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Saúde Ocupacional

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Entenda como é feita a avaliação ergonômica nas empresas

As diversas condições do ambiente de trabalho, onde opera o funcionário, podem afetá-lo de diferentes maneiras. Os possíveis efeitos provocados pelas posturas adotadas na execução de tarefas, entre outras condições, são levantados e analisados em uma avaliação ergonômica.

Do mesmo modo, condições laborais que influem no bem-estar psicológico e moral do colaborador também são consideradas na análise. Mas como é feita essa avaliação?

Continue neste post e entenda de que forma é realizada uma  avaliação ergonômica.

O que é avaliação ergonômica?

A avaliação ergonômica do trabalho é um estudo previsto na Norma Regulamentadora No 17 (NR-17), do Ministério do Trabalho e Emprego. Trata-se, sobretudo, de avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do funcionário.

Na prática, é executada uma análise do local de trabalho e da forma como as atividades são desenvolvidas. O objetivo é verificar se existem instalações, posturas, procedimentos ou qualquer outra variável do ambiente de trabalho que represente risco de dano físico, psicológico ou moral para o funcionário.

Qual a sua importância?

A avaliação ergonômica do trabalho importa, em especial, para a garantia da qualidade de vida do colaborador. Nesse sentido, é capaz de identificar situações de desconforto e de ausência de bem-estar, assim como evitar acidentes que resultam da constância de condições inadequadas.

O melhor resultado que se pode esperar da realização de uma avaliação é a adequação corretiva do ambiente de trabalho e dos respectivos procedimentos adotados. Com isso, as condições inadequadas são corrigidas, investindo-se em conforto e na segurança.

Como é feita?

A elaboração de uma avaliação ergonômica requer um convívio direto com o ambiente de trabalho, a fim de colher registros das diversas situações envolvidas e dos comportamentos adotados pelos trabalhadores. Desse modo, podem ser necessários alguns dias de observações.

Para fins de elaboração de uma avaliação ergonômica, podem ser seguidas algumas metodologias existentes e adotadas em vários países. De modo geral, no entanto, pode-se considerar que 3 fases constituem o trabalho avaliativo.

Análise ergonômica da demanda e da tarefa

Esta é uma etapa primordial, uma vez que nela se busca a compreensão dos motivos que levaram à necessidade da avaliação. Na verdade, o ambiente de trabalho é avaliado juntamente com a tarefa desenvolvida.

Assim, são analisadas as condições dos ambientes físicos envolvidos e também as condições posturais do funcionário durante a execução das tarefas que lhe são atribuídas. Nesse sentido, são apreciados o ritmo, o método, os equipamentos utilizados, as posturas adotadas, entre outros.

Análise dos aspectos psicológicos

Nesta etapa, verifica-se a existência de alguma variável do ambiente de trabalho que por sua natureza possa prejudicar a condição mental e moral do funcionário.

Análise ergonômica das atividades

Esta terceira etapa da avaliação é constituída pela observação dos comportamentos dos trabalhadores durante a execução de uma determinada tarefa. Assim, ao se observar como trabalham, podem ser registradas influências externas e internas na maneira de operar.

Agora você já sabe como é feita uma avaliação ergonômica nas empresas.

Se gostou deste post, entre em contato conosco e saiba tudo o que precisa sobre saúde e segurança do trabalho.

Doenças do trabalho que provocam invalidez: conheça algumas delas!

As doenças do trabalho que provocam invalidez constituem um tema específico dentro da legislação brasileira, em especial a Lei No 8.213/91, que trata da aposentadoria por incapacidade. Assim, tem direito ao benefício quem “for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência”.

Em geral, ao ficar incapacitado para o trabalho exercido, a pessoa passa a receber inicialmente o auxílio-doença. Permanecendo a condição incapacitante, mesmo para outro tipo de trabalho, será concedida a aposentadoria por invalidez. Essa condição deve ser comprovada em perícia médica.

Entre as doenças que podem conduzir à condição de invalidez, algumas são doenças do trabalho, ou seja, provocadas por riscos ocupacionais exercido pelo profissional. Neste post, você vai conhecer algumas das principais delas.

Silicose

A silicose é uma doença pulmonar, provocada pela inalação do pó de sílica, que pode ser fatal. Ela acomete principalmente pessoas que operam com o corte de determinadas rochas, como arenito e granito, além de oleiros, trabalhadores de minerações, de fundições e fabricantes de sabões abrasivos, entre outros.

A sílica inalada se deposita no revestimento dos pulmões, agredindo as células e formando uma fibrose (tecido cicatricial) que impede a passagem do oxigênio. A intensidade da doença depende do tempo de exposição e da quantidade inalada ao longo de meses ou anos de trabalho. Para evitar a silicose, é indispensável o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual) específico.

Os sintomas provocados pela silicose são progressivos, isto é, vão se intensificando com o passar do tempo de exposição. Entre eles, destacam-se:

  • redução da capacidade respiratória;
  • tosse intensa;
  • fraqueza;
  • dores no peito;
  • perda de peso.

