químicos deve ser feito de maneira planejada, evitando que haja contaminação de cursos d’água das regiões no entorno.

Normas que regulamentam a relação entre o meio ambiente e a segurança do trabalho

A segurança do trabalho no meio dos agrotóxicos funciona como uma ação necessária para o controle da toxicidade que os produtos possuem. Também, para a forma com que são aplicados no meio ambiente. Desse modo, conseguindo aplicar normas que atuam para o regulamento de como está sendo feita essa aplicação, além de diversos outros fatores que podem resultar em uma série de impactos negativos para os organismos vivos que habitam na região.

As informações que regulamentam o uso seguro de agrotóxicos é regulamentado pela lei federal no 7.802, de 11 julho de 1989, destinada ao uso de forma correta e à minimização dos riscos à exposição de agrotóxicos em todas as suas etapas, sendo elas:

Aquisição dos produtos

Uma medida muito importante para o uso correto é regulamentar a forma com que os produtos são adquiridos. Isso é essencial para que não ocorra nenhum problema relacionado a componentes adulterados ou que sejam mais agressivos à natureza do que o normal. Dentre as recomendações propostas que precisam ser seguidas, podemos citar as seguintes:

  • certifique-se sempre de que a quantidade de composto que está sendo comprada é adequada para suprir as necessidades da área que você deseja tratar. Comprar produtos em excesso nunca é bom;
  • todo e qualquer produto fitossanitário só pode ser comprado de acordo com a receita agronômica, que pode ser emitida por profissionais qualificados para a função;
  • o equipamento de proteção que você possui para aplicar os produtos também precisa ser verificado. Todos os EPIs precisam ser apropriados para o produto que estiver utilizando;
  • o rótulo e a bula precisam estar em condições de serem lidos perfeitamente.

Transporte dos produtos

No transporte dos produtos adquiridos até o destino também é preciso seguir algumas recomendações e atender a certas regras de segurança que visam a diminuição de acidentes. Dentre elas, podemos citar:

  • não faça o transporte de produtos fitossanitários dentro de veículos fechados ou na cabina de qualquer veículo;
  • caso tenha uma quantidade de produtos acima da quantidade isenta, o transporte só pode ser feito por um motorista habilitado para tal função e utilizando um veículo adequado para tal;
  • o veículo adequado para o transporte é do tipo caminhonete, onde os produtos precisam estar totalmente cobertos por uma lona e devidamente presos à carroceria;
  • caso aconteça algum acidente, é preciso tomar ações rápidas que evitam que possíveis vazamentos acabem alcançando águas ou atingir pessoas e animais.

Armazenamento dos produtos

O processo de armazenamento dos produtos também precisa ser de acordo com algumas normas de segurança que visam evitar possíveis acidentes. Dentre elas, destacam-se:

  • os produtos devem ser armazenados em um local específico para eles e devidamente sinalizado. Placas identificando que há veneno ali são necessárias;
  • o local selecionado para armazenar os produtos precisa estar sempre trancado para evitar que crianças e pessoas não aptas entrem;
  • ventilação e piso impermeável é fundamental no local de armazenamento;
  • o primeiro produto a entrar no armazenamento é sempre o primeiro produto a sair dele;
  • os rótulos precisam estar sempre virados para fora das prateleiras, facilitando a identificação de cada um deles.

Informações adicionais complementares com relação a esses pontos você encontra na NR 31, particularmente nos itens 31.8 e 31.9.

Pronto! Agora você já entende um pouco mais sobre a relação entre meio ambiente e segurança do trabalho com ações que visam a proteção dos colaboradores e da natureza. Assim, é muito importante a preocupação com o uso de produtos químicos como os agrotóxicos, para que isso seja feito de maneira responsável.

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Estudo de Impacto Ambiental (EIA): o que é e qual a sua importância?

No Brasil, algumas atividades econômicas são consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, o que significa que podem causar danos significativos ao meio ambiente e seus habitantes. Por isso, esses empreendimentos, antes mesmo da sua instalação ou funcionamento, devem passar por um processo de licenciamento ambiental, previsto pela Constituição Federal de 1988 e pela Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº 6938/1981. Uma parte importante do licenciamento são os estudos ambientais. Existem alguns tipos de estudos, que podem variar de estado para estado. Porém, um que é comum em todo o país é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), regulamentado pela Resolução CONAMA 01/1986.

