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Saúde Ocupacional

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Saiba quais são os riscos e limites da exposição ocupacional

É um consenso no meio corporativo que todo trabalho carrega consigo riscos: seja num canteiro de obras, num escritório ou mesmo em home office, os trabalhadores estão constantemente sujeitos à exposição ocupacional. Por isso, a gestão de riscos e a segurança do trabalho andam sempre de mãos dadas.

Neste texto, explicaremos quais os principais problemas de saúde que podem surgir da exposição ocupacional. Falaremos também como você pode se antecipar a esses perigos e tomar precauções para minimizar suas chances de ocorrência. Continue lendo para saber mais.

O que são doenças ocupacionais?

Conceituamos como doença ocupacional todo agravo de saúde associado ao ofício ou às condições de trabalho. Em termos legais, o trabalhador que desenvolve uma doença ocupacional tem os mesmos direitos que um que sofre um acidente de trabalho; daí a importância de controlar sua exposição e adotar normas de segurança adequadas.

Quais os principais riscos da exposição ocupacional?

Embora saibamos que todo trabalho tem riscos, existem diferentes graus e modalidades de perigo. Na maioria dos casos, as doenças ocupacionais variam conforme a profissão e a carga horária do trabalhador. A seguir, destacamos algumas das principais doenças que podem surgir por exposição ocupacional.

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

Reconhecidos pela sigla DORT, esses distúrbios ocorrem devido a condições inadequadas de trabalho como má postura e carga horária excessiva. Os principais sintomas são dores nas costas ou nas articulações, que surgem devido a inadequações no ambiente de trabalho. Também entram nessa categoria as LER (Lesões por Esforço Repetitivo), que estão associadas a movimentos recorrentes.

Câncer

A predisposição ao câncer por razões ocupacionais está frequentemente associada à exposição aos chamados “agentes carcinogênicos”. Um exemplo, que entra em destaque na mídia com frequência, é visto em trabalhadores da zona rural, que têm contato com agrotóxicos danosos à saúde. Outros casos são de trabalhadores que trabalham com radiação e na construção civil — expostos, por exemplo, ao arsênico e ao amianto.

Deficiência auditiva

Não são apenas agentes químicos ou ionizantes que entram na categoria da exposição ocupacional. Exposição ao ruído também pode trazer problemas à saúde relacionados ao trabalho, levando à surdez ocupacional.

Exemplos de indivíduos sujeitos a essa doença são operários de construção civil e trabalhadores de salões de beleza. A boa notícia é que a exposição pode ser facilmente controlada com o uso de abafadores ou protetores auriculares.

Asma ocupacional

A asma também é uma preocupação da segurança do trabalho, especialmente se há produção de pó ou resíduos: madeireiras, mineradoras e vidraçarias podem ter um ambiente propício à inalação de partículas que irritam os pulmões e podem levar à doença. Nesses casos, é fundamental o uso de equipamentos de proteção de vias aéreas, para minimizar o risco ocupacional.

Quais são os limites da exposição ocupacional?

Na prática, é impossível zerar completamente os riscos de exposição ocupacional. No entanto, contamos com medidas padronizadas que nos auxiliam a minimizá-los e garantir uma maior segurança do trabalho em diferentes contextos.

Para isso, é importante ficar atento às Normas Regulamentadoras para a área de atuação da sua empresa, em especial à NR15, que trata de “Atividades em ambientes insalubres” e que contém em seus anexos os níveis de tolerância para a exposição aos agentes químicos, físicos e biológicos. Além de garantirem um ambiente de trabalho mais seguro, as NRs também resguardam a companhia em casos de processos judiciais por possíveis adoecimentos. Além disso, auditorias internas e externas frequentemente se embasam nelas para certificar a segurança da empresa.

A exposição ocupacional é um risco inerente ao trabalho, presente em todas as empresas. Felizmente, contamos com métodos padronizados e cientificamente comprovados para minimizar essa exposição e garantir a segurança dos funcionários. Se adequar a essas normas é fundamental para se manter dentro da lei e comandar seus serviços com segurança.

Se você também se preocupa com a exposição ocupacional, uma análise preliminar de risco é o primeiro passo para garantir a sua segurança. Saiba mais sobre ela e previna-se contra esse problema!

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Entenda o papel da segurança e saúde no trabalho na pandemia

Segurança e saúde no trabalho são tendências não só no ramo corporativo e em instituições públicas, mas também em toda a sociedade. O bem-estar e a qualidade de vida do colaborador são cada vez mais relevantes, inclusive, para o seu desempenho, afetando diretamente sua satisfação com o ambiente laboral.

Além de interferirem no clima organizacional e na produtividade, esses temas ganharam novas perspectivas com a pandemia da COVID-19 e a necessidade de distanciamento social para reduzir o contágio.

Continue a leitura e entenda como proteger seus colaboradores e promover o bem-estar deles nesse momento tão delicado. Há sérios desafios, enfrentados em escala global, que requerem a atenção de gestores do mundo todo.

A importância da segurança e saúde no trabalho em tempos de coronavírus

Embora lojas, fábricas, centros de distribuição e escritórios tenham se esvaziado parcial ou totalmente, segurança e saúde no trabalho são agora mais do que nunca um dos principais focos de atuação das organizações da iniciativa pública e privada.

Por isso, os governos federal, estadual e municipal, além dos conselhos de saúde, já emitiram posicionamento orientando os gestores. As disposições envolvem a suspensão de exames ocupacionais e de treinamentos periódicos obrigatórios por NRs durante o período de calamidade pública, o que implica na necessidade de maior atenção e cuidado com a saúde ocupacional e a prevenção de acidentes. Sem falar da necessidade de interrupção de eventos corporativos.

Segurança e saúde no trabalho são importantes não apenas para manter a equipe saudável e protegida do coronavírus enquanto há o distanciamento social. Sua promoção também dita o ritmo pelo qual o funcionamento de lojas, fábricas, centros de distribuição e escritórios voltará ao normal e o impacto econômico nesses empreendimentos.

Como promover segurança e saúde no ambiente de trabalho

Boas práticas têm sido adotadas em todo o Brasil, tais como a implementação da telemedicina gratuita para os colaboradores, a fim de evitar o deslocamento à unidade de saúde e eventual exposição desnecessária à COVID-19.

É importante ressaltar que no parecer n. 8/2020 do processo consulta n. 12/2020 de 21 de maio de 2020, do CFM (Conselho Federal de Medicina), fica claro que “é vedado realizar exames médicos ocupacionais com recursos de telemedicina sem proceder o exame clínico direto no trabalhador”.

Na sequência, elencamos outras medidas das empresas nesse contexto de pandemia.