Asbestose

Muito parecida com a anterior, a asbestose é provocada pela inalação do pó de asbesto (amianto), acometendo os trabalhadores dessa indústria. O dano provocado nos pulmões, assim como os sintomas, são os mesmos da silicose. Tanto esta como a asbestose podem levar ao câncer de pulmão.

Por essa razão, alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco possuem leis que impedem a utilização do asbesto. Muito recentemente (2017), o Supremo Tribunal Federal proibiu, em julgamento definitivo, a extração, a industrialização e a comercialização do produto em qualquer estado do país, porém ainda há dúvidas sobre a constitucionalidade da decisão.

Antracose pulmonar

A antracose pulmonar é outra doença resultante da inalação de partículas que, neste caso, provém de carvão ou outras poeiras. O tabagismo costuma ser um sério agravante para a doença.

O material inalado se aloja no sistema respiratório, podendo passar despercebido ao longo do tempo. No entanto, havendo exposição excessiva, podem ser observadas as mesmas condições e sintomas relatados para ocorrência de silicose e asbestose.

Catarata ocular

A catarata ocular se caracteriza pela perda progressiva da transparência do cristalino (lente natural do olho). Existem diversos tipos de catarata, com causas também diversas.

Entre as origens da doença, predomina o envelhecimento natural, mas existe um tipo de catarata, conhecida como subcapsular anterior, que pode ter origem ocupacional. A catarata subcapsular anterior é provocado pela exposição excessiva ao calor, comum em determinadas atividades como a produção de vidros.

Contaminação por radiação

A contaminação por radiação ocorre quando a pessoa é exposta em razão de operacão incorreta ou acidente com material radioativo. A possibilidade de dano depende, principalmente, do tempo de exposição e da intensidade da radiação, além da parte do corpo atingida e do intervalo entre as exposições.

Operadores de gerador de radiação ionizante, de gamagrafia e de radionuclídeos, entre outros, podem se expor a diferentes intensidades periodicamente. Nesses casos, o efeito mais comumente diagnosticado no organismo é o desenvolvimento de câncer. Outros sintomas da radiação podem ser a queda de cabelo, a radiodermite (lesão de pele) e queimaduras.

Agora que você já conhece algumas das principais doenças do trabalho que provocam invalidez, que tal conferir algumas dicas de saúde para evitar males? Entenda aqui a importância da ergonomia no ambiente de trabalho!

Passivos trabalhistas na empresa, como reduzi-los? Saiba agora!

Passivo trabalhista é um dos pesadelos mais temidos pelos gestores empresariais — e com toda a razão, já que geram prejuízos significativos que impactam negativamente as reservas financeiras e podem comprometer a sustentabilidade do negócio. Isso sem falar nos danos à imagem da empresa!

O passivo trabalhista é composto pela soma das dívidas do empregador, decorrentes de multas e condenações judiciais em razão de fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho ou do INSS, e de reclamações trabalhistas.

Neste post vamos dar dicas importantes para evitar ou reduzir os passivos trabalhistas das organizações que se preocupam com o seu futuro e, sobretudo, com o bem-estar dos seus colaboradores. Acompanhe!

Conhecer a legislação trabalhista e seus riscos

Para reduzir os passivos trabalhistas é necessário identificar todas as normas legais aplicáveis ao seu negócio e os perigos e riscos operacionais inerentes — doenças ocupacionais, insalubridade, riscos químicos, etc. —, e determinar os controles adequados ao seu tratamento.

Uma boa gestão legal e de riscos pode gerar resultados institucionais, operacionais e financeiros favoráveis para a organização.

Estreitar o relacionamento do RH com o setor jurídico

O RH deve ser orientado minuciosamente pelo setor jurídico quanto aos requisitos legais a serem cumpridos. Sabia que muitas causas trabalhistas são perdidas porque o RH não registrou e/ou manteve a guarda adequada das informações?

Quanto mais organizadas e controladas estiverem as provas documentais da conduta da empresa, mais fácil será comprovar os fatos e evitar passivos trabalhistas.

Controlar rigorosamente os compromissos do setor jurídico

É muito frequente a perda de causas trabalhistas por falta de cumprimento de prazos para a apresentação de documentos e até mesmo pelo não comparecimento dos advogados, prepostos ou das testemunhas em audiências marcadas.

Idealmente, deve haver um controle rígido dos compromissos do setor jurídico em sistema informatizado, que emita relatórios e alertas de compromissos com antecedência para evitar passivos.

Integrar segurança do trabalho e saúde ocupacional

As normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho designam muitas obrigações para o empregador em relação à segurança do trabalho e à saúde ocupacional. Isso gera uma série de ações e controles, tais como exames médicos, treinamentos, ergonomia etc.

Integrar, monitorar e analisar os dados de segurança do trabalho e de saúde ocupacional é uma boa prática para provocar melhorias em processos operacionais, visando a prevenção e diminuição das doenças ocupacionais, dos acidentes e dos passivos.

Fazer auditorias de conformidade legal

Investir em auditorias de conformidade legal — interna ou externa — com profissionais capacitados e conhecedores de todas as obrigações trabalhistas incidentes na empresa é imprescindível para detectar e corrigir problemas antes que eles se convertam em passivos trabalhistas.

