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Emissões fugitivas: aprenda o que é e como controlar!

“Emissões fugitivas” é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço no ramo da indústria, principalmente por sua dificuldade de controle, já que trata-se de um tipo de emissão não intencional que ocorre graças a vazamentos, tubulações, dutos subterrâneos, entre outros meios.

Sua identificação e estratégias de reparo são fundamentais, tendo em vista as diversas consequências que elas podem causar, por exemplo, prejuízos originários da perda de produtos, riscos ao meio ambiente, ameaça à saúde e segurança dos funcionários etc.

Devido a sua importância, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos sobre as emissões fugitivas e as medidas e práticas que vêm sendo implementadas para reduzi-las. Confira!

O que são as emissões fugitivas e como elas surgem?

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por meio da Resolução 382/2006, define as emissões fugitivas como lançamentos difusos na atmosfera, que podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, gerados por uma fonte que não tem um processo específico para controlar o seu fluxo.

As fontes difusas, também conhecidas como não pontuais, são aquelas em que não há um mecanismo de direcionamento e monitoramento do fluxo de gases, o que impede a localização e o gerenciamento do destino dos gases emitidos.

A maioria das emissões fugitivas acontece devido ao vazamento de compressores, bombas ou válvulas de plantas industriais. As indústrias de petróleo e de gás natural são grandes geradoras desses gases.

O que a Resolução 382/2006 do Conama prevê sobre o assunto?

O CONAMA é um conselho governamental com o objetivo de fixar as normas e os padrões ambientais. Ele visa reduzir o impacto ao meio ambiente provocado pelas mais diferentes atividades. Para esse caso específico, criou a Resolução 382/2006 a fim de estabelecer os limites máximos de laçamento de poluentes atmosféricos para fontes fixas, considerando os seguintes pontos:

  • altos níveis de poluição, principalmente nas regiões metropolitanas;
  • aumento da industrialização em diversas áreas do país;
  • degradação da qualidade do ar;
  • necessidade de compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação do meio ambiente;
  • necessidade de definir uma referência nacional a respeito dos limites de emissão de poluentes atmosféricos;
  • busca pela implementação de estratégias para o controle, recuperação da qualidade do ar e prevenção da sua degradação.

Também houve a criação da Resolução 436/2011 a fim de determinar os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos e os prazos para a realização de mudanças de fontes fixas ou com licenças de instalação solicitadas antes de 2007, já que podem ser mais antigas. Elas são as que se localizam dentro das áreas urbanas, gerando mais poluição.

Como é possível evitar as emissões fugitivas?

O Programa de Detecção de Vazamentos e Reparos (LDAR) tem a intenção de estimular as empresas a pensarem a respeito da adequação às normas e leis ambientais, saúde e segurança do trabalho. É importante que ela seja vista como um investimento, tendo em vista todos os benefícios que ele pode proporcionar, como ganhos econômicos relevantes, por meio da redução de grande parte das emissões logo no primeiro ano de implementação.

Os Estados Unidos da América foi o primeiro país a adotar um controle efetivo a partr do “Clean Air Act”, em 1970 pela EPA (Environmental Protection Agency) por meio do Método 21 (EPA Reference Method 21), que emprega um analisador de gases portátil para determinação de compostos orgânicos voláteis (VOC). Com esse equipamento, é possível identificar se o vazamento ocorrido no equipamento está dentro dos limites estipulados.

Entre outros meios utilizados para minimizar a emissão de gases poluentes, estão as câmeras infravermelhas, capazes de identificar rapidamente o vazamento de VOC em pontos não acessíveis, mas que não são uma ferramenta totalmente segura, pois podem sofrer interferências externas; e o uso de cães sniffers, farejadores treinados para identificar vazamentos com a ajuda de um GPS, assim o ponto problemático é encontrado.

Conseguiu entender melhor o que são as emissões fugitivas e a importância de controlá-las? É necessário um monitoramento rígido e a utilização de recursos específicos como forma de diminuir tais falhas tão impactantes no meio ambiente. No entanto, para o sucesso da implementação de um projeto LDAR, é fundamental contar com o auxílio de profissionais capacitados e tecnologias adequadas.

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Afinal, o que diz a lei da compensação ambiental?

O desenvolvimento sustentável se preocupa com a mitigação de impactos ambientais gerados pelas empresas. Assim, elas são obrigadas a destinar recursos para a preservação natural, o que é determinado pela lei da compensação ambiental — aprovada recentemente —, que veio para modificar outras determinações legais.

Neste texto, mostraremos as implicações dessas mudanças, levando em consideração o papel dos empresários nessa questão. Então, continue lendo para obter essas informações e ficar em dia com suas obrigações legais.

O que é compensação ambiental?

Toda empresa gera algum tipo de impacto negativo na natureza, mesmo que seja mínimo. Isso se deve a diversos fatores, como:

  • atividades de produção;
  • construção da sede ou instalação dos equipamentos;
  • exploração de matéria prima;
  • geração de gases tóxicos;
  • resíduos e rejeitos que precisam ser descartados.

Assim, fazem-se necessárias ferramentas que procurem minimizar esses impactos, preservando o ambiente para as gerações futuras. A compensação ambiental é o que viabiliza isso, por meio da implantação de reservas para preservação de espécies, conservando as características da região afetada pelo negócio.

A compensação ambiental é importante para conscientizar os empresários sobre impactos futuros, de modo que alguns processos sejam adaptados. Há danos que podem ser revertidos e, uma vez que o estado natural tenha sido alterado, a compensação se dá por meios financeiros, com pagamento de multas ou destinação de recursos. É isso o que a lei de compensação assegura.