O que é o Estudo de Impacto Ambiental e para que serve?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Estudo de Impacto Ambiental apresenta os aspectos técnicos necessários à avaliação dos impactos ambientais que serão gerados pelo empreendimento ou atividade. Esses aspectos incluem:

  • Um diagnóstico ambiental da área de influência do projeto, com descrição e análise dos bens ambientais e suas interações;
  • Análise dos impactos ambientais do projeto (positivos e negativos) e suas alternativas;
  • Proposição de medidas que minimizem os impactos negativos;
  • Desenvolvimento de um programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.

Assim, o Estudo de Impacto Ambiental serve para identificar, avaliar e prever consequências de ações humanas no meio ambiente, considerando questões biológicas, físicas e socioeconômicas. De acordo com o Portal Âmbito Jurídico, o objetivo do EIA é fornecer à Administração Pública uma ferramenta que permita a tomada de decisões de forma equilibrada, a partir de informações sérias e embasadas por técnicos.

O EIA é considerado um instrumento protetivo, que analisa os problemas que possam resultar da instalação, ampliação ou funcionamento de atividades potencialmente poluidoras. Sendo assim, esse estudo tem natureza jurídica de instituto constitucional, sendo um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente. Para que o estudo cumpra o seu objetivo, ele precisa ser elaborado por uma equipe técnica multidisciplinar habilitada e qualificada para analisar todas as questões necessárias.

O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)

O Relatório de Impacto Ambiental é um documento que apresenta as conclusões do estudo. O RIMA é uma versão mais didática e menos técnica do EIA, que serve para ser mostrado à população. Ele deve conter informações sobre as características do empreendimento, um resumo do diagnóstico ambiental, os prováveis impactos ambientais do projeto, as propostas de minimização dos efeitos negativos e uma descrição da qualidade ambiental futura da área onde será instalada a atividade. Além disso, o relatório deve apresentar um programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos e uma recomendação quanto à melhor alternativa.

Para que as pessoas possam entender as vantagens e desvantagens do empreendimento e suas consequências ambientais, o relatório deve ser escrito com uma linguagem acessível, acompanhada por mapas, cartas, fotografias, quadros, gráficos e outras ferramentas de comunicação visual.

O EIA e o RIMA são instrumentos fundamentais de conservação e preservação socioambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de uma comunidade. Compartilhe este post nas suas redes sociais para que mais pessoas saibam da existência e do propósito deles.

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Como escolher uma boa consultoria em meio ambiente? Entenda aqui

A consultoria em meio ambiente está sendo cotada por muitas empresas atualmente. O motivo é bastante evidente: com tantas autuações, danos e prejuízos devido a práticas ilícitas — além dos evidentes estragos que isso causa para as pessoas e à própria natureza —, isso também se tornou uma preocupação estratégica.

Por outro lado, adotar práticas excelentes faz com que a gestão se destaque, uma vez que sustentabilidade, ecologia e compromisso ambiental estão entre os pilares das grandes marcas do mercado. É muito importante ter consciência e a gestão leva isso à equipe.

Pensando sobre a importância desse assunto, trouxemos este post com reflexões sobre o assunto e três parâmetros para você acertar na escolha de uma parceria estratégica. Que tal se inteirar? Continue conosco e fique por dentro!

O que é consultoria em meio ambiente?

A consultoria em meio ambiente trata da prestação de serviço realizada por empresas especializadas no assunto. Essa equipe de profissionais vai estudar todos os aspectos da atuação de um negócio, gerando um diagnóstico acerca dele.

Uma vez que os impactos ambientais são levantados, a gestão pode tomar decisões para endereçar os mesmos e melhorar seus processos. Além disso, adequações à legislação vigente, atendimento de normas e certificação ambiental são assuntos que, certamente, são importantes para quem dá direcionamento ao negócio.

O que considerar na escolha da empresa parceira?

Há diversos profissionais que podem colaborar com esses relatórios e implementação de medidas, como engenheiros ambientais, biólogos, técnicos em meio ambiente, geólogos etc. Mas não basta à parceira que prestará a consultoria em meio ambiente apresentar um bom currículo. Veja o que é preciso, também.

Equipe especializada e experiente

Há diversas áreas que podem colaborar para essa ação, sendo assim, opte por times interdisciplinares, com olhares variados e expertise. Quanto mais prática a consultoria tiver, melhor vai entender os desafios da empresa e poder atuar lado a lado com ela.