Contar com assistência técnica

Em perícias, é imprescindível contar com um especialista para prestar assistência técnica. A contratação de uma empresa experiente, com bons índices de sucesso em perícias e outras ações de defesas trabalhistas gera grande economia financeira e proteção da imagem da sua organização.

Entender bem o contexto legal trabalhista do seu negócio, cumprir com as obrigações legais e, sobretudo, agir preventivamente é o melhor caminho para reduzir passivos trabalhistas. Essa conduta torna as relações trabalhistas justas tanto para o empregador quanto para o empregado.

Entendeu como reduzir os passivos trabalhistas da sua empresa? Restou alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário ou entre em contato conosco – contato@safesst.com.br.

Entenda a síndrome de burnout e saiba como ela afeta a produtividade!

Alterações no rendimento por parte do funcionário não passam despercebidas em uma empresa. Dentre as várias causas possíveis, está a síndrome de burnout. Diretamente ligada ao trabalho, essa condição pode aparecer de maneira repentina como um reflexo de cansaço físico e mental.

Os sintomas causam danos à saúde do ponto de vista físico, psicológico e emocional e podem comprometer, também, a vida profissional do indivíduo, já que leva a um desempenho insatisfatório.

Para conhecer melhor a síndrome de burnout e entender como ela pode influenciar a produtividade, continue lendo o nosso post.

O que é a síndrome de burnout?

Trata-se de um transtorno psíquico, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional. Apresenta como principal característica um intenso cansaço físico e mental.

A síndrome de burnout pode se manifestar em indivíduos que atuam em qualquer área. Contudo, costuma afetar majoritariamente as pessoas que lidam, constantemente, com uma grande quantidade de tarefas e com cobranças em excesso. Também acomete aquelas que são perfeccionistas e que desejam sempre ter um alto rendimento no trabalho.

Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome de burnout, segundo a ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), o que acarreta uma perda de 3,5% a 4,5% do PIB.

Esse impacto está intimamente relacionado à queda na produtividade do funcionário, uma vez que ele não se sente bom o bastante no que diz respeito à função que desempenha. Pelo contrário, há uma extremo sentimento de frustração e esgotamento em relação às atividades que executa.

Possíveis causas.

Uma das causas da síndrome de burnout é a vontade que a pessoa tem de se destacar em relação aos demais, mostrando sempre um nível elevado no que se refere a seu próprio desempenho. Outra possível causa é exercer atividades que exijam um esforço muito grande com intervalos pequenos para recuperação.

Em geral, isso ocorre com aqueles funcionários que gostam do seu trabalho e que realmente se envolvem com as atividades realizadas. Eles se empenham ao máximo para alcançar suas próprias metas e as da empresa na qual trabalham, entretanto nem sempre atingem os objetivos propostos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da síndrome de burnout não são apenas físicos, mas também emocionais. Conheça alguns dos principais indícios do transtorno:

  • sensação constante de esgotamento físico e mental;
  • mudança brusca de humor;
  • dificuldade de concentração;
  • dor de cabeça;
  • sensação de incapacidade;

No início, os sinais podem ser quase que imperceptíveis. Porém, à medida que o tempo passa, a tendência é que eles se agravem.

O que a empresa pode fazer a respeito?

Determinadas ações podem ser realizadas, por parte da empresa, visando prevenir a síndrome de burnout. Veja algumas delas:

  • garantir condições de trabalho satisfatórias;
  • verificar a condição física e emocional dos funcionários, por meio da aplicação de testes;
  • manter um bom clima organizacional;
  • oferecer capacitação aos funcionários, de forma que saibam como equilibrar a vida pessoal e a profissional.

O funcionário acometido pela síndrome de burnout, tende a apresentar baixa produtividade, devido a fatores, como, perda de motivação, esgotamento e procrastinação.

Como essa é uma doença do trabalho, pode gerar responsabilidades para a empresa. Assim, é essencial que o estabelecimento busque maneiras de reduzir os fatores de risco no local, adotando medidas que possam ser úteis, nesse sentido, como as que já foram citadas.​

Agora que você já sabe mais sobre a síndrome de burnout, confira os efeitos positivos da saúde ocupacional nas empresas!

Como investimentos em saúde ocupacional podem refletir positivamente nos resultados financeiros

Sem dúvida, uma das bases para o bom desempenho de uma empresa são as pessoas que trabalham nela. Por isso, garantir-lhes bem-estar é primordial para um constante desenvolvimento — e é aqui que entra a saúde ocupacional.

Essa área dedica-se a propiciar saúde física, mental e social aos trabalhadores, a partir da prevenção de doenças e lesões que podem ser originadas no ambiente de trabalho. Para isso, alguns investimentos importantes são a oferta de exames clínicos periódicos e complementares, a contratação de um profissional especializado para melhorar a ergonomia e dar suporte médico dentro da própria empresa.

No entanto, os benefícios da saúde ocupacional também se estendem aos resultados financeiros do empreendimento. Quer entender isso melhor? Elencamos neste post os impactos positivos que podem ser observados no faturamento. Continue lendo e confira!