O que é a lei da compensação ambiental?

Trata-se de uma lei que tem por objetivo diminuir a burocracia do uso de recursos vindos de grandes empreendimentos para minimização dos impactos gerados por eles. Isso amplia a capacidade de gestão das Unidades de Conservação porque o que é arrecadado é aplicado em um fundo de responsabilidade das unidades.

Essa é uma forma de tornar as ações compensatórias mais rápidas, além de prever uma proteção jurídica para as corporações, que podem garantir que as medidas necessárias para conservar o meio ambiente sejam tomadas.

O que diz essa lei?

A lei da compensação ambiental, de número 13.668, estava em tramitação desde 2017 e foi aprovada em 26 de maio de 2018. Ela informa que, a partir dessa data, é permitido ao Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio) determinar um banco oficial que fará a gestão do fundo de arrecadação de recursos da compensação.

O ICMBio é uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, cuja função é propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as Unidades de Conservação (UCs) instituídas pela União. A partir da instituição desse fundo, são criadas diversas UCs, como parques, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental.

A criação dessa lei é de grande importância para as empresas porque facilita os processos de compensação. Aquelas que ainda não o fizeram podem depositar os valores diretamente no fundo, ficando em dia com as obrigações ambientais.

Pronto! Agora você já sabe o que diz a lei da compensação ambiental e as principais mudanças referentes a ela. Lembre-se de que, graças a ela, os processos de proteção do capital natural foram facilitados e as empresas cumprem melhor suas obrigações.

Gostou deste conteúdo? Então, continue no nosso blog e conheça os principais desafios e vantagens da sustentabilidade empresarial!

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Resíduos Sólidos – Como fazer um plano de gerenciamento eficaz?

Você precisa descartar os resíduos gerados pela sua empresa, não é mesmo? Mas sabe qual a melhor forma de fazer isso? Entende o que diz a legislação vigente sobre o assunto e como realizar uma boa gestão dos resíduos para reduzir o impacto ambiental da sua organização?

O gerenciamento de resíduos sólidos é uma ferramenta importante para a diminuição dos impactos ambientais produzidos pela população de uma cidade. A destinação correta de recicláveis e orgânicos aumenta a vida útil dos aterros sanitários, diminui a pegada ecológica e movimenta a economia, gerando novos produtos, energia e adubo.

Leia este artigo e descubra agora mesmo como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficaz para a sua empresa!

Afinal, o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

A sua empresa gera resíduos todos os dias para a produção de materiais e manutenção das atividades. Dessa forma, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, também conhecido como PGRS, consiste em uma política interna da empresa para a gestão desses resíduos que pode passar por diminuição da geração, reaproveitamento, reciclagem e descarte desses materiais.

Ele leva em conta o tipo de resíduo gerado pela organização, assim como a preservação do meio ambiente do entorno e redução dos impactos sociais do resíduo gerado. Além disso, existem diretrizes nacionais sobre como as empresas devem criar e executar esse tipo de plano.

Existem três tipos de plano de gerenciamento de recursos nesse aspecto. O primeiro deles é o PGRS, voltado mais especificamente para o planejamento do descarte de resíduos industriais no geral. Porém, resíduos mais específicos, que oferecem riscos distintos, devem seguir um outro plano. Esse é o caso das organizações que atuam na área da saúde e precisam descartar materiais biológicos ou contaminados, como seringas e agulhas, por exemplo. Para elas, o planejamento deve ser feito de acordo com o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde).

Por fim, existe o plano municipal, relacionado à limpeza urbana, que deve ser considerado na criação da política da sua própria empresa. É o chamado Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o PMGIRS.

O que diz a legislação sobre o gerenciamento de resíduos sólidos?

A principal lei acerca do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a Lei 12.305/2010, regulamentada no decreto 7.404/2010. Ela institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza qualquer tipo de organização pelos resíduos gerados por ela.

Ela estabelece a obrigatoriedade da criação do PGRS para determinados segmentos da economia como os que tem atividades industriais, estabelecimentos comerciais de médio e grande porte, empresas da construção civil, empresas de prestação de serviços para saneamento básico, hospitais, clínicas e demais organizações ligadas à área da saúde, incluindo sempre empresas privadas e órgãos públicos, entre outros.

Essa lei também determina as diretrizes para a criação desse plano, incluindo a valorização da preservação do meio ambiente e a ecoeficiência. Também coloca em pauta a redução da geração e aumento da reciclagem dos resíduos, reconhecendo-os como bem econômico.

Qual a importância de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Um dos motivadores para a criação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a obrigatoriedade prevista por lei para indústrias e organizações em determinados ramos de atuação. Afinal, não entregar, atualizar ou cumprir o PGRS pode implicar em sanções, multas, interdições e, até mesmo, detenção.

Porém, a importância do PGRS não está apenas no seu caráter legal, mas também na função ambiental, social e impacto que essa política pode trazer para a imagem do negócio perante o mercado. Isso porque a sua empresa tem um impacto na sociedade e no ambiente onde está inserida. Dessa forma, o resíduo gerado pode trazer problemas a curto, médio e longo prazos, caso não seja gerenciado da forma correta.

A população e o mercado consumidor estão cada vez mais atentos e conscientes sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. Dessa forma, as marcas que não se preocupam com esse impacto, podem ser consideradas inimigas do meio ambiente e podem ser preteridas àquelas que são percebidas como sustentáveis.

