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Perda auditiva induzida por ruído: o que é e como prevenir?

A perda auditiva induzida por ruído — também chamada de PAIR — é uma doença ocupacional caracterizada pela redução progressiva da audição, devido à exposição frequente a graus elevados de ruído no ambiente de trabalho. Essa perda costuma ser lenta e não leva à surdez total, porém a diminuição da capacidade auditiva é significativa e perceptível.

As indústrias são os locais mais propícios para a ocorrência dessa enfermidade nos colaboradores, por isso, é necessário investir em ações preventivas para garantir a saúde e bem-estar de toda a equipe.

Continue lendo este conteúdo para saber um pouco mais sobre a perda de audição e como preveni-la.

Qual a definição da PAIR?

De a acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) 10-H 83.3, a PAIR é uma enfermidade laboral que representa a redução gradual da audição. Ela é neurossensorial (problemas no ouvido interno), irreversível e pode ser não progressiva, caso a exposição ao ruído seja eliminada.

Os segmentos que apresentam ruído mais abundante são:

  • construção civil;
  • fábricas de alimentos;
  • marcenarias;
  • marmorarias;
  • metalúrgicas;
  • tecelagens.

Além disso, existem outros agentes causais, que atuam de maneira isolada ou simultânea à exposição ao ruído constante, podendo também prejudicar a percepção de escuta do colaborador:

  • químicos — arsênio, cobalto, manganês, mercúrio e solventes;
  • físicos — calor intenso, radiações e vibrações;
  • biológicos — bactérias e vírus.

Quais são os sintomas da doença?

Inicialmente, é difícil notar uma PAIR, pois é uma enfermidade silenciosa e gradual que costuma ser percebida muito tempo depois. Porém, há alguns sintomas que podem indicar o problema.

Auditivos:

  • dificuldade em escutar conversas em ambientes barulhentos;
  • incapacidade de ouvir sons mais agudos;
  • sensação de pressão no ouvido;
  • presença de zumbidos, especialmente quando está em local silencioso;
  • os sons parecem distantes e abafados.

Não-auditivos:

  • coceira no ouvido;
  • dificuldade para falar;
  • dor de cabeça constante;
  • insônia;
  • transtornos neurológicos.

Esses sintomas podem durar horas ou dias após a exposição ao barulho. Mesmo que esses sinais cessem, algumas células do sistema auditivo podem ter sido danificadas de forma definitiva. Por isso, é necessário aplicar normas preventivas.

Como evitar a perda auditiva induzida por ruído?

Além do uso obrigatório de protetores auriculares, as medidas que devem ser tomadas em ambiente laboral para evitar a PAIR são:

  • fazer a lubrificação e manutenção das máquinas e equipamentos;
  • orientar sobre quanto tempo um funcionário pode ficar sujeito a uma determinada fonte de ruído;
  • instalar barreiras acústicas nas máquinas, paredes e teto;
  • utilizar maquinários e ferramentas mais silenciosas;
  • se possível, operar máquinas ruidosas durante os horários em que os colaboradores não estão próximos;
  • oferecer um ambiente onde a equipe fique longe de ruídos em períodos de descanso e alimentação;
  • eliminar completamente o ruído em setores que exigem atividades mentais (administração, contabilidade, gestão, enfermaria, RH etc.).

Tudo isso deve ser providenciado com o apoio do Programa de Conservação Auditiva (PCA), que reúne medidas coordenadas para prevenir a PAIR. Além disso, esse documento deve estar anexado ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Os principais objetivos do PCA são:

  • adequar a empresa às exigências trabalhistas;
  • fazer o diagnóstico precoce de problemas na audição por meio de exames (audiometria);
  • identificar e tratar funcionários com déficit auditivo;
  • diminuir o custo de insalubridade.

E então, compreendeu o que é a perda auditiva induzida por ruído e como evitá-la na sua empresa? Se você investir em medidas preventivas para eliminar o surgimento da PAIR, certamente vai melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, além de livrar-se de multas e processos trabalhistas.

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Entenda o que é a ação regressiva acidentária

Os acidentes de trabalho são, infelizmente, uma constante no Brasil. O país ocupa o quarto lugar no ranking, com 700 mil acidentes por ano.

Eles podem ser causados por diversos motivos, sendo a negligência da empresa em relação às normas de segurança e de higiene no ambiente organizacional um deles. É aí que entra a ação regressiva acidentária.

Quer saber o que é e como preservar-se desse tipo de processo? Então continue a leitura e descubra!

O que é uma ação regressiva acidentária?