Cuidados especiais com os idosos e pessoas com comorbidades

Quem está no grupo de risco requer atenção especial. Sendo assim, é cabível afastar essas pessoas do ambiente de trabalho para que elas não fiquem em contato direto com possíveis transmissores, uma vez que as consequências desse contágio podem ser muito mais graves.

Reduzir as chances de contaminação viabilizando o “home office“, por exemplo, é uma ótima forma de manter esses funcionários ativos e produtivos, mesmo fora do escritório. Por isso, é necessário revisar os exames admissionais/periódicos e levantar quem tem comorbidade, para estabelecer e implementar um procedimento especial para esses colaboradores.

Criação de comitês específicos para o momento de crise

Planos de contingenciamento e o estabelecimento de protocolos especiais são necessários em momentos críticos, como o de pandemia da COVID-19, a fim de mitigar riscos e manter a segurança e saúde no trabalho. Logo é uma boa medida criar grupos com finalidades específicas, com funções como analisar as diretrizes do governo e dos conselhos de saúde para implementar ações pontuais.

Um comitê analisando dados para a reabertura de loja e outro regendo e monitorando por vídeo a utilização dos EPIs nos centros de distribuição, por exemplo. Ainda, é possível formar equipes para avaliação de viagens corporativas em tempos de crise, forma de evitar deslocamentos desnecessários e gerir com inteligência as finanças do negócio.

Higienização e descontaminação das áreas

Criar procedimentos desse tipo é essencial em momento de pandemia com um vírus se espalhando vertiginosamente no mundo todo. O uso de álcool em gel e máscara, entre outros elementos, virou questão de segurança e sua importância precisa ser recorrentemente reafirmada para serem inseridos na rotina dos colaboradores.

A norma técnica do Ministério do Trabalho no cenário da pandemia

O MTE (Ministério do Trabalho) publicou disposição classificando o grau de risco à exposição à COVID-19 de algumas profissões — informações que norteiam como os empregadores devem agir de modo a promover a segurança e saúde no trabalho. Confira um quadro geral sobre essas categorias:

  • risco muito alto de exposição: médicos, enfermeiros e dentistas;
  • risco alto de exposição: fornecedores de insumos de saúde, motoristas de ambulância e quem prepara corpos para enterro ou cremação;
  • risco mediano de exposição: pessoas em contatos com grandes grupos (em escolas e grandes lojas de varejo);
  • risco baixo de exposição: profissionais em contato mínimo com o público.

Por fim, mantenha-se atualizado sobre as resoluções do governo e dos conselhos de saúde para adotar as melhores práticas de segurança e saúde no trabalho na sua empresa. Além de promover bem-estar e qualidade de vida, sua ação evita gastos com licenças e afastamentos, uso inteligente dos recursos que faz a diferença nesse momento de crise.

Gostou do assunto? Então, não deixe de conferir nosso post sobre a preparação adequada do local de trabalho nesse contexto de coronavírus.

A criação de protocolos eficazes e seguros para endereçar esse momento não é algo simples e é extremamente importante. Nós da SAFE, sabemos como fazer isso. Temos o conhecimento, os profissionais e a experiência necessária. Caso você tenha interesse entre em contato conosco. Para isso basta clicar aqui.

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Entenda o que é PCMSO e sua importância

Toda empresa deve zelar pela saúde e pelo bem-estar dos seus colaboradores, de modo que eles tenham a melhor proteção possível contra os riscos relacionados à atividade laboral que desempenham. Para que isso ocorra, a organização precisa cumprir as normas estabelecidas pelo Ministério do Trabalho.

Uma dessas normas estabelece a obrigatoriedade da implementação do PCMSO. Trata-se de uma medida adotada com o intuito de monitorar a saúde dos funcionários e propiciar qualidade de vida no ambiente laboral.

Pensando nisso, elaboramos este post para você entender o que é o PCMSO e como ele é importante para a saúde dos colaboradores. Boa leitura!

O que é o PCMSO e quais são os seus benefícios?

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tornou-se obrigatório pela Norma Regulamentadora NR 7, do Ministério do Trabalho e do Emprego, a partir de 1978.

Esse programa é importante para as empresas porque torna possível o monitoramento da saúde dos trabalhadores. Devido à obrigatoriedade do cumprimento de procedimentos e do uso de equipamentos de proteção, é possível, por exemplo, prevenir o surgimento de doenças que podem causar invalidez por ocasião das atividades exercidas.

Além disso, é possível acompanhar eventuais danos ou patologias já existentes e detectar riscos de doenças devido a uma predisposição do indivíduo, principalmente em relação ao trabalho.

Para os funcionários, essa é mais uma proteção à sua saúde e um amparo legal. Com isso, o trabalhador sabe que os riscos laborais são avaliados e minimizados pelo fornecimento de equipamentos de segurança e pelas melhorias em processos oriundas das análises periódicas a partir dos dados extraídos do monitoramento que fazem parte dos relatórios periódicos. Entre os principais benefícios do PCMSO estão:

É importante ressaltar que a NR 7 sofreu uma grande alteração, sendo que o novo texto passará a vigorar em março de 2021. Todas as modificações realizadas foram pensadas com o intuito de alinhar as exigências ao foco principal da norma , que é a saúde ocupacional dos funcionários, por exemplo:

  • atualização do quadro I que versa sobre os padrões para acompanhamento biológico e exposição de agentes químicos;
  • outros exames complementares, além dos já definidos na lei podem ser realizados.

Por este motivo, é preciso estar atento às principais mudanças , já que poderão fazer parte de uma nova publicação no futuro.

Como esse programa funciona?

Depois de entender o que é o PCMSO, é preciso saber como ele funciona. O programa torna obrigatório a realização de exames médicos que serão coordenados por profissionais especializados em Medicina do Trabalho.

Entre os exames obrigatórios estabelecidos pela NR7 estão:

  • exame admissional, para novas contratações;
  • exames periódicos, que dependem do tipo de atividade;
  • exames de retorno ao trabalho, para funcionários que estavam em período de licença;
  • exame de mudança de função;
  • exame demissional.

Cabe ao empregador garantir que o PCMSO seja implementado de forma eficaz, além de custear todos os procedimentos aos quais os trabalhadores tenham que ser submetidos.

Além disso, ele precisa indicar um médico do trabalho para ser o coordenador do programa, seja ele membro da empresa ou não. Caso não haja um especialista na localidade, o empregador deverá indicar um médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO.

A partir de quantos colaboradores é necessário ter o PCMSO?

Todos os empregadores que possuem funcionários contratados devem elaborar o PCMSO, tendo em vista essa ser uma responsabilidade obrigatória, e não facultativa, já que na NR 7 não há nenhuma disposição que limita a quantia de colaboradores para que a prática se torne uma obrigatoriedade.

Por que levá-lo em consideração?