Por fim, o PGRS também pode trazer retorno financeiro para o negócio, reduzindo custos e potencializando lucros. Isso porque materiais aparentemente obsoletos podem se tornar úteis quando submetidos ao tratamento adequado. Orgânicos, por exemplo, são matéria-prima para geração de adubo e energia, enquanto o óleo de cozinha usado e materiais eletrônicos estragados são recolhidos, muitas vezes gratuitamente, por empresas especializadas em seu reaproveitamento.

Portanto, se você acha que economia ecológica não é um apelo para a sua empresa, lembre-se de que isso pode evitar multas e transtornos legais, além de trazer grandes melhorias à imagem do negócio perante o mercado e à sociedade como um todo, assim como retorno financeiro.

Como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficiente para sua indústria?

Agora que você já sabe o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a sua importância, veja quais são as medidas que você deve adotar para criar um bom PGRS para a sua empresa.

Contrate profissionais e empresas especializadas

O primeiro passo adotado deve ser a organização e a contratação de profissionais experientes e competentes para pensar e executar esse plano de gerenciamento. Uma equipe multidisciplinar é bem-vinda, assim como contratação de escritórios que já têm experiência no mercado e trabalhos realizados nesse sentido.

Faça um diagnóstico local

Posteriormente, deve-se fazer um diagnóstico do local. Isto é, você precisa verificar as condições da empresa em relação a odores, ruídos, poluição visual, contaminação de leitos próximos, presença de vetores de doenças e de materiais tóxicos no solo.

Essa etapa é crucial para o sucesso do projeto, assim como do gerenciamento do resíduo da organização como um todo. Isso porque é a partir desse diagnóstico que serão elencadas as potencialidades — aquilo que a empresa já consegue fazer com a questão do residuo de forma satisfatória — e os problemas, que devem receber maior atenção.

Capacite os colaboradores e informe clientes

Para que o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos seja colocado em prática, os funcionários e clientes precisam estar cientes de como fazer o descarte de maneira correta. A educação ambiental é crucial para o sucesso da estratégia, uma vez que todos os indivíduos estão envolvidos no processo.

O manuseio do material recolhido deve ser feito por profissionais treinados, que conhecem as rotas de transporte, assim como a maneira correta de lidar com cada recipiente, reduzindo os riscos de acidentes.

Se um funcionário descarta de maneira inadequada o lixo hospitalar, por exemplo, e se machuca, pode trazer uma série de transtornos tanto para si quanto para a empresa. Quando as normas de segurança do PGRS são seguidas esse tipo de problema pode ser evitado.

Planeje a separação, acondicionamento e transporte

Cada material deve ser acondicionado, transportado e destinado de acordo com sua periculosidade, composição e funcionalidade. Uma vez misturados, a separação será um trabalho extra e pode apresentar riscos para as pessoas envolvidas.

Para fins de reciclagem, o gerenciamento de resíduos sólidos é essencial para garantir a utilidade do material. Papel, por exemplo, não será um material reciclável se estiver engordurado ou se tiver contato com líquidos que o contaminem. O correto é já descartar de forma organizada, com recipientes determinados para metal, plástico, papel, vidro, orgânicos, eletrônicos e rejeito.

Verifique as condições legais e separação do lixo para coleta seletiva

Após essa etapa de diagnóstico, deve-se verificar as condições legais, pois o PGRS também deve seguir as diretrizes de leis estaduais e municipais que tratam da questão.

Posteriormente, deve-se propor uma separação do lixo de acordo com os materiais. Essa tática deve ser implementada de forma gradual e é necessário um programa de educação para acostumar os colaboradores a essa nova realidade.

Defina metas de ação

Também é necessário definir metas e ações para a gestão de resíduos industriais, de forma a ampliar e potencializar o descarte com segurança, reduzindo a produção do resíduo e aumentando a reutilização e reciclagem de materiais.

Há quatro prazos em que as metas são estipuladas: prazo imediato, curto prazo, médio e longo. As metas para cada um deles são diferentes, e a indústria e o PGRS devem propor sempre uma evolução na questão do resíduo.

Determine indicadores e formas de validação

Como saber que o PGRS está no caminho certo? É preciso definir indicadores claros e objetivos para que seja analisada a eficácia do planejamento.

Por fim, a última etapa é a validação do PGRS em conjunto entre a organização e os funcionários. O programa precisa ser entendido e abraçado por todos, caso contrário, a sua eficiência fica comprometida. Por isso, é indicado que os funcionários participem do processo e sejam ouvidos na realização do PGRS.

Como você pôde perceber, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos não é apenas uma obrigação legal para a sua empresa, mas também uma forma de atrair consumidores e criar um diferencial para a organização. Portanto, aproveite as nossas dicas e esteja sempre atento à legislação para criar um PGRS eficiente, seguro e ecológico. A empresa, a cidade e o planeta só têm a ganhar com isso. Deixe para trás o conceito de lixo e seja mais um administrador pioneiro na era do reaproveitamento e da reciclagem.

Quer saber como fazer isso? Então entre em contato com a SAFE agora mesmo e descubra as nossas soluções em gerenciamento de resíduos para a sua empresa!

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Indústria e meio ambiente: conheça os principais impactos!

Apesar de serem essenciais para a vida humana, indústria e meio ambiente estão em constante disputa, pois os meios de produção causam grandes impactos que acabam repercutindo na fauna e flora. Entre todas as indústrias responsáveis pelos danos ambientais, o setor de petróleo lidera o ranking.

Além de contaminarem o ar, as indústrias petrolíferas utilizam técnicas para detecção de petróleo que causam desequilíbrio na vida aquática. E ainda há casos de vazamentos, que são responsáveis por destruir a vida marinha e de outros seres vivos que dependem da água para sobreviver.