O ideal é que você faça uma boa pesquisa pelos cases de sucesso da equipe, buscando o que eles fizeram por seus clientes, em quais ramos atuam e quais são os impactos e reais resultados da contratação daquele time em especial.

Alinhamento com o propósito da consultoria

Esse é um direcionamento pouco explorado. Toda a empresa carrega consigo a sua razão de ser, de existir. Assim sendo, antes de chamar alguém para analisar o seu trabalho, é fundamental entender qual é o motivo pelo qual aquela consultoria existe e por que esse time atua com esses serviços. Levar o bem-estar das pessoas em consideração é muito importante!

Não adianta estabelecer uma parceria com uma empresa que não tem propósito, não sabe por que está no mercado ou traz aspectos puramente técnicos. Então, procure identificação desse fator antes de tudo. Na verdade, é esse norte que vai mostrar o valor da consultoria para quem a contrata. É o valor agregado que faz toda a diferença!

Proposta de trabalho diferenciada

O propósito da empresa pode ser encontrado em seu site institucional, mas deve ser refletido também na fala dos profissionais da equipe, na forma de operar os projetos e, principalmente, nas propostas de trabalho. É claro que, muitas vezes, estamos falando de regras e normas, mas isso não impede a personalização.

É essencial que a consultoria em meio ambiente possa abrir o diálogo com a gestão interessada, a fim de entender quais são os resultados esperados e criar um método de alcançar esses objetivos e metas. Afinal, é questão de consciência, mas também deve haver estratégia de mercado envolvida.

Reforçando o que foi lido aqui: a escolha de uma consultoria em meio ambiente deve levar em consideração as necessidades do seu negócio. Assim, poderá alinhar seus processos de forma a manter ou melhorar os resultados, tanto financeiros quanto de produtividade e proteção aos recursos naturais.

Para entender melhor esses diferenciais, entre em contato conosco, fale sobre os desafios que a empresa tem enfrentado e descubra como o nosso trabalho pode colaborar com o seu!

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Emissões fugitivas: aprenda o que é e como controlar!

“Emissões fugitivas” é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço no ramo da indústria, principalmente por sua dificuldade de controle, já que trata-se de um tipo de emissão não intencional que ocorre graças a vazamentos, tubulações, dutos subterrâneos, entre outros meios.

Sua identificação e estratégias de reparo são fundamentais, tendo em vista as diversas consequências que elas podem causar, por exemplo, prejuízos originários da perda de produtos, riscos ao meio ambiente, ameaça à saúde e segurança dos funcionários etc.

Devido a sua importância, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos sobre as emissões fugitivas e as medidas e práticas que vêm sendo implementadas para reduzi-las. Confira!

O que são as emissões fugitivas e como elas surgem?

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por meio da Resolução 382/2006, define as emissões fugitivas como lançamentos difusos na atmosfera, que podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, gerados por uma fonte que não tem um processo específico para controlar o seu fluxo.

As fontes difusas, também conhecidas como não pontuais, são aquelas em que não há um mecanismo de direcionamento e monitoramento do fluxo de gases, o que impede a localização e o gerenciamento do destino dos gases emitidos.

A maioria das emissões fugitivas acontece devido ao vazamento de compressores, bombas ou válvulas de plantas industriais. As indústrias de petróleo e de gás natural são grandes geradoras desses gases.

O que a Resolução 382/2006 do Conama prevê sobre o assunto?

O CONAMA é um conselho governamental com o objetivo de fixar as normas e os padrões ambientais. Ele visa reduzir o impacto ao meio ambiente provocado pelas mais diferentes atividades. Para esse caso específico, criou a Resolução 382/2006 a fim de estabelecer os limites máximos de laçamento de poluentes atmosféricos para fontes fixas, considerando os seguintes pontos:

  • altos níveis de poluição, principalmente nas regiões metropolitanas;
  • aumento da industrialização em diversas áreas do país;
  • degradação da qualidade do ar;
  • necessidade de compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação do meio ambiente;
  • necessidade de definir uma referência nacional a respeito dos limites de emissão de poluentes atmosféricos;
  • busca pela implementação de estratégias para o controle, recuperação da qualidade do ar e prevenção da sua degradação.