Quando um acidente de trabalho acontece, o INSS é acionado para custear as despesas do trabalhador e fornecer os salários do período no qual ele ficou afastado de serviço. Porém, muitas vezes os acidentes vêm de negligências da empresa.

Isso porque a organização assume um compromisso ético e legal com os trabalhadores que fazem parte dela. Existe uma série de normas de segurança e higiene que devem ser cumpridas, exatamente para prevenir essas situações. Quando a empresa não realiza esses processos de forma correta, é considerada como responsável pelo acidente de trabalho.

Portanto, a ação regressiva acidentária é um trâmite da Previdência Social, por meio do qual ela solicita à empresa que pague o que foi gasto com o trabalhador acidentado. Lembrando que ela só ocorre nos casos de negligência.

O que justifica uma ação regressiva acidentária?

Para que a ação regressiva acidentária seja aberta em relação a uma empresa, é necessário comprovar e justificar a negligência. Isso é feito por meio de uma série de processos.

Para isso, são realizadas perícias na empresa, de forma a identificar onde e quando as normas de segurança e higiene foram descumpridas. A partir desse processo, é gerado um laudo que comprova a negligência por parte da empresa.

É importante que você saiba também que o INSS tem 5 anos para iniciar a ação regressiva acidentária. Ou seja, a partir da concessão do benefício ao trabalhador, são dados 5 anos para que o processo seja iniciado contra a sua empresa.

Como evitar uma ação regressiva acidentária!

A ação regressiva acidentária causa uma série de prejuízos para a sua empresa. Dessa forma, é importante que você saiba como proteger-se desse tipo de processo.

Impossibilitar uma ação regressiva acidentária está intimamente relacionado ao processo de prevenção contra acidentes. Afinal, ela só é acionada quando a empresa é negligente em relação às normas de saúde e segurança do trabalho.

Portanto, entenda quais são as normas às quais a sua empresa está sujeita e cumpra-as da melhor forma possível. Ter programas de prevenção de acidentes também é uma ótima maneira de dificultar que esse tipo de situação atinja os seus colaboradores e o seu negócio como um todo.

Promover a saúde e segurança da sua equipe é um dever ético e legal de qualquer empresa. A ação regressiva acidentária só ocorre quando você negligencia essa obrigação. Portanto, fique sempre atento às normas e condições de trabalho da empresa de forma a proteger a empresa desse tipo de situação.

Como é um assunto complexo que tem um componente bastante técnico, talvez seja interessante recorrer à uma consultoria técnica para ajudar. A SAFE tem esse expertise e pode te auxiliar nesse processo.

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Doença do trabalho e doença profissional: saiba como diferenciar!

Você sabia que existem diferenças entre doença do trabalho e doença profissional? Entender sobre o assunto é muito relevante para os empresários e responsáveis pela segurança do trabalho nas organizações, uma vez que não se tratam de sinônimos, como pode parecer em um primeiro momento.

Assim, é possível reconhecer quais são as patologias que podem acometer os profissionais no ambiente de trabalho. A partir disso, podem ser criados programas para evitar a propagação de doenças como a depressão, por exemplo.

Continue a leitura e entenda mais sobre as diferenças entre doença do trabalho e doença profissional, bem como alguns exemplos de cada uma delas. Assim, você saberá ao que cada um dos termos se refere e como proceder em cada situação.

O que é doença do trabalho?

A doença do trabalho é aquela que tem ligação com o meio em que o trabalhador executa as suas funções. Imagine, por exemplo, um operador de máquinas que trabalha na linha operacional de uma indústria.

Se esse trabalhador executa suas tarefas em um local em que há muito barulho e ruído e, por conta disso, desenvolver uma perda auditiva, ele terá uma doença do trabalho e não uma doença ocupacional.

As doenças do trabalho ainda podem ser classificadas em três categorias. Observe:

  • físicas — patologias causadas por exposição a fatores como o calor, o frio, o barulho, a radiação etc;
  • químicas — patologias causadas por exposição a produtos químicos como tintas, produtos tóxicos etc;
  • biológicas — doenças causadas quando se é exposto a bactérias e vírus na atividade de trabalho.

E a doença profissional, do que se trata?

A doença profissional, por sua vez, está relacionada diretamente com a atividade que o profissional exerce. Nesse caso, vamos imaginar que o operário do exemplo anterior é um soldador.

Se esse profissional desenvolver catarata, terá uma doença profissional, ou seja, uma patologia que tem ligação direta com a atividade profissional que ele exerce.

Alguns exemplos de doença do trabalho e doença profissional.