Para que isso deixe de acontecer, é necessária a divulgação das ideias e implementação de práticas de desenvolvimento sustentável. Neste post, explicaremos o que é o desenvolvimento sustentável, abordando os impactos das indústrias no meio ambiente e algumas alternativas para diminui-los. Confira!

O que é desenvolvimento sustentável?

Nos últimos tempos muito tem se falado sobre desenvolvimento sustentável e sobre a forma como a relação entre indústria e meio ambiente precisa se desenvolver para evitar impactos negativos na natureza. É de suma importância, portanto, que os empresários da área entendam esse tema.

A relevância do tema pode ser confirmada pelo fato de o Ministério do Meio Ambiente divulgar materiais sobre o assunto, tendo como base discussões que foram realizadas no evento Rio+20, em 2012. O evento, sediado no Rio de Janeiro, discutiu a renovação e o compromisso político com as questões que envolvem o desenvolvimento sustentável.

Em suma, o desenvolvimento sustentável se caracteriza pela busca de meios para suprir as necessidades da sociedade atual sem comprometer as gerações futuras. Trata-se de atitudes que garantam que possamos continuar produzindo bens de consumo sem que a natureza seja prejudicada.

Para que isso aconteça, é necessário que haja uma harmonização entre as atividades econômicas, produtivas e sociais. As indústrias necessitam trabalhar para buscar meios de produzir, poluindo menos, sem eliminar dejetos nos mares e rios, por exemplo. Campanhas de reciclagem, como as de embalagens retornáveis, também devem ser promovidas pelas empresas. Dessa maneira, diminui-se a necessidade por mais matéria-prima e também cria-se um senso de coletividade entre os consumidores.

Quais são os principais impactos das indústrias no meio ambiente?

A poluição causada pelas indústrias causa diversos impactos diretos no meio ambiente. Veja a seguir!

1. Contaminação da água

A atividade industrial é uma das principais causadoras da poluição dos nossos corpos hídricos. Isso porque grandes indústrias despejam toneladas de resíduos tóxicos em rios, prejudicando o ecossistema e tornando a água imprópria para o consumo. Como consequência, além do desequilíbrio ambiental, essa prática ainda traz sérios danos à saúde da população que vive próxima aos locais contaminados.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, um estudo recente mostrou que a poluição tomou conta de 70% das águas dos rios no Brasil.

2. Devastação de florestas

O crescimento urbano e industrial também foi responsável pela devastação das florestas brasileiras, gerando desequilíbrio na fauna e flora. E com a redução da mata nativa, diversos animais e plantas foram extintos ao longo dos anos. Ainda existem espécies ameaçadas e que podem desaparecer do planeta muito brevemente.

Segundo reportagem do G1, apenas entre os anos de 2017 e 2018 houve um crescimento de 13,7% no desmatamento da Amazônia.

3. Poluição do ar

A poluição do ar também é pauta constante no embate entre indústria e meio ambiente, afinal, todos os dias são lançadas toneladas de gases tóxicos (óxido de enxofre, óxido de nitrogênio e monóxido de carbono) na atmosfera. Esses gases pioram a qualidade do ar que respiramos e são responsáveis por diversas doenças respiratórias, como bronquite, rinite e asma.

Dados revelados pelo Ministério da Saúde mostram que as mortes no Brasil devido à poluição do ar aumentaram 14% nos últimos 10 anos, o que revela a relevância do tema.

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4. Aquecimento global

Importante ressaltar que existem dois tipos de efeito estufa: o natural e o artificial. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o efeito estufa natural é importante e é vital para algumas espécies, pois tem a função de manter a temperatura em níveis que permitam seu desenvolvimento.

Já o artificial, é o efeito fruto da atividade humana, e que tem um impacto determinante no aquecimento da temperatura global.  A principal causa desse problema é o lançamento de gases tóxicos na atmosfera devido à utilização de petróleo, gás e carvão. A destruição das florestas tropicais também contribui para o quadro negativo. Todas essas transformações trazem impactos na forma de calor cada vez mais intenso, chuvas ácidas e mudanças climáticas.

Prova disso é um relatório do IPCC, (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que revelou que 8% das terras do Brasil já sofrem impactos de desertificação por conta do aquecimento global.

5. Alteração da fauna e flora

A poluição causada pelas indústrias não gera apenas prejuízos para os seres humanos, mas também para os animais e para a vegetação nativa de uma região. Exemplo disso pode ser visto na recente tragédia envolvendo o rompimento de uma barragem de empresa de mineração, na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais.

Diversas plantas morreram por conta do lamaçal e não há garantia que elas voltem a crescer na paisagem. O mesmo aplica-se aos animais, conforme mostra uma matéria produzida pelo jornal O Globo. A publicação mostra que testes realizados na região comprovaram que o derramamento dos rejeitos causou a morte de diversas espécies e também provocou mutações e anomalias em embriões de peixes.

Segundo a mesma reportagem, a taxa de mortalidade dos animais foi de 100% próximo à mina.

6. Desbalanço da cadeia alimentar

Ainda falando sobre Brumadinho, um especialista foi entrevistado sobre o assunto em reportagem feita pelo Jornal da USP. Segundo ele, muitas espécies da vegetação serão extintas na região por conta do desastre. Isso ocasionará a falta de alimentos para os animais, que acabarão migrando para outras regiões, desequilibrando o biossistema. A grande migração de pássaros, por exemplo, causa o aumento da quantidade de insetos, o que, por sua vez, gera tendência à elevação de epidemias, visto que muitos desses insetos são transmissores de doenças.