A corporação deve, de acordo com o estabelecido, apresentar um relatório anual do PCMSO com informações sobre o número de exames realizados e a natureza deles, de acordo com os setores da empresa. Esse documento é elaborado pelo coordenador do programa.

É preciso tomar cuidado para que todas as exigências do PCMSO sejam realizadas nos prazos estabelecidos, evitando a ocorrência de passivos trabalhistas em decorrência da irresponsabilidade com a saúde dos funcionários.

O PCMSO é muito importante para, de forma prévia, identificar e rastrear qualquer situação que possa afetar a saúde da equipe de trabalho, gerar uma facilidade maior na detecção de possíveis danos, além de dar todo o suporte necessário ao médico do trabalho na tomada de decisões

Como aplicar o PCMSO na empresa?

Entre as principais estratégias para que o PCMSO seja implementado de forma eficiente estão:

  • propiciar a análise do ambiente de trabalho por um médico especializado, que averigue as condições de ventilação, ergonomia, iluminação, temperatura, exposição a riscos etc;
  • caso algum risco prejudicial à saúde dos funcionários seja detectado, o médico precisa orientar sobre as condutas necessárias para gerar melhorias;
  • elaborar treinamentos e palestras relacionadas à saúde e prevenção de riscos, com a finalidade de estimular a conscientização de toda equipe, o uso de equipamentos de proteção de segurança individual e coletiva e ações importantes em situações de emergências;
  • motivar os colaboradores para que os procedimentos de segurança sejam seguidos à risca.

É necessário ter algum documento para corroborar a existência do PCMSO?

Para comprovar a implementação do PCMSO é preciso elaborar um documento com base nos riscos à saúde e segurança dos empregados e a descrição de todas as exigências do programa. É importante ressaltar que sua emissão deve ser realizada todos os anos, estabelecendo o prazo de vigor e a elaboração das próprias diretrizes da empresa.

Apesar de o documento ter o prazo de validade de 1 ano, a NR 7 determina o prazo adequado de armazenamento do documento, que é o tempo mínimo de 20 anos após o desligamento do colaborador.

Quais são as consequências para o empregador que não cria o PCMSO?

Como já foi dito, o PCMSO é obrigatório para todos os empregadores, independentemente do número de funcionários contratados na organização.

Quando o empregador não elabora o PCMSO conforme exigem as normas, a companhia fica sujeita à autuação do Ministério do Trabalho e Emprego. A multa é estipulada pela NR 28, em unidades fiscais de referência (Ufir), que varia de acordo com o número de trabalhadores, além da reincidência.

Além disso, a instituição também pode ser cobrada no âmbito judicial, tendo em vista que ações podem ser ajuizadas por empregados que tenham desenvolvido algum tipo de doença ocupacional. Dessa forma, caso a relação entre as atividades exercidas no trabalho e a doença ocupacional sejam comprovadas, ou no acontecimento de algum acidente, o empresário e demais responsáveis também podem ser responsabilizados na esfera criminal, dependendo do tipo de situação.

Saber o que é o PCMSO é muito importante para que as empresas operem dentro da legalidade e se destaquem no mercado pela sua preocupação com os funcionários. Por isso, invista em conhecer todas as exigências do programa, implementá-lo de forma eficiente e contar com profissionais capacitados para orientações sobres as ações e estratégias.

Conseguiu esclarecer suas dúvidas sobre o assunto? Então, aproveite para compartilhar este artigo agora mesmo em suas redes sociais e, dessa forma, ajudar sua rede de contatos a entender um pouco mais sobre o tema!

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Assessoria em saúde ocupacional. Entenda sua importância

Você já parou para pensar em como uma assessoria em saúde ocupacional pode facilitar sua vida? Ela é fundamental tanto para o bem-estar dos funcionários quanto para os resultados financeiros da empresa. Mas, afinal, saúde ocupacional, o que é?

A questão é que uma gestão que não está atenta às doenças ocupacionais e acidentes de trabalho pode enfrentar, como consequência, além de perdas operacionais e de produtividade, longos processos cíveis e penais decorrentes de ações trabalhistas. Mas ninguém quer chegar a esse ponto, não é mesmo?

Neste post, mostramos a importância de uma assessoria em saúde ocupacional. Confira!

O que saber sobre assessoria em saúde ocupacional?

A saúde ocupacional, como o nome já induz, lida com a saúde dos trabalhadores. Nesse sentido, a assessoria promoverá ações para:

Em primeiro lugar, a assessoria em saúde ocupacional faz um levantamento do histórico da organização, compreendendo tudo o que já foi proposto e o que vem sendo realizado. A análise desses dados é o primeiro passo para a elaboração de um plano de ação eficaz.

Como é a elaboração do plano de ação?

Após compreender como a saúde da organização está, é verificada a legislação, conforme a NR-7 (norma que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional — PCMSO, por exemplo), para analisar o que está sendo feito corretamente e o que precisa ser modificado.

A elaboração e coordenação do plano de ação, em conjunto com a área médica da empresa, vai apontar quais estratégias devem ser utilizadas e onde a assessoria poderá contribuir para a melhoria da saúde ocupacional, por exemplo:

  • realização e melhor gestão dos dados extraídos dos exames clínicos ocupacionais — admissionais, periódicos, demissionais, mudança de função e retorno ao trabalho;
  • realização e melhor gestão das informações coletadas por meio dos exames médicos complementares e assistenciais;
  • estudos de absenteísmo;
  • Programa de Prevenção ao Abuso de Álcool e Drogas (PPAAD);
  • treinamentos obrigatórios e de sensibilização a trabalhadores e gestores;
  • gestão e operação de ambulatórios empresariais (terceirização) — administração, gestão e operação por parte de equipe especializada, formada por especialistas em medicina do trabalho, médicos assistentes e técnicos de enfermagem;
  • atuação como assistente técnico em perícias médicas e previdenciárias.

Para facilitar ainda mais, os atendimentos são realizados na sede do cliente, da empresa ou, dependendo do caso, em clínicas credenciadas.

Quais os desafios em relação à saúde ocupacional no Brasil e como estão sendo enfrentados?

Conforme informado pela OMS, os maiores desafios para a saúde ocupacional são:

  • transferência de tecnologias perigosas;
  • novas energias físicas e substâncias químicas;
  • envelhecimento dos trabalhadores;
  • riscos à saúde relacionados a novas biotecnologias;
  • problemas especiais dos grupos vulneráveis (doenças crônicas e deficientes físicos), incluindo desempregados e migrantes;
  • problemas de saúde ocupacional, associados à automação e novas tecnologias de informação;
  • gargalos ligados com a crescente mobilidade dos funcionários;
  • episódios de novas doenças ocupacionais de várias causas.