Os benefícios da saúde ocupacional para os resultados financeiros

Como dissemos, as vantagens desse investimento podem ser notadas em diversos aspectos. Vejamos, então, as 4 principais delas paras as finanças de uma empresa:

1. Aumenta a produtividade

Um dos fatores que afetam a produtividade de um empreendimento é o nível de satisfação e saúde dos profissionais, bem como a quantidade de energia despendida por eles para realizar os serviços.

Sendo assim, quando esses trabalhadores têm o apoio adequado para cuidar da saúde, as chances de doenças surgirem diminui drasticamente — e, consequentemente, muitas faltas e licenças serão evitadas. Ainda, a sua equipe estará mais disposta para desempenhar as funções da empresa de forma eficaz, o que aumentará a produção e proporcionará maior lucratividade.

A cada dólar investido em programas que promovem qualidade de vida, três dólares são economizados. Isso indica que pode-se triplicar o faturamento com esse investimento.

2. Reduz acidentes e doenças do trabalho

Com a redução dos acidentes de trabalho, os gastos com os planos de saúde também são reduzidos, pois haverá menos uso dos serviços disponibilizados já que a renovação dos planos de saúde sempre é função da sinistralidade, ou seja, do uso do mesmo.

Além disso, o pagamento de indenizações também será evitado — tendo em vista que, quando há ocorrência de danos a um trabalhador, a compensação é financeira.

O Brasil perde, anualmente, cerca de 70 bilhões de reais com gastos referentes a esse tipo de acidente e que poderiam ser evitados ao se investir em saúde ocupacional.

3. Eleva a credibilidade da empresa

Empresas que tratam seus funcionários com respeito e lhes oferecem todos as condições para trabalhar de maneira segura chamam a atenção das pessoas e passam mais confiança. Com isso, novos clientes podem chegar, a empresa tenderá a ser escolhida pelos melhores profissionais, a rotatividade provocada pelo colaborador diminuirá e os investimentos feitos em saúde ocupacional trarão bom retorno financeiro.

Sobre isso, um estudo realizado com grandes empresas nos Estados Unidos mostrou que a confiabilidade pode aumentar a receita gerada por funcionário em 10 mil dólares por ano, ou seja, estabelecimentos com 5000 funcionários poderão ter seus resultados aumentados em 5 milhões de dólares!

4. Evita custos com mão de obra substituta e/ou horas extras

Quando um funcionário se acidenta ou adoece e precisa se ausentar do trabalho para recuperar sua saúde, para que os processos da empresa não sejam afetados é provável que surja a necessidade de substituí-lo.

A partir daí, é claro, há uma nova despesa. Uma empresa com 1000 funcionários, por exemplo, pode perder até 3,2 milhões de reais com uma taxa de absenteísmo de apenas 10 dias por ano.

Se os devidos cuidados com o bem-estar dos trabalhadores forem tomados, no entanto, isso diminui bastante as chances de você precisar de mão de obra substituta, poupando mais um gasto.

Desse modo, como você pode perceber, a saúde ocupacional deve mesmo ser levada a sério, visto que traz, de fato, uma série de benefícios à empresa e aos seus colaboradores. Inclusive, tenha em mente que ela não pode se resumir às consultas periódicas para contratação ou demissão — como vimos, não dar a devida atenção ao assunto pode gerar impactos negativos.

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Ergonomia no ambiente de trabalho. Entenda agora sua importância.

A ergonomia no trabalho estuda a relação entre o ser humano e os instrumentos que são utilizados para o exercício de suas funções. Apesar de ainda ser uma preocupação recente no Brasil, as boas práticas ergonômicas estão previstas na Norma Regulamentadora 17 (NR17) do Ministério do Trabalho e devem ser cumpridas por todas as empresas brasileiras.

Desde o início da instrumentalização humana, na pré-história, a ergonomia estava presente. Mas ela só ganhou evidência como área de pesquisa nos tempos modernos, a partir da Revolução Industrial (em condições insalubres de trabalho) e nas duas grandes guerras, consolidando-se em 1949 com a fundação da Ergonomics Research Society.

A ergonomia traz vantagens não somente para os empregados, mas também para as empresas, afinal, funcionários com boas condições de trabalho são mais produtivos. Quer saber um pouco mais sobre seus benefícios. Então continue a leitura deste artigo!

Harmonização na relação entre o homem e a máquina

O princípio básico da ergonomia é ajustar o local de trabalho para que não lese a saúde psicofísica do trabalhador. Isso significa que o trabalhador deve ter condições de trabalho que busquem reduzir tanto os problemas físicos quanto os psicológicos, como estresse e depressão, por exemplo.

Antigamente, cabia ao homem se adaptar a esse ambiente. E, se fosse preciso ficar ajoelhado por horas para realizar uma função, assim seria, embora essa prática prejudicasse sua saúde a longo prazo. Felizmente, os tempos mudaram e a nossa relação com o trabalho, também.