Dessa maneira, como podemos perceber, há um desbalanço na cadeia alimentar e um impacto no equilíbrio ambiental. Quando não existe a vegetação que alimenta os animais, eles podem deixar de existir. Todos esses problemas ao ecossistema afetam diretamente o desenvolvimento sustentável.

Quais são as alternativas para reduzir os impactos?

Embora gere problemas, o setor industrial é essencial para a economia e para a vida humana, pois ele é responsável pela produção de bens de consumo e ainda gera milhões de empregos diretos e indiretos. Não dá para imaginar o mundo sem a indústria. O que as empresas devem fazer é tomar providências para que os impactos negativos ao meio ambiente sejam reduzidos ao máximo. Um bom começo é praticar medidas sustentáveis, como a reutilização da água e o gerenciamento correto de resíduos tóxicos, por exemplo.

Para ajudar nessa difícil tarefa, as indústrias também podem contratar empresas especializadas na gestão de riscos ambientais, como a SAFE. Essas companhias são capazes de analisar os impactos que a atividade industrial causa no meio ambiente e propor soluções eficazes para, se não eliminar, ao menos reduzir o problema.

Quando indústria e meio ambiente estão em harmonia, todos são beneficiados: a sociedade, que ganha qualidade de vida; os recursos naturais, que são preservados; e as organizações, visto que práticas sustentáveis reduzem custos na empresa.

Agora que você conhece os principais impactos causados pela indústria e já sabe como reduzi-los, está na hora de entender a importância de uma gestão comprometida com o meio ambiente, lendo nosso artigo!

Se você se interessou pelo assunto e quer implantar em sua empresa um sistema de produção sustentável, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo!

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Saiba o que é ISO 14001 e como ela pode ajudar a sua empresa!

A sua empresa busca o sucesso, não é mesmo? No entanto, também existe uma preocupação crescente com a preservação do meio ambiente no qual ela atua — tanto por parte das organizações quanto do governo e da população.

As leis relacionadas à preservação ambiental, assim como a valorização de marcas sustentáveis por parte dos clientes, são evidências dessa preocupação. É aí que entra a ISO 14001 como um dos esforços para garantir o desenvolvimento sustentável das organizações que atuam ao redor do mundo.

Portanto, se você também quer fazer parte dessa mudança, é essencial que entenda mais sobre essa norma. Leia este artigo, entenda o que é ISO 14001 e descubra como ela pode ajudar a sua empresa a crescer!

Afinal, o que é ISO 14001 e quais são seus propósitos?

ISO é a sigla em inglês para Organização Internacional de Normatização, reunindo um conjunto de normas para garantir que as empresas e outras instituições atinjam níveis máximos de qualidade em seus processos, serviços e produtos. Dessa forma, existem várias ISO’s, cada uma atuando em determinados setores e áreas da empresa.

A ISO 14001 é uma delas, sendo a norma que regulamenta a atuação sustentável da empresa. Ela tem como principal objetivo a união de preservação ambiental aos lucros da empresa, possibilitando que as organizações cresçam e se desenvolvam de forma sustentável e garantindo a preservação do meio ambiente.

Quais os benefícios de adotar a ISO 14001 na empresa?

As normas ISO não são obrigatórias para nenhuma empresa. No entanto, atuar de forma aderente a elas e, inclusive, conseguir uma certificação ISO 14001 pode gerar uma série de benefícios para o seu negócio. Entenda agora quais são eles!

Promove a preservação do meio ambiente

A ISO 14001 oferece uma série de padrões para processos, produtos e serviços que buscam a preservação do meio ambiente. Dessa forma, ao implementá-la, você é capaz de atuar de forma sustentável, garantindo a preservação da flora, fauna, recursos naturais e, inclusive, cultura do local no qual a empresa atua.

Melhora a imagem da sua marca

Os clientes também buscam uma atuação sustentável no mundo. E uma forma de fazer isso é dando prioridade para marcas que se preocupam com o meio ambiente. Isso significa que o certificado ISO 14001 mostra que a sua empresa faz parte desse grupo, trazendo um diferencial competitivo e melhorando a imagem da sua marca.

Reduz custos

A preservação do meio ambiente vem aliada à redução do desperdício. Portanto, a ISO 14001 também auxilia na redução de custos na empresa, uma vez que permite que você utilize os recursos de forma consciente, otimizada, economizando sempre que possível.

Evita multas ambientais

Por fim, a ISO 14001 também permite que a sua empresa atue dentro da legislação ambiental do país. Dessa forma, ela evita uma série de multas ambientais, economizando recursos e garantindo uma boa reputação para a marca da sua empresa.

Como implementar a ISO 14001?

Diante de tantos benefícios, é hora de entender como implementar a ISO 14001 na sua empresa. Para isso, é importante que você revise todos os produtos e serviços da organização, identificando formas de se adequar às normas.

Nesse aspecto, uma consultoria especializada pode ser a sua maior aliada. Por possuir experiência na área, esse tipo de empresa pode ajudar a diagnosticar problemas na sua organização e ainda traçar planos de ação e estratégias para a adequação às recomendações da ISO 14001.

Garantir a preservação do meio ambiente é um dever de todas as organizações, inclusive do seu negócio. Portanto, comece agora mesmo a revisar os seus processos e a se adequar à ISO 14001 e garanta a sua certificação!

Para isso, conte com a SAFE como aliada. Somos uma empresa especializada em saúde, segurança do trabalho e meio ambiente e podemos ter a solução que você precisa para se adequar.

Se você quiser ter um pouco mais de informação sobre a ISO 14001, pode baixar uma pequena introdução e principais benefícios da mesma de uma forma mais detalhada clicando aqui.