O Ministério da Saúde desenvolve uma política de ação juntamente com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, a PNSST (Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho), sendo algumas de suas diretrizes:

  • prioridade das ações de prevenção sobre as de reparo;
  • estruturar a rede integrada de informações em Saúde do Trabalhador;
  • ampliação das ações, objetivando a inclusão de todos os trabalhadores brasileiros no sistema de proteção e promoção da saúde;
  • harmonia entre as normas e articulação das ações de promoção, proteção e reparação da saúde do trabalhador;
  • reestruturar a formação em Segurança no Trabalho e em Saúde do Trabalhador e incentivo à educação e à capacitação continuada dos colaboradores responsáveis pela operacionalização da política.

Quais as diferenças entre saúde do trabalho e saúde ocupacional?

A saúde do trabalho é uma área da medicina que objetiva a integridade mental e física e o bem-estar do colaborador, procurando entender a relação entre trabalho, produção e saúde. O seu conceito começou a ser utilizado no século XIX, depois da primeira revolução industrial, na Inglaterra.

Já o conceito de saúde ocupacional surgiu mais de um século depois, no pós-guerra. Isso quando a produção industrial voltou a se fortalecer, trazendo novos produtos químicos. Além disso, novos tipos de processos industriais começaram a ser utilizados, aumentando doenças e riscos para os que estavam expostos.

Foi assim que perceberam que somente o tratamento das doenças oriundas do trabalho não era suficiente para a empresa e nem para a vida do trabalhador. Dessa forma, surgiu a saúde ocupacional, que tem como intuito intervir na cultura empresarial e no ambiente de trabalho.

Como é possível promover saúde ocupacional na empresa com a ajuda da assessoria?

Para que a assessoria seja eficaz, é necessária a atenção em alguns pontos. Acompanhe!

Realize a gestão de riscos

A gestão de riscos feita pela assessoria pode ajudar muito a promover a saúde ocupacional, devido ao fato de seu intuito ser identificar os elementos ocupacionais de risco que podem trazer danos à integridade física ou à saúde das pessoas e, em consequência, ao dever da empresa de implementar medidas para evitar que ocorram efeitos indesejados e prejudiciais.

Estimule a realização de exames

Com a assessoria, há o estímulo para a realização dos exames médicos ocupacionais dentro da empresa, sendo ela prevista por lei para assegurar o acompanhamento da saúde do trabalhador. Todavia, não é sempre possível cobrir cada indicador base e apontar o perfil de saúde dos funcionários.

Por esse motivo, é essencial que a organização se preocupe em fazer os exames complementares aos exames ocupacionais, para que seja possível uma identificação mais acurada do perfil da instituição e determinação das melhores estratégias a serem utilizadas.

Foque na ergonomia

Não há uma organização segura e saudável que não considere as questões ergonômicas. A ergonomia é um dos elementos essenciais para um bom ambiente de trabalho. Além de estar relacionada às leis trabalhistas, como as Normas Regulamentadoras, está ligada diretamente à saúde e conforto do funcionário.

Implantação e execução do plano de ação

Com uma análise completa de como a organização está lidando com a saúde ocupacional dos seus trabalhadores, é executado/implementado o plano de ação. Ele é responsável pela criação de um passo a passo para alcançar os resultados estabelecidos, bem como a realização de objetivos e metas.

Ainda, por meio desse estudo, em conjunto com a empresa, são elaboradas estratégias tanto para o bem-estar dos funcionários quanto para os resultados da organização.

Dependendo da maturidade da empresa e da complexidade do plano, existem vários ferramentas a serem utilizadas, por exemplo, o mais simples 5W2H ou, até mesmo, o 3W2H, passando pelo plano de ação com matriz RACI, ainda, com tabelas dinâmicas utilizando uma planilha eletrônica e automatizando algumas análises, cruzando por planos que são compatíveis com a escola oriental como o Hoshin Kanri, entre outros.

Mas, independentemente disso, a assessoria em saúde ocupacional vai auxiliar e acompanhar a execução do plano de ação, ajudando na busca dos melhores resultados e utilizando as melhores ferramentas.

Mensuração e monitoramento dos resultados

Não adianta apenas estudar a empresa, cruzar com o planejamento estratégico e elaborar um plano de ação eficaz, se não houver a mensuração e o monitoramento dos resultados. Caso contrário, você terá apenas ações descritas em um papel sem acompanhamento e muita perda de tempo.

Além de verificar se as ações estão sendo concretizadas (monitoramento), é preciso estudar os seus resultados. Com essa análise, é possível destacar as que deram certo ou não, as que precisam de aperfeiçoamento e as que devem ser abortadas.

Resumindo, agora, quando você se questionar: “saúde ocupacional, o que é?”, já sabe que uma assessoria pode ajudar. Ela realizará um estudo sobre todas as ações necessárias e o que foi executado, apresentará os resultados alcançados e vai propor melhorias. Para isso, é preciso contratar uma empresa que presta o melhor serviço de assessoria em saúde ocupacional, como a Safe.

O seu objetivo é trabalhar a gestão de riscos, isto é, transformar a segurança do trabalho, saúde ocupacional e também o meio ambiente em resultados positivos para sua empresa? Então, entre em contato conosco!

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Coronavírus: como preparar o local de trabalho adequadamente?

No final de 2019, começaram a aparecer notícias nos telejornais e portais de notícias sobre o novo coronavírus que havia surgido na China. O que no início parecia ser um problema local, em poucos meses se tornou uma pandemia mundial.

Para evitar a disseminação desse vírus, os governos estão recomendando que as empresas que não exercem atividades consideradas como essenciais fechem as suas portas temporariamente. Há ainda a possibilidade de os trabalhadores atuarem em home office, devido à necessidade do distanciamento social.

Conforme o quadro de disseminação do coronavírus diminui, algumas empresas estão retomando os trabalhos, porém, com quadro reduzido de colaboradores. Veja, a seguir, algumas medidas que devem ser tomadas para preparar o local de trabalho adequadamente.

Higienize as máquinas e EPIs

As máquinas, equipamentos, ferramentas, mobiliário e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) devem ser devidamente higienizados antes de serem utilizados pelos colaboradores.

Recomenda-se que tudo seja esterilizado antes de o time entrar no local de trabalho, buscando evitar o contágio com o vírus dentro do ambiente laboral. Assim, todos ganham em qualidade de vida.

Mude determinados processos e rotinas

As rotinas do dia a dia devem ser mudadas para combater o coronavírus. Logo na entrada da empresa, por exemplo, é preciso tomar medidas para evitar aglomerações.

O mesmo vale para os horários de intervalo, como no almoço dos colaboradores. Se a empresa oferece refeições em sua sede, o mais apropriado a fazer é dividir os turnos de trabalho em escalas diferenciadas. Assim, evita-se que muitas pessoas fiquem no restaurante ao mesmo tempo.