Também houve a criação da Resolução 436/2011 a fim de determinar os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos e os prazos para a realização de mudanças de fontes fixas ou com licenças de instalação solicitadas antes de 2007, já que podem ser mais antigas. Elas são as que se localizam dentro das áreas urbanas, gerando mais poluição.

Como é possível evitar as emissões fugitivas?

O Programa de Detecção de Vazamentos e Reparos (LDAR) tem a intenção de estimular as empresas a pensarem a respeito da adequação às normas e leis ambientais, saúde e segurança do trabalho. É importante que ela seja vista como um investimento, tendo em vista todos os benefícios que ele pode proporcionar, como ganhos econômicos relevantes, por meio da redução de grande parte das emissões logo no primeiro ano de implementação.

Os Estados Unidos da América foi o primeiro país a adotar um controle efetivo a partr do “Clean Air Act”, em 1970 pela EPA (Environmental Protection Agency) por meio do Método 21 (EPA Reference Method 21), que emprega um analisador de gases portátil para determinação de compostos orgânicos voláteis (VOC). Com esse equipamento, é possível identificar se o vazamento ocorrido no equipamento está dentro dos limites estipulados.

Entre outros meios utilizados para minimizar a emissão de gases poluentes, estão as câmeras infravermelhas, capazes de identificar rapidamente o vazamento de VOC em pontos não acessíveis, mas que não são uma ferramenta totalmente segura, pois podem sofrer interferências externas; e o uso de cães sniffers, farejadores treinados para identificar vazamentos com a ajuda de um GPS, assim o ponto problemático é encontrado.

Conseguiu entender melhor o que são as emissões fugitivas e a importância de controlá-las? É necessário um monitoramento rígido e a utilização de recursos específicos como forma de diminuir tais falhas tão impactantes no meio ambiente. No entanto, para o sucesso da implementação de um projeto LDAR, é fundamental contar com o auxílio de profissionais capacitados e tecnologias adequadas.

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Afinal, o que diz a lei da compensação ambiental?

O desenvolvimento sustentável se preocupa com a mitigação de impactos ambientais gerados pelas empresas. Assim, elas são obrigadas a destinar recursos para a preservação natural, o que é determinado pela lei da compensação ambiental — aprovada recentemente —, que veio para modificar outras determinações legais.

Neste texto, mostraremos as implicações dessas mudanças, levando em consideração o papel dos empresários nessa questão. Então, continue lendo para obter essas informações e ficar em dia com suas obrigações legais.

O que é compensação ambiental?

Toda empresa gera algum tipo de impacto negativo na natureza, mesmo que seja mínimo. Isso se deve a diversos fatores, como:

  • atividades de produção;
  • construção da sede ou instalação dos equipamentos;
  • exploração de matéria prima;
  • geração de gases tóxicos;
  • resíduos e rejeitos que precisam ser descartados.

Assim, fazem-se necessárias ferramentas que procurem minimizar esses impactos, preservando o ambiente para as gerações futuras. A compensação ambiental é o que viabiliza isso, por meio da implantação de reservas para preservação de espécies, conservando as características da região afetada pelo negócio.

A compensação ambiental é importante para conscientizar os empresários sobre impactos futuros, de modo que alguns processos sejam adaptados. Há danos que podem ser revertidos e, uma vez que o estado natural tenha sido alterado, a compensação se dá por meios financeiros, com pagamento de multas ou destinação de recursos. É isso o que a lei de compensação assegura.

O que é a lei da compensação ambiental?

Trata-se de uma lei que tem por objetivo diminuir a burocracia do uso de recursos vindos de grandes empreendimentos para minimização dos impactos gerados por eles. Isso amplia a capacidade de gestão das Unidades de Conservação porque o que é arrecadado é aplicado em um fundo de responsabilidade das unidades.

Essa é uma forma de tornar as ações compensatórias mais rápidas, além de prever uma proteção jurídica para as corporações, que podem garantir que as medidas necessárias para conservar o meio ambiente sejam tomadas.

O que diz essa lei?

A lei da compensação ambiental, de número 13.668, estava em tramitação desde 2017 e foi aprovada em 26 de maio de 2018. Ela informa que, a partir dessa data, é permitido ao Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio) determinar um banco oficial que fará a gestão do fundo de arrecadação de recursos da compensação.

O ICMBio é uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, cuja função é propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as Unidades de Conservação (UCs) instituídas pela União. A partir da instituição desse fundo, são criadas diversas UCs, como parques, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental.