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Por que o diagnóstico ambiental é imprescindível no século XXI?

Você sabe quais impactos a sua empresa gera hoje no meio ambiente? Entende qual é a melhor forma de atuar com consciência ambiental, preservando a fauna, a flora e a cultura da região na qual você atua? Esse tipo de questionamento está cada vez mais relevante para a sociedade, impactando diretamente a imagem pública da empresa e a aceitação dos seus clientes.

Uma ótima solução para responder esses questionamentos é utilizar o diagnóstico ambiental, colocando em foco o compromisso da sua empresa com o meio no qual ela está inserida. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue esta leitura e descubra!

O que é um diagnóstico ambiental?

Basicamente, esse é um procedimento de avaliação do ambiente no qual determinada organização atua, indicando os impactos gerados por duas atividades. Para isso, ele considera três aspectos:

  • o meio físico — solo, águas e recursos minerais, por exemplo;
  • o meio biológico — animais e plantas;
  • o meio socioeconômico — impactos sociais, culturais, e variáveis como a existência de sítios arqueológicos, por exemplo.

Como dissemos, o objetivo principal desse diagnóstico é avaliar o meio no qual a empresa atua. Mas ele vai além disso, considerando também os impactos diretos e indiretos da atividade da organização no meio. Assim, pode indicar problemas e não conformidades, além de avaliar riscos para o meio ambiente. Ele ainda serve de embasamento para a criação de estratégias de preservação e prevenção de danos ao ambiente.

Como esse diagnóstico pode ser realizado na empresa?

Em primeiro lugar, é importante contar com profissionais especializados nessa área. Eles avaliarão as condições ambientais naqueles três aspectos que mencionamos, de forma ampla e completa. A partir disso será criado um relatório, que deve ser utilizado pela empresa para seus planejamentos futuros, além de indicar se a organização pode ou não realizar suas atividades em determinada região.

Quais são os benefícios de investir em um diagnóstico ambiental?

De fato, esse tipo de diagnóstico traz uma série de benefícios, tanto para a empresa quanto para a sociedade. Primeiramente, ele garante uma atuação ecológica da organização, possibilitando que você adote estratégias para minimizar eventuais problemas gerados ao ambiente, à fauna e à flora do local.

Além disso, ele permite uma melhoria da imagem da empresa, posicionando sua marca no mercado de forma positiva. Afinal, os clientes tomam consciência dessa preocupação ambiental da empresa, o que valoriza os seus produtos e serviços. E ainda vale dizer que ele pode atuar como uma forma de reduzir os acidentes de trabalho dentro da empresa, buscando a preservação da saúde e segurança dos colaboradores que fazem parte do seu time.

Com tudo isso, podemos ver que o diagnóstico ambiental é um processo extremamente importante para o sucesso de um negócio como um todo. Além de atuar em conformidade com a responsabilidade ambiental e social da empresa, ele melhora a imagem da sua marca e previne acidentes de trabalho na organização!

Agora, se gostou desta leitura, que tal se aprofundar no assunto? Aproveite para conferir como se dá essa relação entre o meio ambiente e a segurança do trabalho!

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Saiba como fazer um reaproveitamento de água eficaz na sua empresa!

O reaproveitamento de água no ambiente empresarial é uma prática de conservação ambiental moderna, já adotada por grandes organizações como Bayer e Petrobrás, por exemplo. Mas qualquer empresa pode tomar essa iniciativa que, aliás, é relevante para a imagem, traz vantagens financeiras, além de preservar o meio ambiente.

Desse modo, é possível promover o reúso da água já antes consumida na empresa, assim como fazer a captação de água de chuva para seu aproveitamento em determinadas aplicações. Para isso, alguns cuidados precisam ser tomados e a utilização dessa água deve ser dirigida para fins específicos.

Continue a leitura e saiba como fazer um reaproveitamento de água eficaz na sua empresa.

Por que promover o reúso da água?

Em razão da água possuir um mecanismo cíclico natural, é possível adotá-la como insumo reutilizável. Como determinadas atividades produtivas consomem grandes quantidades de água, a adoção dessa capacidade de reprocessamento traz alguns benefícios e vantagens.

Assim, existem alguns motivos para promover o reúso da água. Entre os principais, podem ser destacados:

  • redução do consumo de água captada em mananciais ou do sistema de abastecimento;
  • redução da quantidade de água lançada como efluente no ambiente;
  • ampliação da capacidade de gerenciamento hídrico nos períodos de seca;
  • caracterização da responsabilidade ambiental com reforço na imagem da empresa.

A fim de um melhor aproveitamento da água, consideramos ambas as formas, ou seja, o reúso de água industrial tratada e a utilização de água de chuva captada. Essas águas podem ser armazenadas para seu emprego em situações específicas.

Como ocorre a captação e o tratamento da água da chuva?

Essencialmente, o aproveitamento da água de chuva deve passar por 3 momentos operacionais: captação, armazenamento e tratamento. A fase de tratamento só é necessária quando há demanda por água potável, isto é, para consumo humano (lavar as mãos, tomar banho, beber, preparar alimentos).

Nas empresas, o mais recomendável é a utilização da água de chuva com a mesma destinação da água de reúso. De todo modo, a instalação do sistema se dá com os seguintes passos:

  1. definir a superfície de captação, que pode ser um telhado ou uma laje específica para esse fim;
  2. dotar a superfície eleita de calhas de escoamento;
  3. instalar ou construir o reservatório para onde o fluxo das calhas é conduzido;
  4. manter uma saída de água para escoamento normal da primeira precipitação.