Hoje em dia, as empresas precisam adotar boas práticas de ergonomia para que a saúde do trabalhador seja afetada o mínimo possível. Por isso, devem ser observados a cadeira ou assento, o tempo em que se permanece em uma posição, a iluminação do local, a altura da tela do computador, a quantidade de movimentos repetitivos feitos ao longo do dia, o esforço físico, o nível de atenção e responsabilidade exigidos. E esses são apenas alguns dos pontos a serem considerados.

Mais produtividade no local de trabalho

A salubridade do ambiente é um direito fundamental do trabalhador, mas que não deve ser vista como um gasto extra pelo empregador. Funcionários com boa saúde e descansados executam suas tarefas de forma mais produtiva e engajada, relacionando-se com o trabalho com foco e qualidade.

O cuidado com a ergonomia no ambiente de trabalho tende a diminuir as ausências por motivos de saúde e os acidentes de trabalho. O desleixo por parte da empresa pode levar a penalizações legais e indenizações. Mas o empregado também deve fazer sua parte, e se ele se recusa a cumprir as normas da ergonomia pode até mesmo ser demitido por justa causa.

Novos tempos, novos modos

Para estar em dia com a ergonomia, uma empresa deve fazer a análise ergonômica do trabalho, um documento que descreve as condições a que é submetido o trabalhador, de acordo com sua função.

Um ergonomista ou um profissional da segurança do trabalho saberá orientar sobre as medidas necessárias para diminuir ou eliminar os riscos ergonômicos que forem encontrados na empresa.

Alguns procedimentos que podem ser implementados são o tempo máximo de trabalho contínuo, móveis bem adaptados à atividade humana, isolamento de ruídos, controle de temperatura e umidade, limite máximo de esforço físico e modificações posturais.

Riscos ergonômicos no ambiente de trabalho

Caso não sejam adotadas boas práticas de ergonomia no trabalho, os funcionários podem ficar sujeitos a diversos problemas. Abaixo, vamos citar apenas três riscos ergonômicos presentes no ambiente de trabalho. Estes são alguns dos mais comuns. Veja!

Excesso de tarefas repetitivas

Pessoas que trabalham com telemarketing, digitação e linhas de produção em série, por exemplo, fazem os mesmos movimentos todos os dias, por longas horas. Com o tempo, as pessoas sofrem lesões por causa dessa repetição, que podem causar dores, falta de força, coordenação ou mobilidade, ardência e formigamento.

Postura inadequada

Problemas de postura também são bastante comuns no ambiente de trabalho, principalmente quando as pessoas ficam muito tempo sentadas. Muitas vezes, a mobília e os equipamentos de trabalho não estão de acordo com a altura do funcionário e, por isso, ele trabalha esquivado e com má postura.

Em outros casos, o funcionário também pode ter maus hábitos e não consegue manter uma postura adequada durante a jornada de trabalho. Além de dores, essa má postura pode prejudicar a coluna vertebral.

Ritmo excessivo de trabalho

O excesso de trabalho é outro fator que pode desencadear doenças como estresse e depressão. Pessoas que trabalham por muitas horas não possuem qualidade de vida e, por isso, tendem a ter uma saúde mental desequilibrada.

O estresse é a terceira maior causa de afastamento de funcionários das empresas, e a expectativa é que até 2020, esse fator seja o líder de absenteísmo. Esses dados foram divulgados pela própria Previdência, em 2016.

Boas práticas de ergonomia no trabalho

Para evitar esses problemas é de suma importância que a empresa adote as regras estabelecidas pela NR 17, mas os funcionários também devem fazer sua parte, como fazer uma pausa durante o trabalho para relaxar.

Se você trabalha sentando, levante-se de vez em quando e faça um alongamento. Abaixo, vamos citar algumas boas práticas ergonômicas que podem melhorar sua qualidade de vida na empresa.

Identifique os problemas e implemente soluções para reduzir os riscos

Observe todos os setores da empresa e veja onde estão os riscos em cada um deles. Depois disso, busque soluções para que essas ameaças seja reduzidas. Muitas vezes, a solução é bem mais simples do que parece.

Envolva os funcionários no processo

Não adianta investir na qualidade de vida dos funcionários se eles não colaboram. Então, eles devem receber um treinamento explicando a importância da ergonomia no ambiente de trabalho e porque devem seguir as normas estabelecidas. Também devem ficar cientes que se não cumprirem as regras, a empresa tem respaldo legal para tomar as devidas providências.

Contrate uma empresa especializada em gestão de riscos

Há diversas empresas que prestam assessoria em saúde ocupacional. Portanto, se você acha difícil conseguir melhorar a ergonomia dos funcionários no ambiente de trabalho, pode contratar especialistas no assunto. Dessa forma, você cumpre a lei e ainda conta com funcionários motivados e produtivos.

Conclusão

A preocupação e o cuidado com a ergonomia só tende a crescer. Com ela, o trabalhador ganha em qualidade de vida, a empresa em produtividade e na tranquilidade do cumprimento da lei trabalhista. Se você ainda tem dúvidas quanto à importância da ergonomia no trabalho, saiba que, em 2016, houve, no país, uma média de 269 trabalhadores afastados por dia por questões de saúde. Não há nenhum bom motivo para fazer parte dessa estatística.