Para que você compreenda melhor as diferenças entre a doença do trabalho e a doença profissional, vamos ver alguns exemplos práticos.

São consideradas doenças do trabalho, entre outras:

  • surdez ou perda auditiva;
  • cegueira ou perda da visão;
  • LER (Lesão por Esforço Repetitivo);
  • DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho);
  • depressão;
  • doenças causadas por vírus ou bactérias, por conta da exposição a locais insalubres.

Já os principais exemplos de doenças profissionais são os seguintes:

  • dermatose ocupacional;
  • asma ocupacional;
  • síndrome do pânico;
  • cânceres por conta de exposição a produtos químicos;
  • saturnismo (exposição ao chumbo);
  • pneumoconiose;
  • estresse ocupacional;
  • síndrome de Burnout;
  • problemas de visão etc.

É importante salientar que ambos os tipos de doenças podem ser aplicados em casos que caracterizam acidente de trabalho e também possibilitam que o trabalhador receba auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez.

Compreendidas as diferenças entre doença do trabalho e doença profissional? Então agora é só tomar as medidas cabíveis para que nenhuma delas se desenvolva facilmente na sua empresa.

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Trabalho em ambiente frio: descubra aqui os cuidados e riscos associados

Câmaras de congelamento, freezers, locais climatizados para conservar alimentos perecíveis: tudo isso pode oferecer riscos aos trabalhadores. Isso porque eles caracterizam o trabalho em ambiente frio, que é considerado quando a temperatura se mantém abaixo de 10 ºC.

Leia este artigo e entenda como funciona o trabalho em ambiente frio e como garantir a saúde do time!

Quais são os principais problemas do trabalho em ambiente frio?

O maior problema do trabalho em ambiente frio é exatamente a temperatura, uma vez que isso faz com que os vasos sanguíneos se contraiam. Dessa forma, além da perda de calor, há a redução da circulação sanguínea pelo corpo, principalmente nas extremidades.

Isso pode gerar uma série de problemas de saúde e lesões para os colaboradores. Entre eles:

  • urticária;
  • úlcera;
  • congelamento de mãos, pés e face;
  • frostbite (formação de cristais de gelo na epiderme);
  • perniosis (frieiras);
  • hipotermia.

Quais equipamentos de segurança são indicados?

Para proteger os colaboradores, alguns EPIs devem ser utilizados. Em primeiro lugar, é importante proteger o tronco e membros com um uniforme que garanta a manutenção da temperatura corporal.

Luvas e botas também são indicadas, já que evitam o contato direto de mãos e pés com ambiente e produtos frios. Por fim, para proteger o rosto e a cabeça, é indicado o uso de capuz de segurança.

Quais são os cuidados que devem ser tomados durante o trabalho em ambiente frio?

Além dos EPIs, ainda há alguns cuidados que devem ser cuidados no trabalho em ambiente frio.

O tempo de exposição deve ser o mínimo possível, o que significa que o colaborador deve entrar e sair desse ambiente rapidamente. Esse tempo máximo de permanência deve levar em consideração a velocidade do vento dentro do espaço, temperatura média e o tipo de esforço que o colaborador realiza dentro do local.

Também é importante garantir a higiene adequada e deixar todos os locais de fácil acesso, evitando colocar produtos no meio do caminho. Ao sair do ambiente frio, o profissional deve contar com um espaço específico para a troca de roupa e secagem.

Qual a relação entre trabalho em ambiente frio e as normas regulamentadoras?

Quando se fala em ambientes frios, existem duas normas regulamentadores que fornecem instruções de como esse trabalho deve ser conduzido.

A primeira delas é a NR 15, que trata sobre trabalho em condições insalubres. Nesse aspecto, há um anexo que afirma que o trabalho em ambientes frios pode ser considerado insalubre e, caso isso aconteça, é necessário que a empresa siga as instruções da norma.

A outra NR é a de número 36. Ela trata sobre o trabalho em empresas de carne e abate. Devido às características dessa atividade, que geralmente é realizada dentro de câmaras frias e frigoríficos, o trabalho em ambientes frios é comum nesses locais.

Dessa forma, a NR 36 também traz alguns esclarecimentos e cuidados que devem ser adotados nesse aspecto.

Quais as consequências de não tomar os cuidados necessários?

Quando a empresa não toma os devidos cuidados para garantir a saúde dos colaboradores que trabalham em ambientes frios, as consequências podem ser muitas.

Em primeiro lugar, você coloca o seu colaborador em situação de risco, abrindo espaço para que ele desenvolva uma série de problemas de saúde e doenças. Porém, a empresa também sofre com isso.