Para a captação durante uma chuva, deve-se aguardar alguns instantes de precipitação mais intensa, deixando a água inicial escoar para fora do reservatório. Essa medida visa uma lavagem natural da superfície para, posteriormente, desviar o fluxo para o armazenamento.

Onde a água de reúso pode ser utilizada?

A água de reúso, isto é, aquela que já foi utilizada pela empresa e tratada para ser reaproveitada, assim como a água de chuva captada, possui algumas restrições. Assim, não pode ser utilizada para consumo humano, irrigação de hortaliças e lavagem de ambientes internos, entre outras.

Desse modo, os principais fins a que se destinam as águas de reúso e da chuva nas empresas são:

  • processos de refrigeração;
  • alimentação de caldeiras;
  • geração de energia;
  • construção pesada;
  • irrigação de jardins e áreas verdes;
  • lavagem de peças, pátios e calçadas;
  • desobstrução de redes e galerias;
  • combate a incêndios.

Com isso, o reaproveitamento da água de reúso ou da água de chuva pode ter destinações que dependerão da natureza das instalações e das atividades da empresa. Mas será sempre uma iniciativa ambientalmente recomendável, que trará redução de custos com esse insumo essencial e fortalecerá a imagem da empresa.

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Lei 9.966: o que é preciso entender sobre ela?

A Lei 9.966 foi sancionada em abril de 2000, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de uma legislação importante para as empresas que utilizam os meios de transporte aquáticos, uma vez que ela versa sobre o controle de poluentes das embarcações.

Além disso, essa Lei também tem relação com o Decreto 4.136, também sancionado por FHC, no ano de 2002. Tal documento fala sobre as regras de prevenção, controle e fiscalização de poluentes no meio ambiente.

A seguir, esclareceremos uma série de dúvidas comuns acerca desse tema. Continue conosco e confira agora mesmo!

O que diz a Lei 9.966?

A Lei 9.966 estabelece pontos para que os portos, instalações portuárias e plataformas disponham de instalações para o recebimento e tratamento de resíduos. De acordo com seu o artigo 1º:

“Esta Lei estabelece os princípios básicos a serem obedecidos na movimentação de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em portos organizados, instalações portuárias, plataformas e navios em águas sob jurisdição nacional.”

Quais são os principais pontos da legislação?

Os principais pontos da legislação são sobre ações que as empresas devem tomar para o descarte de poluentes. Veja alguns deles!

Plano de emergência

O artigo 7º da lei diz que devem ser desenvolvidos planos de emergência para o combate à poluição pelo óleo e outras substâncias nocivas nas águas.

De acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Direito do Petróleo, Gás e Energia, esse plano é um documento que contém informações e descrições detalhadas de todos os procedimentos que devem ser realizados caso um incidente ocorra.

Plano de contingência

Outro documento que precisa ser elaborado é o plano de contingência. Ele precisa integrar todas as ações que são desenvolvidas pelas companhias e que podem causar a poluição das águas. Esse plano deve conter todos os equipamentos, recursos humanos e materiais necessários para a execução das tarefas, visando boas práticas para o combate à poluição.

Manual de Procedimento Interno

Esse documento é regulamento pela Lei 9.966 e serve para que todos os riscos de poluição sejam monitorados. As organizações que não elaborarem esse manual poderão ser notificadas por infração, gerando multas a serem pagas.

Qual é a relação entre a Lei 9.966 e o Decreto 4.136?

O Decreto 4.136 complementa a Lei 9.966 e regulamenta as infrações sobre a poluição de óleo. Segundo o seu artigo 1º:

“Constitui infração às regras sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional a inobservância a qualquer preceito constante da Lei no 9.966, de 28 de abril de 2000, e a instrumentos internacionais ratificados pelo Brasil.”

As multas e penalidades, de acordo com o Decreto, são aplicadas para o proprietário do navio, seu operador, a concessionária ou empresa autorizada, o comandante da embarcação, a pessoa jurídica ou física que representa o porto e o proprietário da carga.

Ter conhecimento sobre a Lei 9.966 é importante para que a sua empresa siga os preceitos legais para o descarte de poluentes e evite multas. Além disso, ao praticá-la, a companhia também terá uma melhor reputação perante seu públicos e a sociedade em geral.

Caso tenha alguma dúvida ou queira compartilhar uma situação conosco, sinta-se à vontade para deixar um comentário no espaço abaixo!

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Saiba como funciona o geoprocessamento ambiental

Mais de 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas ambientais, como queimadas, desmatamento de áreas naturais, poluição de rios e lagos etc. Isso é o que revela uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgada em reportagem do portal Uol.

Em meio a esse cenário, as empresas devem se preocupar com a forma como desenvolvem as suas atividades e o geoprocessamento ambiental pode auxiliar nesse sentido.

Nos tópicos a seguir, esclarecemos dúvidas comuns sobre esse assunto. Acompanhe e confira!

O que é geoprocessamento ambiental?

O geoprocessamento ambiental é um instrumento utilizado para que se tenha conhecimento sobre os dados geográficos de uma região. Assim, por meio de um programa de computador, é possível identificar mapas, plantas, cartas topográficas, vegetações etc.

A ideia é que as empresas possam ter uma visão ampla acerca dos impactos que as suas ações terão no meio ambiente e de todos os seres vivos que fazem parte dele, como as plantas, os animais e os seres humanos.

Por que esse entendimento é importante em estados que o exigem para o licenciamento?

Quando uma empresa deseja se instalar em determinada localidade ou até mesmo ampliar o seu espaço físico, necessita de um licenciamento ambiental, que é emitido pelos órgãos fiscalizadores.