Gostou do post de hoje? Ele foi suficiente para tirar suas dúvidas sobre os benefícios da ergonomia no trabalho? Então compartilhe-o com seus amigos em suas redes sociais, pois o texto pode ser útil para eles também.

Quais são os efeitos da saúde ocupacional nas empresas?

Todas as atividades que desempenhamos têm impacto — positivo ou negativo — sobre nosso organismo. Quando o assunto é a rotina de trabalho, existe um setor específico que cuida disso: é o SESMT que cuida da saúde ocupacional nas empresas.

O objetivo dele é atuar na prevenção de doenças e problemas relacionados às funções executadas pelos colaboradores. O intuito é proporcionar mais qualidade de vida no ambiente de trabalho, por meio da preservação da saúde física e mental do funcionário.

Falando assim parece ser extremamente simples. Porém, cuidar da saúde ocupacional nas empresas é complexo, delicado e exige um comando especializado. Confira os efeitos de uma boa gestão.

Controle de riscos

Todas as normas que regem a segurança e saúde no ambiente de trabalho destacam o controle de riscos como peça-chave para prevenir acidentes. Isso implica em um cronograma de atividades que monitoram a exposição de determinadas funções e realizam mudanças, quando necessário.

A saúde ocupacional nas empresas age preventivamente e isso tem um efeito benéfico tanto para os colaboradores como para a própria companhia, pois ambos saem ganhando com uma política bem elaborada de controle de riscos.

Atendimento in loco

Quem tem uma equipe grande sob a sua responsabilidade sabe como é importante assistir a todos que estão com queixas em relação à saúde. Já pensou se a cada dor na lombar você tiver que liberar o funcionário para ir a um médico fora da empresa?

Com um setor de saúde ocupacional bem estruturado, sua empresa terá profissionais atuando na própria sede, sem a necessidade de deslocamentos. Isso torna as coisas mais ágeis e com menos desfalque na produção.

Colaboradores engajados

Em geral, alguns detalhes fazem toda a diferença na hora de um bom colaborador optar por mudar ou permanecer em um determinado emprego. A saúde ocupacional, sem dúvidas, é um deles.

Saber que a empresa se preocupa com as melhores condições de trabalho e que se empenha para proporcionar o bem-estar dos seus contratados é um bom motivo para mantê-los engajados e reter os maiores talentos.

Investimento com retorno

Um dos efeitos da saúde ocupacional nas empresas é o retorno de todo o investimento que foi feito no setor. Isso porque não cumprir o que determina a legislação e o Ministério do Trabalho pode sair bem mais caro.

Logo, é um grande mito pensar que investir em programas, campanhas e na contratação de profissionais de saúde é uma despesa, mas sim uma forma de economizar preventivamente e se resguardar de multas, punições, processos dispendiosos e até interdições.

Consolidação da marca

Nenhum gestor quer ver sua empresa envolvida em escândalos, denúncias e irregularidades. Um trabalho de anos de consolidação no mercado pode ir por água abaixo se a saúde ocupacional não for tratada com a devida atenção.

Isso acontece pois atualmente os clientes, fornecedores e a mídia em geral estão muito interessados em empresas socialmente responsáveis. E, nesses casos, dispor de qualidade de vida para os funcionários é um quesito relevante para o posicionamento da sua marca diante da opinião dos consumidores, órgãos e sociedade em geral.

Os efeitos da saúde ocupacional nas empresas têm um peso crucial para o bom andamento de todas as operações. Para você entender ainda mais sobre as vantagens de implantá-la no seu negócio, leia o artigo Saúde ocupacional. Você sabe o que é?

Como o ambiente de trabalho afeta a motivação dos funcionários!

A motivação dos funcionários é essencial para o bom desenvolvimento da empresa. Porém, muitos empreendedores não se dão conta do quanto ela é importante e do quanto seu negócio pode ganhar com isso.

Funcionário motivado é sinônimo de excelente produtividade e entrega de serviços com qualidade. Essa prática refletirá tanto no bem-estar de seus colaboradores como no de seus clientes, pois o atendimento oferecido pela sua equipe se tornará mais humanizado.

Levando isso em consideração, escrevemos este artigo para mostrar a você o que pode ser feito para tornar o ambiente de trabalho mais agradável e organizado, o que ajudará os profissionais a se sentirem mais confortáveis e motivados para trabalhar. Confira!

Ofereça bons treinamentos para os funcionários

O treinamento serve para preparar as pessoas, para qualificá-las e também é uma forma de reconhecimento. Quando alguém inicia em um novo emprego, por exemplo, a insegurança toma conta, e isso faz com que as atividades sejam realizadas sem a certeza de que estão corretas.

Após o treinamento, sua equipe conhecerá melhor o negócio e saberá agir em situações difíceis, solucionando o maior número de problemas possível, sem precisar de sua intervenção.

O treinamento proporcionará confiança aos seus funcionários, motivando-os sempre a entregar o melhor serviço para a empresa, pois eles se tornarão experts na sua área de atuação.