Você pode ter prejuízos financeiros devido a multas por não seguir as diretrizes das NRs 15 e 36. Além disso, precisa pagar indenizações aos colaboradores e ainda perde um funcionário que poderia ter papel central na manutenção do negócio.

Por fim, o problema aqui também é ético. Afinal, é obrigação da sua empresa fornecer as melhores condições de trabalho possíveis para a sua equipe. Além disso, como empregador, você deve garantir que os profissionais mantenham a saúde física e mental no ambiente da sua companhia.

Portanto, agora que você já sabe quais são os riscos e cuidados que deve ter no trabalho em ambiente frio, comece agora mesmo a introduzir mudanças na empresa. Dessa forma, você garante uma equipe saudável e produtiva!

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RH e saúde ocupacional: entenda esta importante relação

RH e saúde ocupacional são parceiros de uma mesma jornada em prol do bem-estar e da segurança dos colaboradores, assim como de seu melhor desempenho. O setor de pessoal da empresa apresenta importante papel nessa relação, sobretudo como responsável pelas informações necessárias para a adequada gestão da saúde no trabalho.

É necessário, no entanto, conhecer a interface de atuação dessas duas áreas e, desse modo, colher os melhores resultados. Quando sua empresa conta com uma assessoria especializada, esse relacionamento é ainda mais significativo e proveitoso.

Continue com a leitura e entenda essa importante relação entre RH e saúde ocupacional.

Saúde e segurança do trabalho como prioridade

A importância da saúde ocupacional e da segurança do trabalho vem ganhando destaque sistematicamente. Por todo o mundo, o cuidado com a saúde ocupacional dos colaboradores é visto como iniciativa estratégica, uma vez que está relacionado às conquistas de desempenho e produtividade.

Nesse sentido, a equipe de RH tem participação essencial no alcance dos resultados pretendidos. As principais interfaces do setor com as áreas de saúde e de segurança do trabalho serão abordadas a seguir.

Papel do RH nesse contexto

Os profissionais de RH na empresa têm, entre outras, as atribuições de garantir que os cuidados de gestão da saúde e da segurança laboral dos funcionários sejam seguidos. Especificamente, são responsáveis por iniciativas que facilitam e promovem esses cuidados ocupacionais em diversas frentes.

Comunicação mais assertiva

A comunicação é essencial para fazer chegar a cada colaborador os princípios e cuidados em saúde e segurança do trabalho que devem ser adotados. Com esse fim, o RH deve almejar o engajamento de todos os funcionários para o desenvolvimento de uma cultura interna que priorize essas áreas.

Estímulo ao aprimoramento profissional

Os gestores de RH devem considerar as necessidades de treinamento constante para viabilizar o aprimoramento profissional dos trabalhadores. Para isso, devem fomentar a capacitação permanente orientando para os cuidados com a saúde e com a segurança no ambiente de trabalho em todas as atividades.

Informações mais concretas e centralizadas

Cada colaborador é único, embora esteja executando atividades comuns a outros colegas. Mas suas características pessoais fazem com que as desempenhe com mais ou menos facilidade.

Por esse motivo, é essencial poder centralizar as informações a respeito de cada funcionário em um profissional de RH. Isso ajuda a reduzir significativamente as possibilidades de erros ou equívocos quanto aos inúmeros dados e informações, sobretudo quanto à saúde ocupacional de cada um.

Apontamento da necessidade de contratação de ajuda profissional

O setor de RH, pelo conhecimento que detém, deve apontar as áreas da empresa nas quais é recomendável a contratação de profissionais, terceirizando a atividade. Assim, por exemplo, os trabalhos de saúde ocupacional podem ser conduzidos por uma empresa habilitada e contratada para esse fim.

Importância da assessoria especializada

A saúde ocupacional e a segurança do trabalho são áreas cada vez mais especializadas. Desse modo, as medições de risco no ambiente de trabalho e os exames médicos que devem ser realizados, entre outros procedimentos, precisam ser conduzidos por pessoal capacitado e experiente.

Nessa hora, a grande parceira do RH para a sua empresa é a assessoria especializada em saúde ocupacional e segurança do trabalho. Os profissionais experientes podem capacitar, treinar e avaliar todos os trabalhadores, assim como conduzir o monitoramento de saúde ocupacional determinado pela legislação.

Desse modo, além de ficar em dia com as exigências legais, sua empresa vai cuidar da saúde e da segurança de seus colaboradores. Com isso, observa-se, por exemplo, a redução do absenteísmo, o crescimento da autoestima dos funcionários e a melhoria no desempenho.