Solicite a distância mínima entre os funcionários

Durante toda a jornada de trabalho, é fundamental que os funcionários mantenham uma distância de pelo menos 1,5 m entre eles. Isso é o necessário para que um, não contamine o outro, caso alguém esteja com o novo coronavírus e ainda não apresente sintomas.

Em indústrias, uma boa prática é desenhar marcas do chão, para que todos saibam como se posicionar.

Redobre os cuidados com a limpeza

Os cuidados com a limpeza devem ser redobrados, com o time de higienização passando mais vezes pelo mesmo local durante o dia.

Também é recomendado que se utilize álcool 70% para a higienização dos ambientes, bem como produtos de limpeza que contenham esse componente. Produtos com uma concentração menor de álcool não eliminam o coronavírus.

Distribua materiais para prevenção

A empresa também é responsável por distribuir materiais para prevenção dos colaboradores, como máscaras de proteção, luvas, álcool em gel 70%, entre outros.

Também é preciso que os funcionários sejam orientados sobre como usar esses itens. As máscaras de proteção precisam ser trocadas a cada duas horas, por exemplo.

Conscientize os colaboradores sobre como se prevenir do coronavírus

O setor de comunicação interna precisa criar campanhas de conscientização, para que os colaboradores saibam como se prevenir do coronavírus não apenas na empresa, mas também em suas rotinas pessoais.

Para isso podem ser feitos cartazes, envio de newsletters, promoção de eventos à distância, como webinars com médicos e outros profissionais da saúde etc.

O objetivo dessa ação educativa é evitar afastamentos e também que os colaboradores contaminem os colegas. Todos devem trabalhar juntos para que esse momento de pandemia passe mais facilmente.

Esperamos que nossas dicas tenham sido úteis para que você possa proporcionar mais segurança aos seus colaboradores durante a pandemia de coronavírus. Se cada um fizer a sua parte, superaremos esse momento difícil mais rápido.

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Panorama rápido sobre a saúde ocupacional no Brasil

Garantir a saúde dos trabalhadores da empresa é uma obrigação de todos, o que inclui o próprio colaborador, o proprietário da empresa e, também, órgãos municipais, estaduais e federais. Isso exige uma série de estratégias, como a realização de exames periódicos, inclusão de atividades de bem-estar na empresa, controle de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho dentro do ambiente organizacional, entre outras.

Esses cuidados são necessários para garantir a saúde ocupacional dos trabalhadores brasileiros. Porém, antes de tudo, é importante que você entenda um pouco do panorama dessa questão no Brasil. Afinal, a perspectiva nacional é um reflexo daquilo que a maioria das empresas do país faz em relação à saúde de seus colaboradores.

Quer saber como está a saúde ocupacional no Brasil? Então, continue a leitura e veja um panorama rápido da situação!

A questão dos acidentes de trabalho

Quando se fala em acidentes de trabalho, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial. Ou seja, é um dos países com maiores índices de acidentes laborais.

Isso não é uma grande surpresa quando você descobre que, segundo o Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, um acidente acontece a cada 49 segundos, o que totaliza mais de 5 milhões de notificações de acidentes desde 2012 até hoje. Além disso, já foram quase 20 mil mortes registradas devido a acidentes de trabalho desde 2012.

Essa é uma situação extremamente grave, principalmente para os trabalhadores, que colocam as suas vidas e a sua integridade física em risco todos os dias.

As doenças ocupacionais

Outra questão que deve ser observada em relação à saúde ocupacional no Brasil é a incidência de doenças ocupacionais, ou seja, problemas, tanto físicos quanto mentais, que têm relação com a atividade realizada pelo trabalhador.

Em relação às doenças físicas, há indícios de que elas vêm aumentando com o passar do tempo. Segundo o SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), a cada ano há um aumento de 24% no número de notificações.

As doenças ocupacionais estão no terceiro lugar em relação ao número de notificações, sendo superadas apenas pela exposição a material biológico e a acidentes graves ou fatais. Nesse aspecto, LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo) ocupa primeiro lugar, com mais de 70% das notificações sendo referentes a essa doença.

É importante destacar que as notificações relacionadas ao câncer também têm crescido, com uma taxa de cerca de 40% ao ano.

Transtornos mentais relacionados ao trabalho

Os transtornos mentais relacionados ao trabalho também merecem destaque nesse panorama. Isso porque esse tipo de doença ocupacional, que impacta diretamente a vida profissional e, também, a pessoal dos trabalhadores, está em amplo crescimento.

Nesse aspecto, os transtornos mais comuns, responsáveis por quase 50% das notificações, são relacionados ao estresse grave ou a problemas de adaptação. Eles são seguidos pelos episódios depressivos, que ocupam quase 1/4 dos casos relatados, e pelos transtornos de ansiedade, com 17% das notificações.

A subnotificação como problema

Por fim, é importante esclarecer que, apesar dos números alarmantes em relação à saúde ocupacional no Brasil, ainda há o problema da subnotificação. Isso significa que muitos transtornos e doenças, principalmente de ordem psicológica, não são diagnosticados como tendo relação com o trabalho, apesar de isso acontecer. Além disso, algumas organizações burlam a legislação brasileira e não notificam doenças diagnosticadas ou acidentes de trabalho ocorridos em seu ambiente.

Portanto, se os números são alarmantes, eles poderiam ser piores caso fossem registradas todas as ocorrências. É aí que entra a atuação da sua empresa! Para mudar esse quadro, é essencial que as organizações tomem consciência sobre a relevância desse tema e busquem práticas adequadas de saúde e segurança no trabalho para proteger os seus trabalhadores.

Isso inclui a conscientização do time mas, também, dos gestores e donos das empresas, que precisam revisar as suas culturas organizacionais para evitar o adoecimento dos seus colaboradores e melhorar o cenário da saúde ocupacional no Brasil.

Gostou do artigo? Então aproveite para compartilhar o post nas suas redes sociais e alerte os seus amigos e colegas sobre a importância do cuidado com a saúde ocupacional!

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Doenças ocupacionais: o que é preciso saber sobre o tema?

O Brasil é o quarto país com maior índice de acidentes de trabalho. Além disso, as doenças ocupacionais também se destacam como um grande problema para a saúde pública nacional e para as empresas e trabalhadores. É por isso que saúde e segurança do trabalho são elementos tão importantes para qualquer organização, afinal, é papel de todos combater essa grave situação.

Tratando especificamente das doenças ocupacionais, é importante lembrar que elas podem ser tanto físicas quanto psicológicas. Isso porque estresse, sobrecarga, insegurança e outros elementos relacionados à organização do trabalho podem desencadear problemas mentais que afetam a vida dos trabalhadores.

Inclusive, esse tipo de transtorno está crescendo em quantidade de notificações no país, devendo ser analisado juntamente com as doenças físicas. Quer saber mais sobre doenças ocupacionais e como preveni-las na sua empresa? Então, continue a leitura e descubra!