A criação dessa lei é de grande importância para as empresas porque facilita os processos de compensação. Aquelas que ainda não o fizeram podem depositar os valores diretamente no fundo, ficando em dia com as obrigações ambientais.

Pronto! Agora você já sabe o que diz a lei da compensação ambiental e as principais mudanças referentes a ela. Lembre-se de que, graças a ela, os processos de proteção do capital natural foram facilitados e as empresas cumprem melhor suas obrigações.

Gostou deste conteúdo? Então, continue no nosso blog e conheça os principais desafios e vantagens da sustentabilidade empresarial!

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Resíduos Sólidos – Como fazer um plano de gerenciamento eficaz?

Você precisa descartar os resíduos gerados pela sua empresa, não é mesmo? Mas sabe qual a melhor forma de fazer isso? Entende o que diz a legislação vigente sobre o assunto e como realizar uma boa gestão dos resíduos para reduzir o impacto ambiental da sua organização?

O gerenciamento de resíduos sólidos é uma ferramenta importante para a diminuição dos impactos ambientais produzidos pela população de uma cidade. A destinação correta de recicláveis e orgânicos aumenta a vida útil dos aterros sanitários, diminui a pegada ecológica e movimenta a economia, gerando novos produtos, energia e adubo.

Leia este artigo e descubra agora mesmo como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficaz para a sua empresa!

Afinal, o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

A sua empresa gera resíduos todos os dias para a produção de materiais e manutenção das atividades. Dessa forma, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, também conhecido como PGRS, consiste em uma política interna da empresa para a gestão desses resíduos que pode passar por diminuição da geração, reaproveitamento, reciclagem e descarte desses materiais.

Ele leva em conta o tipo de resíduo gerado pela organização, assim como a preservação do meio ambiente do entorno e redução dos impactos sociais do resíduo gerado. Além disso, existem diretrizes nacionais sobre como as empresas devem criar e executar esse tipo de plano.

Existem três tipos de plano de gerenciamento de recursos nesse aspecto. O primeiro deles é o PGRS, voltado mais especificamente para o planejamento do descarte de resíduos industriais no geral. Porém, resíduos mais específicos, que oferecem riscos distintos, devem seguir um outro plano. Esse é o caso das organizações que atuam na área da saúde e precisam descartar materiais biológicos ou contaminados, como seringas e agulhas, por exemplo. Para elas, o planejamento deve ser feito de acordo com o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde).

Por fim, existe o plano municipal, relacionado à limpeza urbana, que deve ser considerado na criação da política da sua própria empresa. É o chamado Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o PMGIRS.

O que diz a legislação sobre o gerenciamento de resíduos sólidos?

A principal lei acerca do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a Lei 12.305/2010, regulamentada no decreto 7.404/2010. Ela institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza qualquer tipo de organização pelos resíduos gerados por ela.

Ela estabelece a obrigatoriedade da criação do PGRS para determinados segmentos da economia como os que tem atividades industriais, estabelecimentos comerciais de médio e grande porte, empresas da construção civil, empresas de prestação de serviços para saneamento básico, hospitais, clínicas e demais organizações ligadas à área da saúde, incluindo sempre empresas privadas e órgãos públicos, entre outros.

Essa lei também determina as diretrizes para a criação desse plano, incluindo a valorização da preservação do meio ambiente e a ecoeficiência. Também coloca em pauta a redução da geração e aumento da reciclagem dos resíduos, reconhecendo-os como bem econômico.

Qual a importância de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Um dos motivadores para a criação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a obrigatoriedade prevista por lei para indústrias e organizações em determinados ramos de atuação. Afinal, não entregar, atualizar ou cumprir o PGRS pode implicar em sanções, multas, interdições e, até mesmo, detenção.

Porém, a importância do PGRS não está apenas no seu caráter legal, mas também na função ambiental, social e impacto que essa política pode trazer para a imagem do negócio perante o mercado. Isso porque a sua empresa tem um impacto na sociedade e no ambiente onde está inserida. Dessa forma, o resíduo gerado pode trazer problemas a curto, médio e longo prazos, caso não seja gerenciado da forma correta.

A população e o mercado consumidor estão cada vez mais atentos e conscientes sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. Dessa forma, as marcas que não se preocupam com esse impacto, podem ser consideradas inimigas do meio ambiente e podem ser preteridas àquelas que são percebidas como sustentáveis.