Incentive a confraternização

O principal objetivo da confraternização é promover a interação entre os funcionários. Por meio dela, é possível fazer com que eles se conheçam bem e desenvolvam mais afinidades, diminuindo os conflitos na equipe e motivando os colaboradores a realizarem suas atividades rotineiras.

Essa prática fortalece a conexão do funcionário com a empresa, pois o colaborador sentirá orgulho em fazer parte de uma organização vencedora em um ambiente positivo.

Reduza a necessidade de deslocamento

O deslocamento até o trabalho é um dos fatores que mais estressam e desmotivam os funcionários. Além de perder tempo, a paciência também fica no limite, pois atrasos inevitáveis acontecem e isso gera muitos transtornos para a empresa.

Para endereçar esse problema, é preciso estudar opções que auxiliem na diminuição do estresse e que não prejudiquem as finanças do negócio.

Leve em consideração a possibilidade de alterar horários de trabalho ou busque outras alternativas que garantam que seu colaborador chegará na empresa no horário e motivado, como os transportes corporativos, por exemplo.

Fique atento à iluminação e à adequação dos móveis

A falta de iluminação repercute diretamente na saúde e na motivação dos funcionários. O bem-estar deles deve ser uma de suas prioridades, portanto procure manter o ambiente de trabalho sempre limpo, iluminado e agradável.

Além disso, é preciso oferecer um ambiente salubre, com mesas e cadeiras adequadas à necessidade de cada colaborador. É preciso prestar muita atenção nos aspectos ergonômicos das instalações.

Uma pesquisa realizada pela Gensler’s Workplace Index, ressalta a importância do ambiente de trabalho na motivação dos funcionários. Sem isso, seus colaboradores e seu negócio não conseguirão manter uma boa performance e isso refletirá nas suas vendas e, consequentemente, no seu faturamento. Portanto, analise seu ambiente de trabalho e verifique o que pode ser mudado para deixar seus funcionários ainda mais motivados e produtivos.

Agora que você já sabe como o ambiente de trabalho afeta a motivação dos funcionários, aproveite a oportunidade e confira nosso artigo sobre a importância da segurança do trabalho nas empresas. Boa leitura!

O que é gestão ocupacional e qual sua importância para o negócio?

Você cuida da gestão ocupacional do seu negócio? Muitas vezes, notamos que as coisas não vão bem e não nos damos conta de que isso pode estar ligado às condições do ambiente de trabalho.

Embora muitas vezes não a consideremos com a devida atenção, ela tem um importante papel na empresa, pois reflete em uma série de fatores e é capaz de reduzir custos e promover mudanças necessárias para o sucesso da organização.

No post de hoje, vamos falar exatamente sobre esse assunto, mostrando como a gestão ocupacional pode ser relevante para os negócios. Acompanhe!

O que é gestão ocupacional?

Também conhecida como segurança e saúde no trabalho, a gestão ocupacional busca o bem-estar dos funcionários na empresa. Para isso, ela identifica e previne riscos que possam interferir na qualidade de vida das pessoas.

Ela se fundamenta basicamente na identificação dos fatores de risco, na tomada de decisões a respeito dessas questões e na satisfação dos colaboradores. Percebe como essas três vertentes caminham juntas?

Como ela impacta nos negócios?

Um dos principais ganhos com uma boa gestão ocupacional é a segurança e saúde dos funcionários. Quando falamos em saúde, estamos nos referindo também ao fator psicológico. Trabalhar em um ambiente que oferece riscos deixa o trabalhador insatisfeito, ainda que ele nunca tenha sofrido um acidente.

A prevenção promove a integridade, o bem-estar e a satisfação dos trabalhadores. Há empresas que recebem diversos processos trabalhistas pelo fato de que não se preocupam com essa questão. Já imaginou o impacto que isso vai causar na conta bancária e na reputação de uma companhia?

Uma boa gestão ocupacional também atua na diminuição da margem de erro e redução de custos. Manter os profissionais saudáveis e satisfeitos os torna mais produtivos e engajados. Você não fica sujeito a faltas sem justificativa e diminui muito os afastamentos por acidentes e doenças.

Como implementá-la, então?

Se a sua empresa ainda não investe nessa importante ferramenta, não se preocupe. Você pode começar a implantá-la agora que se conscientizou das suas vantagens. Para isso, basta seguir alguns passos.

1. Conheça a saúde dos funcionários

Os exames admissionais e periódicos devem ser realizados com precisão. Eles são importantes ferramentas para checar o histórico de saúde e a propensão ao desenvolvimento de doenças. Utilize essas ferramentas não somente pelo aspecto legal, mas também pela riqueza que essas informações trazem consigo e pelas pistas que elas podem nos dar a respeito dos processos operacionais da empresa.

2. Levante os principais indicadores de riscos

Costumam acontecer muitos acidentes de trabalho em sua empresa? Quais as principais causas de afastamentos? Caso a empresa tenha restaurante, a comida é de boa qualidade? Os funcionários já receberam algum treinamento de segurança? Eles se sentem satisfeitos no ambiente?