O que são doenças ocupacionais

As doenças ocupacionais são definidas como qualquer tipo de transtorno ou problema, de ordem física ou mental, que acomete os trabalhadores. Além disso, é importante lembrar que existe uma causalidade entre a atividade realizada dentro da empresa e a doença apresentada.

Assim, elas podem ser divididas em dois principais tipos:

  • doenças profissionais: causadas pela atividade realizada pelo colaborador, como movimentos repetitivos ou exposição a agentes tóxicos, por exemplo;
  • doenças do trabalho: causadas pela situação na qual o trabalho é realizado ou organizado nas atividades da empresa, como sobrecarga, ruídos excessivos, problemas de relacionamento, entre outros.

As principais doenças ocupacionais no Brasil

Para atuar na prevenção de doenças ocupacionais é essencial que você entenda que transtornos são esses que podem acometer os seus colaboradores. Confira!

LER/DORT

Apesar de serem doenças diferentes, a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e a DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) estão intimamente relacionadas.

A LER é um tipo de lesão causada pela repetição de determinado movimento diversas vezes ao longo da jornada de trabalho. Ela ficou bastante conhecida por acometer muitos trabalhadores que utilizam computador para realizar as suas atividades, principalmente os funcionários de bancos. Nesse caso, há comprometimento das articulações e músculos do punho e braços, o que causa dor intensa e limitação de movimentos.

Já a DORT é uma lesão dos ossos e músculos, geralmente da coluna, causada por postura inadequada ou pelo fato do trabalhador ficar na mesma posição durante toda a jornada. Assim, LER e DORT podem aparecer juntas nos trabalhadores, uma vez que têm origem semelhante.

Logo, é importante lembrar também que, uma vez instalada, a doença não passa quando o trabalhador para de trabalhar, o que significa que ela pode acompanhar o profissional pelo resto da vida e, inclusive, levar à invalidez.

Depressão e ansiedade

A depressão e a ansiedade são dois transtornos mentais que podem ser desenvolvidos devido ao ambiente e à organização do trabalho dentro de uma empresa.

Enquanto a primeira está muito relacionada à tristeza, ausência de prazer nas atividades e perda de interesse, a ansiedade está mais ligada à preocupação excessiva, irritabilidade e, até mesmo, sintomas físicos, como taquicardia e sensação de morte iminente, mesmo sem nenhum estímulo aversivo.

Apesar de serem diferentes, essas duas doenças podem vir combinadas, o que intensifica os problemas que elas geram para o lado profissional e pessoal do trabalhador. Além disso, vale destacar que, mesmo quando desenvolvida devido ao ambiente de trabalho, depressão e ansiedade se estendem para outras situações da vida do trabalhador, inclusive momentos de lazer e relacionamentos com a família.

Assim, são dois transtornos extremamente graves, porém, difíceis de serem identificados e, inclusive, de se estabelecer o nexo com o trabalho, devido à complexidade dos sintomas. Além disso, são a segunda maior causa de adoecimento relacionado ao trabalho, perdendo apenas para a LER/DORT.

Estresse pós-traumático

Trata-se de um transtorno de ordem psicológica, muito comum entre profissionais que são expostos a situações de risco, como os seguranças, chamado TEPT — Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

O TEPT é desencadeado por uma situação de risco real a que o trabalhador foi exposto ou, até mesmo, por uma ameaça. Existem registros, inclusive, de trabalhadores que desenvolveram por terem presenciado um acidente de trabalho ou escutado um determinado colega contar uma história sobre uma situação ameaçadora, sem nem ao menos ter vivenciado ou visto o caso.

Assim, as pessoas que desenvolvem TEPT têm sintomas como a revivência da situação repetidamente. Isso é mais forte do que uma simples lembrança, o que significa que o trabalhador, efetivamente, revive a passagem em sua mente diversas vezes por dia, desencadeando sofrimento psíquico e sintomas físicos, como falta de ar e taquicardia.

Dorsalgias

A dorsalgia se refere a um tipo de doença ocupacional que acomete a musculatura e a estrutura óssea das costas de trabalhadores. Ela também pode acometer as articulações e nervos ligados à coluna vertebral, causando dores de diferentes intensidades e constância.

Ainda, as atividades que causam, com maior frequência, esse tipo de problema são as relacionadas com a movimentação de cargas. É importante destacar que essa é a quinta maior causa de afastamento do trabalho por mais de 15 dias, sendo superada apenas por casos de fratura.

Dicas para prevenir doenças ocupacionais

Até aqui, vimos apenas algumas das doenças ocupacionais que podem ser desenvolvidas pelos colaboradores da sua empresa. Logo, o melhor remédio, como sempre, é a prevenção! Descubra agora algumas dicas importantes para investir nesse aspecto dentro do seu negócio:

  • faça um diagnóstico dos riscos relacionados ao trabalho dentro da empresa, tanto físicos quanto psicossociais;
  • dê assistência para que os colaboradores procurem ajuda no caso de sinais de qualquer doença ocupacional;
  • converse com a equipe para identificar pontos críticos, relacionados ao desenvolvimento de transtornos mentais no trabalho;
  • invista em programas de qualidade de vida e de saúde do trabalho;
  • revise as normas de saúde e segurança do trabalho, principalmente as NRs, garantindo o cumprimento de todas elas;
  • garanta a ergonomia no ambiente de trabalho;
  • conte com uma consultoria especializada para auxiliar nas ações a serem realizadas.

Agora você já sabe um pouco mais sobre o panorama das doenças ocupacionais no Brasil, quais são as principais e como iniciar o processo de prevenção. Para tanto, é essencial ter sempre a saúde e segurança do trabalho como prioridades dentro da empresa. Afinal, essa é uma responsabilidade e, inclusive, obrigação de qualquer organização.

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O que é exame psicossocial, qual sua importância e quando realizá-lo?

Cuidar da saúde mental é tão importante quanto da saúde física. Infelizmente, quando se fala em saúde e segurança no trabalho, a primeira — e, talvez, única — coisa que vem à cabeça das pessoas são os riscos físicos. Contudo, é preciso lembrar que existem também os riscos psicológicos que merecem a mesma atenção e podem ser identificados pelo exame psicossocial.

Quer entender melhor o que é, para que serve, quais são as normas regulamentadoras que falam desse exame e muito mais sobre o assunto? É só continuar a leitura!

O que é e para que serve o exame psicossocial?

O exame psicossocial é feito por um profissional que esteja habilitado para tal, com o intuito de avaliar os colaboradores que trabalham em situações de risco, como altura, espaços confinados e manuseio de inflamáveis, tendo em vista o estresse ao qual eles se submetem para a realização de seu trabalho.