Por fim, o PGRS também pode trazer retorno financeiro para o negócio, reduzindo custos e potencializando lucros. Isso porque materiais aparentemente obsoletos podem se tornar úteis quando submetidos ao tratamento adequado. Orgânicos, por exemplo, são matéria-prima para geração de adubo e energia, enquanto o óleo de cozinha usado e materiais eletrônicos estragados são recolhidos, muitas vezes gratuitamente, por empresas especializadas em seu reaproveitamento.

Portanto, se você acha que economia ecológica não é um apelo para a sua empresa, lembre-se de que isso pode evitar multas e transtornos legais, além de trazer grandes melhorias à imagem do negócio perante o mercado e à sociedade como um todo, assim como retorno financeiro.

Como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficiente para sua indústria?

Agora que você já sabe o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a sua importância, veja quais são as medidas que você deve adotar para criar um bom PGRS para a sua empresa.

Contrate profissionais e empresas especializadas

O primeiro passo adotado deve ser a organização e a contratação de profissionais experientes e competentes para pensar e executar esse plano de gerenciamento. Uma equipe multidisciplinar é bem-vinda, assim como contratação de escritórios que já têm experiência no mercado e trabalhos realizados nesse sentido.

Faça um diagnóstico local

Posteriormente, deve-se fazer um diagnóstico do local. Isto é, você precisa verificar as condições da empresa em relação a odores, ruídos, poluição visual, contaminação de leitos próximos, presença de vetores de doenças e de materiais tóxicos no solo.

Essa etapa é crucial para o sucesso do projeto, assim como do gerenciamento do resíduo da organização como um todo. Isso porque é a partir desse diagnóstico que serão elencadas as potencialidades — aquilo que a empresa já consegue fazer com a questão do residuo de forma satisfatória — e os problemas, que devem receber maior atenção.

Capacite os colaboradores e informe clientes

Para que o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos seja colocado em prática, os funcionários e clientes precisam estar cientes de como fazer o descarte de maneira correta. A educação ambiental é crucial para o sucesso da estratégia, uma vez que todos os indivíduos estão envolvidos no processo.

O manuseio do material recolhido deve ser feito por profissionais treinados, que conhecem as rotas de transporte, assim como a maneira correta de lidar com cada recipiente, reduzindo os riscos de acidentes.

Se um funcionário descarta de maneira inadequada o lixo hospitalar, por exemplo, e se machuca, pode trazer uma série de transtornos tanto para si quanto para a empresa. Quando as normas de segurança do PGRS são seguidas esse tipo de problema pode ser evitado.

Planeje a separação, acondicionamento e transporte

Cada material deve ser acondicionado, transportado e destinado de acordo com sua periculosidade, composição e funcionalidade. Uma vez misturados, a separação será um trabalho extra e pode apresentar riscos para as pessoas envolvidas.

Para fins de reciclagem, o gerenciamento de resíduos sólidos é essencial para garantir a utilidade do material. Papel, por exemplo, não será um material reciclável se estiver engordurado ou se tiver contato com líquidos que o contaminem. O correto é já descartar de forma organizada, com recipientes determinados para metal, plástico, papel, vidro, orgânicos, eletrônicos e rejeito.

Verifique as condições legais e separação do lixo para coleta seletiva

Após essa etapa de diagnóstico, deve-se verificar as condições legais, pois o PGRS também deve seguir as diretrizes de leis estaduais e municipais que tratam da questão.

Posteriormente, deve-se propor uma separação do lixo de acordo com os materiais. Essa tática deve ser implementada de forma gradual e é necessário um programa de educação para acostumar os colaboradores a essa nova realidade.

Defina metas de ação

Também é necessário definir metas e ações para a gestão de resíduos industriais, de forma a ampliar e potencializar o descarte com segurança, reduzindo a produção do resíduo e aumentando a reutilização e reciclagem de materiais.

Há quatro prazos em que as metas são estipuladas: prazo imediato, curto prazo, médio e longo. As metas para cada um deles são diferentes, e a indústria e o PGRS devem propor sempre uma evolução na questão do resíduo.

Determine indicadores e formas de validação

Como saber que o PGRS está no caminho certo? É preciso definir indicadores claros e objetivos para que seja analisada a eficácia do planejamento.