Cada estado brasileiro tem um órgão próprio que faz a fiscalização. Veja, a seguir, cada um deles:

Como funciona o geoprocessamento ambiental?

Como explicamos, o geoprocessamento ambiental funciona por meio de programas de computador. Esses softwares realizam mapeamentos e verificam atividades que podem e que não podem ser executadas, visando a preservação ambiental.

Se uma área tiver vegetação nativa ou for habitat de espécies de animais em extinção, por exemplo, é preciso que sejam adotadas providências e práticas para que esses recursos naturais sejam preservados.

Por que essa técnica permite análises mais aprofundadas?

O geoprocessamento ambiental utiliza recursos tecnológicos e matemáticos para que as análises tenham precisão. De tal forma, se evitam problemas, como análises superficiais ou a liberação indevida de áreas naturais, pois os critérios passam a ser muito mais técnicos e claros.

Por que o Ministério do Meio Ambiente exige o geoprocessamento no processo de licenciamento ambiental?

O Ministério do Meio Ambiente exige o geoprocessamento como uma das etapas do licenciamento ambiental justamente para que os recursos naturais sejam preservados. A ideia é que os dados espaciais sejam conhecidos antes de as empresas iniciarem seus trabalhos, para que possam incluir tais informações em seus planejamentos estratégicos de atividades e expansão.

O geoprocessamento ambiental jamais pode ser visto como um entrave ou uma atividade burocrática, mas sim como uma ferramenta parceira para a preservação de nossos recursos.

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O que prevê a NR 25 – Resíduos Industriais? Saiba agora mesmo!

Resíduos industriais constituem riscos para os colaboradores e para o meio ambiente. Por essa razão, a NR 25 emite diretrizes gerais para os cuidados e as medidas que devem ser tomadas pelas empresas geradoras desse tipo de resíduos.

Ao mesmo tempo, a norma é complementada pela legislação das três esferas, devendo ser considerada segundo as previsões já existentes ou emitidas futuramente. Assim, é essencial conhecer suas determinações, seja para proteção dos colaboradores e do meio ambiente, seja para estar de acordo com a Lei.

Continue a leitura e saiba o que prevê a NR 25.

Diferenciais dos resíduos industriais

Ainda na conceituação, a norma diferencia os resíduos industriais dos resíduos domésticos em razão das características físicas, químicas ou microbiológicas que apresentam. Nesse sentido, utiliza como exemplos resíduos como cinzas, óleo, escória, entre outros.

A NR 25 é bastante genérica, oferecendo diretrizes gerais que norteiam as iniciativas dos responsáveis. Dessa forma, deve ser considerada juntamente à legislação existente e aplicável ao tema nas três esferas: federal, estadual e municipal.

Por sua vez, a Lei N. 12.305, de 2 de agosto de 2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e considera em suas definições como resíduos industriais aqueles “gerados nos processos produtivos e instalações industriais”. A NR 25, portanto, está em harmonia com a mais importante lei brasileira sobre resíduos sólidos.

Três classes atribuídas aos resíduos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em sua norma NBR 10004/04, oferece uma classificação para resíduos sólidos, embora os resíduos industriais tratados na NR 25 não se limitem à forma sólida. Assim, no caso da norma da ABNT, a classificação se baseia nos riscos oferecidos.

Basicamente, essa norma, que é bem extensa, leva em consideração os seguintes aspectos para a classificação dos resíduos sólidos:

  • identificação do processo ou atividade que lhes deu origem;
  • seus constituintes e características;
  • resultado da comparação desses constituintes com listagens de resíduos conhecidos.

Dessa forma, os resíduos sólidos são classificados em:

  • perigosos;
  • não perigosos não inertes;
  • não perigosos inertes.

Por se basear nos riscos existentes, classifica os resíduos perigosos em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e patogenicidade.

Principais aspectos abordados pela NR 25

Uma das primeiras considerações da norma diz respeito à formação de resíduos. Assim, determina que as indústrias devem providenciar soluções entre as melhores práticas tecnológicas e organizacionais disponíveis para a redução na sua geração.

Por sua vez, determina que esses resíduos precisam ter destinação adequada. Para isso, qualquer iniciativa com esse fim deve ser submetida ao exame e à aprovação dos órgãos competentes.

Nesse sentido, é obrigação das indústrias desenvolver ações de controle, de forma a evitar risco à segurança e à saúde dos trabalhadores. Quando se tratar de resíduos sólidos e líquidos de alta toxicidade e periculosidade, sua destinação deve contar com orientação e aprovação de empresas e órgãos especializados e competentes.

Para os demais resíduos, a NR 25 remete seu cuidado à legislação pertinente. Alerta, no entanto, que todos os colaboradores envolvidos com as diversas fases dos resíduos devem ser capacitados sobre os riscos e as medidas de eliminação e controle aplicáveis.

Importância do conhecimento da norma

O principal objetivo da NR 25 é garantir que sejam tomadas medidas de proteção dos trabalhadores, com referência aos efeitos provocados pela exposição aos resíduos industriais de qualquer estado físico. Assim, conhecer as diretrizes emanadas da NR 25 é essencial para a promoção daquelas medidas.

Além disso, em razão do risco à saúde dos colaboradores, assim como os danos possíveis ao meio ambiente, toda atenção às previsões da NR 25 é essencial para manter a empresa em situação de regularidade junto à legislação trabalhista e ambiental.

Conhecer a NR 25 é essencial para implementar suas diretrizes na gestão dos processos industriais. Assim, esteja sempre em dia com as previsões normativas e da legislação aplicável aos resíduos da indústria.

Gostou do post? Aproveite e veja como diferenciar doença do trabalho de doença profissional.

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