Pela necessidade de controle emocional, determinadas atividades ocupacionais exigem do profissional um grande esforço mental que tem como consequência um enorme desgaste psicológico, mas que muitas vezes não é notado pelas pessoas, sendo visto apenas como estresse ou esgotamento do trabalho. Porém, pelo exame, é possível identificar essas características e tratá-las desde o início para que não venham a se transformar em problemas maiores, como a depressão.

Qual é a importância do exame psicossocial?

Por meio desse exame, é possível identificar se o seu colaborador ainda está apto para desenvolver as suas atividades rotineiras. Com isso, vai diminuir o risco de, em algum momento de impulsividade, o trabalhador perder o controle emocional, o que pode resultar em grandes tragédias.

É importante que a avaliação psicossocial seja feita com determinada frequência, uma vez que o profissional pode desenvolver algumas patologias psicológicas com o decorrer do tempo de trabalho e passe a produzir menos e com menor qualidade.

Quando o exame é obrigatório?

Algumas Normas Regulamentadoras dissertam sobre a obrigatoriedade desse exame, são elas:

  • a NR-20, no item 20.14.6 determina que, para os integrantes da equipe de resposta a emergências, trabalhando com inflamáveis e combustíveis, é preciso considerar os riscos psicossociais;
  • a NR-34, que legisla sobre os trabalhadores em construção naval, no tópico 34.17.7 também fala sobre os exames psicossociais para os integrantes da equipe de respostas a emergências. Além disso, no item 34.2.1, ressalta a importância do empregador cuidar da integridade psíquica de seus colaboradores;
  • a NR-33, no item 33.3.4.1 fala que todo profissional que trabalha em espaço confinado precisa ser submetido ao exame psicossocial, com a emissão do ASO — Atestado de Saúde Ocupacional;
  • já a NR-35, no ponto 35.4.1.2 deixa claro que deve ser realizado exame com vistas às disfunções psicossociais, relacionadas ao trabalho em altura.

Dessa forma, se os seus colaboradores se enquadram em qualquer um dos tópicos citados, é imprescindível que sejam tomadas as devidas providências. Além do colaborador, também a empresa se beneficia ao proporcionar saúde e qualidade de vida à sua equipe, seja por evitar despesas com afastamentos de profissionais, seja para evitar multas por não-cumprimento da lei.

A saúde mental é crucial para que seja desenvolvido um bom trabalho na organização. Muitas vezes, o seu trabalhador tem maior probabilidade de ter patologias mentais do que físicas. Por isso, não negligencie o exame psicossocial.

Agora que você já conhece esse exame, compartilhe com seus amigos nas redes sociais, para que eles também fiquem por dentro do assunto.

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Ambiente de trabalho. Como ele influencia na produtividade!

Grande parte das empresas, principalmente as maiores e mais inovadoras, já perceberam o quanto o ambiente de trabalho pode influenciar no desempenho dos colaboradores. Isso porque os empregados passam a maior parte do dia ali e, se não estiverem confortáveis e felizes no local onde trabalham, dificilmente conseguirão ter um rendimento satisfatório.

Dessa forma, é responsabilidade da organização proporcionar um ambiente no qual o colaborador possa se sentir bem e consiga realizar suas funções com qualidade. Além disso, trabalhar em um local agradável e harmonioso é um fator que estimula a produtividade e, ainda, motiva o empregado a permanecer na empresa.

Você verá, a seguir, como o ambiente é capaz de impactar as relações de trabalho e influenciar o funcionário a realizar suas atividades ainda melhor. Confira!

Colaboração e respeito são fundamentais

Um ambiente agradável e produtivo também é constituído de colaboração. Não há um bom clima organizacional se o local é movido por competições internas não saudáveis e as pessoas não se sentem seguras para confiar umas nas outras.

Portanto, a companhia precisa ter transparência com seus colaboradores e contar com líderes que sejam capazes de engajar os funcionários por meio do respeito, nunca pelo medo.

Também é importante estimular o trabalho em equipe. As pessoas — não só de uma área específica, mas de todos os setores — precisam entender que fazem parte de um mesmo time e devem trabalhar juntas para atingirem os resultados esperados pela organização, sem falar que o trabalho em equipe, normalmente gera melhores resultados e mais duradouros.

Além disso, qualquer forma de preconceito e assédio deve ser extinta da empresa. Não existe a possibilidade de uma empresa ter um bom ambiente de trabalho se ainda apresenta qualquer tipo de comportamento inadequado, seja pela liderança ou entre colegas.

Funcionários saudáveis rendem mais

Um bom local para se trabalhar também favorece a saúde dos empregados e vice-versa, o que ajuda ainda mais a melhorar a produtividade do colaborador.

É claro que todos precisam ter um desempenho satisfatório e realizar suas funções de acordo com o que é esperado pela companhia, mas trabalhar em um local sob extrema pressão e cobrança não faz bem para ninguém. O ambiente de trabalho influencia no comportamento das pessoas, o que pode ocasionar estresse em demasia. Assim, o clima geral se torna insatisfatório e o ambiente de trabalho acaba desmotivando o funcionário, em vez de realizar o contrário.

Ainda, quando o empregado precisa se ausentar por licença médica, a empresa fica com a equipe desfalcada e, consequentemente, tem perda de produtividade. Portanto, quanto mais saudável for o ambiente, física e psicologicamente, melhor será a atuação do colaborador em seu trabalho.

Dessa forma, é importante que a organização realize ações e promova campanhas que estimulem o cuidado com a saúde, além de oferecer um ambiente propício e seguro para isso.

Por fim, caso seja possível, oferecer um plano de saúde para os funcionários é uma grande recompensa, além de ser um ótimo atrativo. Para a empresa também há benefícios, pois o colaborador se sente mais seguro e dessa forma pode focar sua atenção e energia no trabalho.

Investir em segurança e boas condições de trabalho é imprescindível

Os equipamentos de proteção individual, ou EPIs, quando necessários, são peças importantes para garantir a saúde do trabalhador, devendo ser fornecidos pela empresa por lei. Além disso, a segurança de todos os locais de trabalho precisa ser verificada com periodicidade, a fim de garantir que os riscos para os colaboradores sejam eliminados. Para se ter ideia, o Brasil tem, em média, um acidente de trabalho a cada 45 segundos.

Nesse contexto é possível citar a manutenção correta de máquinas, computadores e outros aparatos manuseados pelos funcionários, o oferecimento de treinamentos e cursos para a boa execução de tarefas, a higiene  do ambiente de trabalho e áreas de convivência que sejam agradáveis, para que o colaborador consiga recarregar as energias em seu intervalo.

Ter cuidados com a ergonomia favorece a produtividade

Na maioria das jornadas, os colaboradores realizam a mesma tarefa de forma repetitiva e por várias horas. Dessa forma, é fundamental que a empresa tenha cuidados com a ergonomia, ou seja, com a postura corporal e conforto durante as atividades no ambiente de trabalho.