Por fim, a última etapa é a validação do PGRS em conjunto entre a organização e os funcionários. O programa precisa ser entendido e abraçado por todos, caso contrário, a sua eficiência fica comprometida. Por isso, é indicado que os funcionários participem do processo e sejam ouvidos na realização do PGRS.

Como você pôde perceber, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos não é apenas uma obrigação legal para a sua empresa, mas também uma forma de atrair consumidores e criar um diferencial para a organização. Portanto, aproveite as nossas dicas e esteja sempre atento à legislação para criar um PGRS eficiente, seguro e ecológico. A empresa, a cidade e o planeta só têm a ganhar com isso. Deixe para trás o conceito de lixo e seja mais um administrador pioneiro na era do reaproveitamento e da reciclagem.

Quer saber como fazer isso? Então entre em contato com a SAFE agora mesmo e descubra as nossas soluções em gerenciamento de resíduos para a sua empresa!

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Indústria e meio ambiente: conheça os principais impactos!

Apesar de serem essenciais para a vida humana, indústria e meio ambiente estão em constante disputa, pois os meios de produção causam grandes impactos que acabam repercutindo na fauna e flora. Entre todas as indústrias responsáveis pelos danos ambientais, o setor de petróleo lidera o ranking.

Além de contaminarem o ar, as indústrias petrolíferas utilizam técnicas para detecção de petróleo que causam desequilíbrio na vida aquática. E ainda há casos de vazamentos, que são responsáveis por destruir a vida marinha e de outros seres vivos que dependem da água para sobreviver.

Para que isso deixe de acontecer, é necessária a divulgação das ideias e implementação de práticas de desenvolvimento sustentável. Neste post, explicaremos o que é o desenvolvimento sustentável, abordando os impactos das indústrias no meio ambiente e algumas alternativas para diminui-los. Confira!

O que é desenvolvimento sustentável?

Nos últimos tempos muito tem se falado sobre desenvolvimento sustentável e sobre a forma como a relação entre indústria e meio ambiente precisa se desenvolver para evitar impactos negativos na natureza. É de suma importância, portanto, que os empresários da área entendam esse tema.

A relevância do tema pode ser confirmada pelo fato de o Ministério do Meio Ambiente divulgar materiais sobre o assunto, tendo como base discussões que foram realizadas no evento Rio+20, em 2012. O evento, sediado no Rio de Janeiro, discutiu a renovação e o compromisso político com as questões que envolvem o desenvolvimento sustentável.

Em suma, o desenvolvimento sustentável se caracteriza pela busca de meios para suprir as necessidades da sociedade atual sem comprometer as gerações futuras. Trata-se de atitudes que garantam que possamos continuar produzindo bens de consumo sem que a natureza seja prejudicada.

Para que isso aconteça, é necessário que haja uma harmonização entre as atividades econômicas, produtivas e sociais. As indústrias necessitam trabalhar para buscar meios de produzir, poluindo menos, sem eliminar dejetos nos mares e rios, por exemplo. Campanhas de reciclagem, como as de embalagens retornáveis, também devem ser promovidas pelas empresas. Dessa maneira, diminui-se a necessidade por mais matéria-prima e também cria-se um senso de coletividade entre os consumidores.

Quais são os principais impactos das indústrias no meio ambiente?

A poluição causada pelas indústrias causa diversos impactos diretos no meio ambiente. Veja a seguir!

1. Contaminação da água

A atividade industrial é uma das principais causadoras da poluição dos nossos corpos hídricos. Isso porque grandes indústrias despejam toneladas de resíduos tóxicos em rios, prejudicando o ecossistema e tornando a água imprópria para o consumo. Como consequência, além do desequilíbrio ambiental, essa prática ainda traz sérios danos à saúde da população que vive próxima aos locais contaminados.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, um estudo recente mostrou que a poluição tomou conta de 70% das águas dos rios no Brasil.

2. Devastação de florestas

O crescimento urbano e industrial também foi responsável pela devastação das florestas brasileiras, gerando desequilíbrio na fauna e flora. E com a redução da mata nativa, diversos animais e plantas foram extintos ao longo dos anos. Ainda existem espécies ameaçadas e que podem desaparecer do planeta muito brevemente.

Segundo reportagem do G1, apenas entre os anos de 2017 e 2018 houve um crescimento de 13,7% no desmatamento da Amazônia.