Assim, fica mais fácil entender a relação entre RH e saúde ocupacional e a importância da adequada integração desses setores da organização.

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Entenda o que é PCMSO e sua importância

Toda empresa deve zelar pela saúde e pelo bem-estar dos seus colaboradores, de modo que eles tenham a melhor proteção possível contra os riscos relacionados à atividade laboral que desempenham. Para que isso ocorra, a organização precisa cumprir as normas estabelecidas pelo Ministério do Trabalho.

Uma dessas normas estabelece a obrigatoriedade da regulamentação do PCMSO. Neste artigo, entenda o que é PCMSO e como ele é importante para a saúde dos colaboradores. Boa leitura!

O que é PCMSO e quais são os seus benefícios?

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tornou-se obrigatório pela Norma Regulamentadora NR 7, do Ministério do Trabalho e do Emprego, a partir de 1978.

Esse programa é importante para as empresas porque torna possível o monitoramento da saúde dos trabalhadores. Devido à obrigatoriedade do cumprimento de procedimentos e do uso de equipamentos de proteção, é possível, por exemplo, prevenir o surgimento de doenças que podem causar invalidez por ocasião das atividades exercidas.

Além disso, é possível acompanhar eventuais danos ou patologias já existentes e detectar riscos de doenças devido a uma predisposição do indivíduo, principalmente em relação ao trabalho.

Para os funcionários, essa é mais uma proteção à sua saúde e um amparo legal. Com isso, o trabalhador sabe que os riscos laborais são avaliados e minimizados pelo fornecimento de equipamentos de segurança e pelas melhorias em processos oriundas das análises periódicas a partir dos dados extraídos do monitoramento que fazem parte dos relatórios periódicos.

Como esse programa funciona?

Depois de entender o que é PCMSO, é preciso saber como ele funciona. O programa torna obrigatório a realização de exames médicos que serão realizados por profissionais especializados em Medicina do Trabalho.

Entre os exames obrigatórios estabelecidos pela NR 7, estão:

  • exame admissional, para novas contratações;
  • exames periódicos, que dependem do tipo de atividade;
  • exames de retorno ao trabalho, para funcionários que estavam em período de licença;
  • exame de mudança de função;
  • exame demissional.

Cabe ao empregador garantir que o PCMSO seja implementado de forma eficaz, além de custear todos os procedimentos aos quais os trabalhadores tenham que ser submetidos.

Além disso, ele precisa indicar um médico do trabalho para ser o coordenador do programa, seja ele membro da empresa ou não. Caso não haja um especialista na localidade, o empregador deverá indicar um médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO.

Por que levá-lo em consideração?

A corporação deve, de acordo com o estabelecido, apresentar um relatório anual do PCMSO com informações sobre o número de exames realizados e a natureza deles, de acordo com os setores da empresa. Esse documento é elaborado pelo coordenador do programa.

É preciso tomar cuidado para que todas as exigências do PCMSO sejam realizadas nos prazos estabelecidos, evitando a ocorrência de passivos trabalhistas em decorrência da irresponsabilidade com a saúde dos funcionários.

Por ser obrigatório, a empresa deve estar em dia com o programa para que não fique sujeita a multas. Mesmo que a organização conte com apenas um funcionário, a elaboração do relatório e a realização de exames é obrigatória.

Saber o que é PCMSO é muito importante para que as empresas ajam dentro da legalidade e se destaquem no mercado pela sua preocupação com os funcionários. Por isso, invista em conhecer todas as exigências do programa!

Gostou deste artigo? Então, continue no nosso blog e descubra o que é um PPRA — Programa de Prevenção de Riscos Ambientais!

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Você sabe o que é PPP? Conheça sua importância e as consequências por não tê-lo!

Para que uma empresa seja reconhecida pela retenção de talentos, é primordial que ela priorize a saúde de seus funcionários e promova um ambiente seguro para o trabalho. Nesse sentido, é preciso também contribuir com o registro de situações de risco na previdência social fazendo o preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário, ou PPP.

Por isso, separamos neste texto as principais informações para que você saiba o que é PPP e quais seriam as consequências de não cumprir a obrigação de tê-lo. Fique atento aos detalhes e tenha uma boa leitura!

O que é PPP e qual a sua importância?