Colaboradores que carregam produtos pesados devem ser avaliados e orientados rotineiramente, assim como acompanhados por um profissional capacitado na área de ergonomia. Dessa forma, é possível garantir a melhor postura e certificar que o limite de cada indivíduo não seja ultrapassado.

Já, trabalhadores que realizam as suas funções sentados, por exemplo, devem ter a sua disposição as mesas de altura adequada e cadeiras com apoio para a coluna, evitando que posturas erradas sejam adotadas. Por fim, os funcionários que passam grande parte do dia em pé devem ter direito a pequenas pausas durante a jornada para se sentar.

É dever da empresa oferecer a eles um ambiente com assentos confortáveis para o descanso, assim como locais em que possam elevar as pernas. É importante ter em mente que as tarefas repetitivas, posturas inadequadas e o estresse formam um ambiente propício para o surgimento de problemas de saúde, o que afastou 22 mil trabalhadores no ano de 2017.

Distribuir estrategicamente o pessoal evita sobrecarga

A carga excessiva de trabalho é, sem dúvida alguma, um dos fatores que mais tem potencial para adoecer os funcionários. Isso porque além do cansaço físico para suprir toda a demanda, também existe o esgotamento da mente, o que prejudica o colaborador em vários aspectos de sua vida.

Como já falado, o muito estresse no ambiente de trabalho não é algo positivo para a produtividade. Além de se sentir pressionado nesse local, é bem possível que o funcionário leve suas preocupações para casa, o que o força a deixar de conviver com sua família e realizar atividades prazerosas, a fim de cumprir com seus compromissos no trabalho. Esse não é um comportamento saudável e não deve ser estimulado pelas empresas.

Um bom ambiente de trabalho gera melhores resultados

Quanto mais o empregado estiver satisfeito com o lugar onde trabalha, melhores serão os resultados da empresa. Sentindo-se bem no ambiente de trabalho, o colaborador se compromete mais facilmente com as metas e objetivos da organização e se empenha cada vez mais para contribuir com a companhia, conseguindo ir além do esperado. Afinal, ele se sente acolhido e quer mostrar resultados.

Assim, investir na qualidade de vida e no bem-estar do funcionário é uma prática essencial para qualquer empresa que queira se manter ativa no mercado e reter talentos. Além do aumento da produtividade, a empresa que tem um bom ambiente organizacional é mais cobiçada pelos profissionais e consegue melhorar sua imagem corporativa.

Agora que você já viu a importância do ambiente de trabalho para a produtividade dos colaboradores, queremos saber o que sua empresa tem realizado ou o que pode fazer para tornar o local ainda melhor. Deixe seu comentário e compartilhe as suas experiências conosco!

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Perda auditiva induzida por ruído: o que é e como prevenir?

A perda auditiva induzida por ruído — também chamada de PAIR — é uma doença ocupacional caracterizada pela redução progressiva da audição, devido à exposição frequente a graus elevados de ruído no ambiente de trabalho. Essa perda costuma ser lenta e não leva à surdez total, porém a diminuição da capacidade auditiva é significativa e perceptível.

As indústrias são os locais mais propícios para a ocorrência dessa enfermidade nos colaboradores, por isso, é necessário investir em ações preventivas para garantir a saúde e bem-estar de toda a equipe.

Continue lendo este conteúdo para saber um pouco mais sobre a perda de audição e como preveni-la.

Qual a definição da PAIR?

De a acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) 10-H 83.3, a PAIR é uma enfermidade laboral que representa a redução gradual da audição. Ela é neurossensorial (problemas no ouvido interno), irreversível e pode ser não progressiva, caso a exposição ao ruído seja eliminada.

Os segmentos que apresentam ruído mais abundante são:

  • construção civil;
  • fábricas de alimentos;
  • marcenarias;
  • marmorarias;
  • metalúrgicas;
  • tecelagens.

Além disso, existem outros agentes causais, que atuam de maneira isolada ou simultânea à exposição ao ruído constante, podendo também prejudicar a percepção de escuta do colaborador:

  • químicos — arsênio, cobalto, manganês, mercúrio e solventes;
  • físicos — calor intenso, radiações e vibrações;
  • biológicos — bactérias e vírus.

Quais são os sintomas da doença?

Inicialmente, é difícil notar uma PAIR, pois é uma enfermidade silenciosa e gradual que costuma ser percebida muito tempo depois. Porém, há alguns sintomas que podem indicar o problema.

Auditivos:

  • dificuldade em escutar conversas em ambientes barulhentos;
  • incapacidade de ouvir sons mais agudos;
  • sensação de pressão no ouvido;
  • presença de zumbidos, especialmente quando está em local silencioso;
  • os sons parecem distantes e abafados.

Não-auditivos:

  • coceira no ouvido;
  • dificuldade para falar;
  • dor de cabeça constante;
  • insônia;
  • transtornos neurológicos.

Esses sintomas podem durar horas ou dias após a exposição ao barulho. Mesmo que esses sinais cessem, algumas células do sistema auditivo podem ter sido danificadas de forma definitiva. Por isso, é necessário aplicar normas preventivas.

Como evitar a perda auditiva induzida por ruído?

Além do uso obrigatório de protetores auriculares, as medidas que devem ser tomadas em ambiente laboral para evitar a PAIR são:

  • fazer a lubrificação e manutenção das máquinas e equipamentos;
  • orientar sobre quanto tempo um funcionário pode ficar sujeito a uma determinada fonte de ruído;
  • instalar barreiras acústicas nas máquinas, paredes e teto;
  • utilizar maquinários e ferramentas mais silenciosas;
  • se possível, operar máquinas ruidosas durante os horários em que os colaboradores não estão próximos;
  • oferecer um ambiente onde a equipe fique longe de ruídos em períodos de descanso e alimentação;
  • eliminar completamente o ruído em setores que exigem atividades mentais (administração, contabilidade, gestão, enfermaria, RH etc.).

Tudo isso deve ser providenciado com o apoio do Programa de Conservação Auditiva (PCA), que reúne medidas coordenadas para prevenir a PAIR. Além disso, esse documento deve estar anexado ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Os principais objetivos do PCA são:

  • adequar a empresa às exigências trabalhistas;
  • fazer o diagnóstico precoce de problemas na audição por meio de exames (audiometria);
  • identificar e tratar funcionários com déficit auditivo;
  • diminuir o custo de insalubridade.

E então, compreendeu o que é a perda auditiva induzida por ruído e como evitá-la na sua empresa? Se você investir em medidas preventivas para eliminar o surgimento da PAIR, certamente vai melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, além de livrar-se de multas e processos trabalhistas.

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