3. Poluição do ar

A poluição do ar também é pauta constante no embate entre indústria e meio ambiente, afinal, todos os dias são lançadas toneladas de gases tóxicos (óxido de enxofre, óxido de nitrogênio e monóxido de carbono) na atmosfera. Esses gases pioram a qualidade do ar que respiramos e são responsáveis por diversas doenças respiratórias, como bronquite, rinite e asma.

Dados revelados pelo Ministério da Saúde mostram que as mortes no Brasil devido à poluição do ar aumentaram 14% nos últimos 10 anos, o que revela a relevância do tema.

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4. Aquecimento global

Importante ressaltar que existem dois tipos de efeito estufa: o natural e o artificial. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o efeito estufa natural é importante e é vital para algumas espécies, pois tem a função de manter a temperatura em níveis que permitam seu desenvolvimento.

Já o artificial, é o efeito fruto da atividade humana, e que tem um impacto determinante no aquecimento da temperatura global.  A principal causa desse problema é o lançamento de gases tóxicos na atmosfera devido à utilização de petróleo, gás e carvão. A destruição das florestas tropicais também contribui para o quadro negativo. Todas essas transformações trazem impactos na forma de calor cada vez mais intenso, chuvas ácidas e mudanças climáticas.

Prova disso é um relatório do IPCC, (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que revelou que 8% das terras do Brasil já sofrem impactos de desertificação por conta do aquecimento global.

5. Alteração da fauna e flora

A poluição causada pelas indústrias não gera apenas prejuízos para os seres humanos, mas também para os animais e para a vegetação nativa de uma região. Exemplo disso pode ser visto na recente tragédia envolvendo o rompimento de uma barragem de empresa de mineração, na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais.

Diversas plantas morreram por conta do lamaçal e não há garantia que elas voltem a crescer na paisagem. O mesmo aplica-se aos animais, conforme mostra uma matéria produzida pelo jornal O Globo. A publicação mostra que testes realizados na região comprovaram que o derramamento dos rejeitos causou a morte de diversas espécies e também provocou mutações e anomalias em embriões de peixes.

Segundo a mesma reportagem, a taxa de mortalidade dos animais foi de 100% próximo à mina.

6. Desbalanço da cadeia alimentar

Ainda falando sobre Brumadinho, um especialista foi entrevistado sobre o assunto em reportagem feita pelo Jornal da USP. Segundo ele, muitas espécies da vegetação serão extintas na região por conta do desastre. Isso ocasionará a falta de alimentos para os animais, que acabarão migrando para outras regiões, desequilibrando o biossistema. A grande migração de pássaros, por exemplo, causa o aumento da quantidade de insetos, o que, por sua vez, gera tendência à elevação de epidemias, visto que muitos desses insetos são transmissores de doenças.

Dessa maneira, como podemos perceber, há um desbalanço na cadeia alimentar e um impacto no equilíbrio ambiental. Quando não existe a vegetação que alimenta os animais, eles podem deixar de existir. Todos esses problemas ao ecossistema afetam diretamente o desenvolvimento sustentável.

Quais são as alternativas para reduzir os impactos?

Embora gere problemas, o setor industrial é essencial para a economia e para a vida humana, pois ele é responsável pela produção de bens de consumo e ainda gera milhões de empregos diretos e indiretos. Não dá para imaginar o mundo sem a indústria. O que as empresas devem fazer é tomar providências para que os impactos negativos ao meio ambiente sejam reduzidos ao máximo. Um bom começo é praticar medidas sustentáveis, como a reutilização da água e o gerenciamento correto de resíduos tóxicos, por exemplo.

Para ajudar nessa difícil tarefa, as indústrias também podem contratar empresas especializadas na gestão de riscos ambientais, como a SAFE. Essas companhias são capazes de analisar os impactos que a atividade industrial causa no meio ambiente e propor soluções eficazes para, se não eliminar, ao menos reduzir o problema.

Quando indústria e meio ambiente estão em harmonia, todos são beneficiados: a sociedade, que ganha qualidade de vida; os recursos naturais, que são preservados; e as organizações, visto que práticas sustentáveis reduzem custos na empresa.

Agora que você conhece os principais impactos causados pela indústria e já sabe como reduzi-los, está na hora de entender a importância de uma gestão comprometida com o meio ambiente, lendo nosso artigo!

Se você se interessou pelo assunto e quer implantar em sua empresa um sistema de produção sustentável, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo!

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