Trata-se de um relatório em forma de formulário que é imposto pela previdência social e foi estabelecido pela Instrução Normativa INSS/PRES Nº 45, de 06 de agosto de 2010. Nele consta o histórico laboral de cada trabalhador com dados administrativos e registros ambientais. Quanto aos resultados de monitoração biológica de que fala a Instrução Normativa acima, há uma resolução do Conselho Federal de Medicina de número 1715 (Resolução CFM 1715) que em seu Art. 2º  que diz que “É vedado ao médico do Trabalho, sob pena de violação do sigilo médico profissional, disponibilizar, à empresa ou ao empregador equiparado à empresa, as informações exigidas no anexo XV da seção III, “SEÇÃO DE RESULTADOS DE MONITORAÇÃO BIOLÓGICA”, campo 17 e seguintes, do PPP, previstos na IN n.º 99/2003.
Parágrafo único. Fica o médico do Trabalho responsável pelo encaminhamento das informações supradestacadas diretamente à perícia do INSS.”

Os dados administrativos são compostos por informações básicas como nome do colaborador, função que desempenhava e atividades exercidas por ele. Os fatores de risco detalham os perigos a que cada pessoa está exposta, sejam físicos, sejam químicos ou biológicos, assim como as medidas de controle desses fatores adotadas pela empresa.

Já a monitoração biológica consiste no registro dos exames ocupacionais obrigatórios para mensurar a possível perda de capacidade para o trabalho ou agravo à saúde causada pelas atividades laborais.

O preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário é importante para assegurar que as empresas estão cumprindo as normas de segurança estabelecidas para os setores em que atuam. Assim, são diminuídas as possibilidades de ações judiciais e os passivos trabalhistas nos quais a empresa pode ser responsabilizada por danos à saúde de um funcionário.

O PPP é imprescindível para comprovação das condições de trabalho à perícia do INSS. Com base nas informações recolhidas, o órgão concederá ou não a uma pessoa os direitos trabalhistas, como o auxílio-doença.

Além disso, esse histórico é importante para os casos em que o trabalhador solicita aposentar precocemente. Por isso, ele deve solicitar o documento a cada demissão para facilitar o andamento do processo da aposentadoria precoce.

Quais as consequências do seu não preenchimento?

A normativa citada determina que a empresa emita o perfil de cada funcionário que deve ser assinado pelo engenheiro de segurança do trabalho, o médico do trabalho ou o responsável legal da corporação.

Quando há o descumprimento dessa regulamentação e o não preenchimento da documentação, ela está sujeita a penalidades estabelecidas por lei. Entre elas, está o pagamento de multa que, de acordo com a gravidade, varia entre R$ 636,17 e R$ 63.617,35.

Outras punições vão desde a suspensão de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras oficiais até a revisão da concessão de incentivo fiscal, podendo chegar a cassação da autorização para o funcionamento da empresa no país.

Chegado ao fim deste texto você já sabe o que é o PPP e como ele é importante para o funcionamento da sua empresa. Com ele é possível comprovar o cumprimento de normas de segurança, além de assegurar aos seus colaboradores os direitos trabalhistas.

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Qualidade de vida no trabalho. 4 boas práticas para promovê-la!

A preocupação com a qualidade de vida no trabalho, também chamada de QVT, surgiu na década de 1960. Isso foi motivado pelas longas jornadas de trabalho e a pressão para a alta produtividade que passaram a influenciar negativamente o trabalhador. De fato, o surgimento de doenças ocupacionais é muito prejudicial para os resultados da empresa, mas esse não é o único fator.

Esse conceito se relaciona a todas as ações promovidas por uma empresa para que seus colaboradores se sintam seguros e motivados a melhorar profissionalmente, sem deixarem de lado os outros aspectos da vida.

A manutenção dessa ferramenta melhora a produtividade por consequência da redução da rotatividade de pessoal, ou turnover. Para que a sua empresa se beneficie da qualidade de vida no trabalho, separamos 4, dentre as melhores práticas, que favorecerão os seus colaboradores.

1. Autogestão

Também chamada de gestão horizontal, essa é uma prática que visa tornar os funcionários mais cientes do próprio trabalho e capazes de tomar decisões mais apropriadas. Isso se dá por meio da diminuição de hierarquia e estabelecimento de regras coletivas.

Ao contrário do que se pensa, isso não significa que deixem de existir líderes, mas que surjam diferentes lideranças para diferentes situações. Essa autonomia faz com que cada pessoa consiga desenvolver melhor as próprias habilidades e melhorar os pontos fracos. Assim, o nível geral de satisfação aumenta e o surgimento de doenças psicossomáticas , ou seja doenças resultantes de um desgaste mental, é muito diminuído.

2. Acompanhamento dos indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho são aqueles que apontam como cada setor está desempenhando suas atividades. Eles são importantes para o monitoramento da produtividade e o cumprimento de metas, já que é possível descobrir pontualmente onde é necessário fazer algum ajuste.