Essas são questões que precisam ser analisadas e respondidas. A partir daí, estabeleça prioridades sobre as mudanças que precisam ser realizadas. A exposição a um cheiro forte precisa ser endereçada antes do que o cardápio da sexta-feira, por exemplo.

3. Implante o sistema

Não estamos falando apenas em tentar promover saúde e bem-estar na empresa, mas, sim, implantar um programa formal para isso. Os processos administrativos que se relacionam à saúde ocupacional precisam ser padronizados, e a empresa deve seguir a legislação acerca desse assunto.

Embora pareça simples, passar por todas essas etapas sem contar com ajuda especializada pode se transformar em um verdadeiro transtorno. É normal ter dúvidas nesse sentido, e contratar uma consultoria costuma ser a melhor opção para implementar corretamente a gestão ocupacional, diminuindo custos tanto de tempo quanto de dinheiro, porque além do “expertise” e da especialização, a consultoria traz com ela a experiência do que deu certo e do que não deu certo.

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Reforma Trabalhista – veja qual é o impacto na saúde e segurança do trabalhador

Atentar-se à legislação trabalhista é imprescindível para os gestores de negócios de qualquer natureza. Isso porque ela regulamenta os direitos e deveres dos seus colaboradores e algumas obrigações que devem ser cumpridas pelo empregador.

A reforma trabalhista, aprovada em julho de 2017, promoveu mudanças, trazendo principalmente flexibilizações para o contratante que, em alguns casos, podem impactar a saúde e segurança do trabalhador.

O que aborda a reforma trabalhista?

Essa reforma buscou atender às demandas por uma flexibilização da CLT e de atualização para questões que se tornaram cada vez mais constantes no mercado de trabalho — como o crescimento do trabalho home office (trabalho em casa), por exemplo.

Segundo o texto, as mudanças começarão a valer quatro meses após sua aprovação, ou seja, a partir de novembro de 2017. A princípio a data para entrar em vigor é 11 de novembro de 2017.

As modificações abordam temas como:

  • férias;
  • jornada de trabalho;
  • tempo na empresa;
  • demissão;
  • danos morais;
  • descanso;
  • terceirização do trabalho;
  • trabalho remoto;
  • trabalho intermitente;
  • atividade parcial;
  • negociação entre patrões e trabalhadores etc.

Quais os impactos na área da saúde e segurança?

Durante a votação da reforma trabalhista, muito se discutiu sobre os impactos que as mudanças devem trazer para os trabalhadores, principalmente no que concerne à área da saúde e segurança. Conheça as principais delas:

Terceirização

A proposta permite a terceirização da atividade-fim, ou seja, pode-se contratar outras empresas para exercer as funções relacionadas à atividade principal do negócio. O texto prevê que funcionários terceirizados devem receber o mesmo tratamento dispensado àqueles contratados diretamente, sob o regime da CLT. Em outras palavras, deve ser disponibilizado a eles:

Jornada de trabalho

A jornada de trabalho passa a ter prazo máximo de 44 horas semanais, 220 horas mensais e pode-se estender a 12 horas diárias, desde que respeitadas 36 horas subsequentes de descanso. Além disso o tempo de descanso para almoço passa a ser de, no mínimo, 30 minutos (anteriormente era 1 hora).

Dependendo do tipo de atividade realizada, o aumento da jornada diária pode ter como consequência funcionários mais estressados, desgastados e cansados, aumentando os riscos de erros durante a execução das funções. Em alguns casos, esse problema pode colocar em xeque a saúde da pessoa, expondo-a a situações de risco, devido à desatenção gerada pelo descanso reduzido.

Home office (trabalho em casa)

Cada vez mais se tem investido em home office para diminuir os custos com transporte dos funcionários. Além disso, esse tipo de jornada também se torna mais confortável para alguns colaboradores.

A lei estabelece que a empresa contratante fica obrigada a realizar o pagamento dos custos do trabalho remoto, bem como afirma que as atividades serão controladas pela demanda, e não pelas horas trabalhadas. Esse último ponto pode ser prejudicial, pois pode levar o trabalhador a jornadas longas, bem como possibilitar lesões por esforço repetitivo a longo prazo.

Insalubridade para as mulheres grávidas

A reforma trabalhista prevê que as mulheres grávidas podem ser expostas a trabalhos insalubres, desde que a empresa comprove, por meio de atestado médico, que não há exposição de risco para a gestante e o bebê.

O que as empresas devem fazer diante das mudanças?

As mudanças ainda são vistas com um certo receio por parte das organizações, devido à resistência que o judiciário tem evidenciado em relação aos dispositivos aplicados na nova lei. Um dos pontos de receio é quanto à nova jornada de trabalho.

As empresas devem observar questões de custo-benefício no longo prazo: funcionários afastados por problemas de saúde geram prejuízos:

  • diretos, pela redução imediata do quadro;
  • indiretos, impactando a imagem do negócio perante o público e do clima organizacional.

Por isso a recomendação é que as mudanças trazidas pela reforma trabalhista sejam avaliadas com cautela, a fim de preservar não só o seu corpo de funcionários, mas também a qualidade da organização. Isso deve fazer parte da gestão de riscos de empresa.

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