A comparação de indicadores permite identificar como cada técnica de gestão atuou sobre as equipes. Dessa forma, é possível otimizar o andamento da rotina de trabalho, contribuindo para melhorar a qualidade do ambiente laboral.

3. Gamificação

O termo gamificação vem do termo inglês gamification e é uma técnica que aplica elementos da mecânica e do design de jogos em setores como educação, saúde e negócios. Dentro de uma empresa, é possível utilizar essa prática por meio do estímulo à competitividade inerente ao ser humano, de forma saudável.

Assim, os funcionários recebem pontuações referentes ao desempenho de atividades e, de acordo com a sua classificação, podem concorrer a medalhas e prêmios. Isso estimula o engajamento das equipes e o cumprimento de metas. Também, cada pessoa passa a estar focada em melhorar individualmente, resultando no aperfeiçoamento coletivo.

4. Manutenção de pausas

Para evitar as doenças laborais e, por consequência, diminuir muito os passivos trabalhistas, são imprescindíveis os intervalos entre as horas trabalhadas. As pausas são importantes para que os funcionários possam descansar e se alimentar adequadamente.

Além disso, a quebra da repetição das atividades torna o trabalho menos desgastante e maçante. O descanso também é importante para diminuir o risco de erros já que, após a pausa, o foco é renovado.

Agora, você já sabe como a qualidade de vida é vantajosa para o sucesso de um negócio e quais são algumas das melhores práticas para aplicar na sua empresa. Lembre-se de que a saúde e o bem-estar da equipe de colaboradores influencia diretamente na produtividade.

Então, qual a sua opinião sobre qualidade de vida no trabalho? Deixe seu comentário abaixo, estamos ansiosos para saber o que você pensa!

Abuso de álcool e drogas: entenda o que é um PPAAD e como desenvolvê-lo na sua empresa

Os Programas de Prevenção ao Abuso de Álcool e Drogas (PPAADs) são adotados por empresas que desejam evitar o consumo de substâncias psicoativas em situações profissionais e identificar e intervir precocemente em situações de risco.

Eles também têm a finalidade de auxiliar o tratamento da dependência química e levar informação aos trabalhadores. Com isso, é possível reduzir acidentes de trabalho, diminuir o custeio de saúde e melhorar a imagem da empresa no mercado.

Neste post, veremos como desenvolver e implementar um PPAAD. Vamos lá?

Como desenvolver Programas de Prevenção ao Abuso de Álcool e Drogas (PPAADs)?

Os Programas de Prevenção ao Abuso de Álcool e Drogas no local de trabalho são, na maioria das vezes, compostos de múltiplas fases. Entre elas podemos citar:

  • as políticas de intervenção;
  • o aconselhamento; e
  • o encaminhamento para tratamento.​

Os métodos podem incluir:

  • áudios;
  • discussões em grupo;
  • discussões;
  • dramatizações;
  • mensagens eletrônicas;
  • mensagens em demonstrativos de pagamentos;
  • palestras;
  • panfletos;
  • pôsteres; e
  • vídeos.

Um bom programa de prevenção é desenvolvido com a participação de todas as partes interessadas, tais como empregador, gerência e funcionários. Também é imprescindível possuir comunicação transparente e garantia de confidencialidade para os funcionários.

Quais são os benefícios de implementar um PPAAD?

Implementar ações preventivas no ambiente de trabalho concretiza a função social da empresa. Afinal, essa atitude demonstra a possibilidade de prevenção ao abuso de álcool e drogas junto com a sociedade e proporciona a saúde e a segurança do trabalhador.

Alguns dos pontos mais positivos para os trabalhadores estão:

  • a obtenção de informações adequadas sobre as drogas e os seus efeitos;
  • a cooperação em ações de promoção da saúde e segurança no trabalho; e
  • a possibilidade de reflexão e de auxílio profissional para mudança do estilo de vida.

Além de suscitar reflexões relacionadas ao assunto, esses programas trazem vantagens como a diminuição dos acidentes de trabalhos, a redução de custos relacionados à saúde e à segurança e o maior comprometimento dos trabalhadores — e o consequente aumento da produtividade.

O que pode e o que deve ser feito ao identificar um colaborador com esse problema?

As pessoas com problema de abuso de álcool e/ou de drogas devem contar com aconselhamento, tratamento e assistência no retorno ao trabalho.

Uma dúvida comum é se é possível demitir um funcionário quando diagnosticado o seu envolvimento com as drogas. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) autoriza a rescisão do contrato de trabalho por justa causa em caso de embriaguez habitual ou em serviço.

No entanto, o Judiciário reconhece o alcoolismo e o consumo pesado de outras drogas como doença, e por isso eles carecem de tratamento. Assim sendo, é recomendado à empresa o encaminhamento desse empregado para serviços especializados.

É essencial levar em consideração que Programas de Prevenção ao Abuso de Álcool e Drogas precisam ser direcionados ao conjunto de trabalhadores com o propósito de mantê-los saudáveis.

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Exame toxicológico. Quando e quem deve fazer?

A legislação brasileira tornou obrigatória a realização do exame toxicológico para motoristas e definiu o órgão responsável pela fiscalização de seu cumprimento. Isso exige maior cuidado das empresas na hora de contratar ou de dispensar um colaborador.

Além disso, introduz alguns procedimentos nas rotinas que, por um lado trazem mais responsabilidades para as organizações, mas por outro, mais segurança. O custo das análises fica com a respectiva empresa nos casos de contratação ou demissão.

Continue neste post e saiba quando deve ser feito o exame toxicológico.

O que é o exame toxicológico?

Conhecido como exame toxicológico de larga janela de detecção, trata-se de uma avaliação laboratorial capaz de detectar substâncias psicoativas (“drogas”) no organismo. É considerado de larga detecção por apresentar um alcance bem mais longo que os tradicionais exames de urina e de sangue.

Isso significa que o consumo de uma substância proibida, mesmo que muitas semanas antes do exame, ainda pode ser detectado. Apesar desse alcance, o exame em si é muito simples, indolor e não requer qualquer preparo.

Para fins de pesquisa em motoristas, é preciso certificar-se de que o laboratório que fará a análise é credenciado junto ao Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Ao mesmo tempo, deve-se encontrar uma clínica parceira do laboratório escolhido, onde será feita a coleta no motorista.

A pesquisa se fará sobre cabelo e unha coletados na clínica, embalados e encaminhados para o laboratório. No exame, pode ser detectado o consumo de maconha, cocaína, anfetaminas, metanfetaminas, ecstasy, heroína ou outras substâncias.

Qual a sua importância?

O primeiro aspecto a ser considerado é a obrigatoriedade do exame. Além de encaminhar seus motoristas para o cumprimento das previsões legais, os resultados do exame devem ser lançados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Para a empresa, portanto, trata-se do cumprimento de previsão legal, sem a qual se submete a autuação e multa.

Também é de grande importância para a organização a certeza de estar contratando profissionais livres do vício de consumo de entorpecentes. A responsabilidade exigida de motoristas no exercício de suas funções é pura prevenção de riscos e requer essa segurança para o empregador e para os usuários de transporte coletivo.

Por sua vez, a existência do exame torna-se inibidora do consumo para aqueles que nunca fizeram uso de psicoativos. Assim, constitui um fator a mais para reduzir a incidência de novos usuários entre os profissionais.

Apesar da importância do exame toxicológico para a segurança do trabalho, deve ser tratado fora do âmbito das normas de segurança.

O que ocorre se o exame não for feito?

As empresas devem lançar no site do CAGED, mensalmente, até o dia 7, os dados referentes às admissões e demissões ocorridas no mês anterior. Junto a esses lançamentos devem ser informados os exames toxicológicos realizados.

Os sistemas de controle do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do próprio CAGED, verificam rotineiramente esses lançamentos. Havendo atraso, ocorre aplicação de multa automática, cujo valor (por trabalhador não informado) varia em função do tempo de atraso:

  • até 30 dias: R$4,47;
  • de 31 a 60 dias: R$6,70;
  • acima de 60 dias: R$13,40.

Quem deve fazer e quando deve ser feito o exame?

Para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) das categorias C, D e E o exame toxicológico deve ser realizado antes de sua emissão, assim como na renovação. Portanto, o motorista interessado deve providenciar o exame para o andamento do processo de habilitação.

Nesse sentido, estão obrigados a realizar o exame os motoristas profissionais (Portaria MTE No 945/2017) que operam:

  • veículos de pequeno e médio porte;
  • ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários;
  • veículos de cargas em geral.

No caso de empresas contratantes, também existe a obrigatoriedade de que os motoristas sejam examinados na admissão e na dispensa do profissional. Nesses casos, as despesas são por conta do empregador. Considere que todo investimento em saúde e segurança pode trazer bons reflexos financeiros. Com isso você já conhece melhor o exame toxicológico e quando deve ser feito.

Gostou deste post? Conheça agora as doenças do trabalho que provocam invalidez e esteja cada vez melhor informado.