Você precisa descartar os resíduos gerados pela sua empresa, não é mesmo? Mas sabe qual a melhor forma de fazer isso? Entende o que diz a legislação vigente sobre o assunto e como realizar uma boa gestão dos resíduos para reduzir o impacto ambiental da sua organização?

O gerenciamento de resíduos sólidos é uma ferramenta importante para a diminuição dos impactos ambientais produzidos pela população de uma cidade. A destinação correta de recicláveis e orgânicos aumenta a vida útil dos aterros sanitários, diminui a pegada ecológica e movimenta a economia, gerando novos produtos, energia e adubo.

Leia este artigo e descubra agora mesmo como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficaz para a sua empresa!

Afinal, o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

A sua empresa gera resíduos todos os dias para a produção de materiais e manutenção das atividades. Dessa forma, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, também conhecido como PGRS, consiste em uma política interna da empresa para a gestão desses resíduos que pode passar por diminuição da geração, reaproveitamento, reciclagem e descarte desses materiais.

Ele leva em conta o tipo de resíduo gerado pela organização, assim como a preservação do meio ambiente do entorno e redução dos impactos sociais do resíduo gerado. Além disso, existem diretrizes nacionais sobre como as empresas devem criar e executar esse tipo de plano.

Existem três tipos de plano de gerenciamento de recursos nesse aspecto. O primeiro deles é o PGRS, voltado mais especificamente para o planejamento do descarte de resíduos industriais no geral. Porém, resíduos mais específicos, que oferecem riscos distintos, devem seguir um outro plano. Esse é o caso das organizações que atuam na área da saúde e precisam descartar materiais biológicos ou contaminados, como seringas e agulhas, por exemplo. Para elas, o planejamento deve ser feito de acordo com o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde).

Por fim, existe o plano municipal, relacionado à limpeza urbana, que deve ser considerado na criação da política da sua própria empresa. É o chamado Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o PMGIRS.

O que diz a legislação sobre o gerenciamento de resíduos sólidos?

A principal lei acerca do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a Lei 12.305/2010, regulamentada no decreto 7.404/2010. Ela institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza qualquer tipo de organização pelos resíduos gerados por ela.

Ela estabelece a obrigatoriedade da criação do PGRS para determinados segmentos da economia como os que tem atividades industriais, estabelecimentos comerciais de médio e grande porte, empresas da construção civil, empresas de prestação de serviços para saneamento básico, hospitais, clínicas e demais organizações ligadas à área da saúde, incluindo sempre empresas privadas e órgãos públicos, entre outros.

Essa lei também determina as diretrizes para a criação desse plano, incluindo a valorização da preservação do meio ambiente e a ecoeficiência. Também coloca em pauta a redução da geração e aumento da reciclagem dos resíduos, reconhecendo-os como bem econômico.

Qual a importância de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Um dos motivadores para a criação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é a obrigatoriedade prevista por lei para indústrias e organizações em determinados ramos de atuação. Afinal, não entregar, atualizar ou cumprir o PGRS pode implicar em sanções, multas, interdições e, até mesmo, detenção.

Porém, a importância do PGRS não está apenas no seu caráter legal, mas também na função ambiental, social e impacto que essa política pode trazer para a imagem do negócio perante o mercado. Isso porque a sua empresa tem um impacto na sociedade e no ambiente onde está inserida. Dessa forma, o resíduo gerado pode trazer problemas a curto, médio e longo prazos, caso não seja gerenciado da forma correta.

A população e o mercado consumidor estão cada vez mais atentos e conscientes sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. Dessa forma, as marcas que não se preocupam com esse impacto, podem ser consideradas inimigas do meio ambiente e podem ser preteridas àquelas que são percebidas como sustentáveis.

Por fim, o PGRS também pode trazer retorno financeiro para o negócio, reduzindo custos e potencializando lucros. Isso porque materiais aparentemente obsoletos podem se tornar úteis quando submetidos ao tratamento adequado. Orgânicos, por exemplo, são matéria-prima para geração de adubo e energia, enquanto o óleo de cozinha usado e materiais eletrônicos estragados são recolhidos, muitas vezes gratuitamente, por empresas especializadas em seu reaproveitamento.

Portanto, se você acha que economia ecológica não é um apelo para a sua empresa, lembre-se de que isso pode evitar multas e transtornos legais, além de trazer grandes melhorias à imagem do negócio perante o mercado e à sociedade como um todo, assim como retorno financeiro.

Como criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos eficiente para sua indústria?

Agora que você já sabe o que é um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a sua importância, veja quais são as medidas que você deve adotar para criar um bom PGRS para a sua empresa.

Contrate profissionais e empresas especializadas

O primeiro passo adotado deve ser a organização e a contratação de profissionais experientes e competentes para pensar e executar esse plano de gerenciamento. Uma equipe multidisciplinar é bem-vinda, assim como contratação de escritórios que já têm experiência no mercado e trabalhos realizados nesse sentido.

Faça um diagnóstico local

Posteriormente, deve-se fazer um diagnóstico do local. Isto é, você precisa verificar as condições da empresa em relação a odores, ruídos, poluição visual, contaminação de leitos próximos, presença de vetores de doenças e de materiais tóxicos no solo.

Essa etapa é crucial para o sucesso do projeto, assim como do gerenciamento do resíduo da organização como um todo. Isso porque é a partir desse diagnóstico que serão elencadas as potencialidades — aquilo que a empresa já consegue fazer com a questão do residuo de forma satisfatória — e os problemas, que devem receber maior atenção.

Capacite os colaboradores e informe clientes

Para que o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos seja colocado em prática, os funcionários e clientes precisam estar cientes de como fazer o descarte de maneira correta. A educação ambiental é crucial para o sucesso da estratégia, uma vez que todos os indivíduos estão envolvidos no processo.

O manuseio do material recolhido deve ser feito por profissionais treinados, que conhecem as rotas de transporte, assim como a maneira correta de lidar com cada recipiente, reduzindo os riscos de acidentes.

Se um funcionário descarta de maneira inadequada o lixo hospitalar, por exemplo, e se machuca, pode trazer uma série de transtornos tanto para si quanto para a empresa. Quando as normas de segurança do PGRS são seguidas esse tipo de problema pode ser evitado.

Planeje a separação, acondicionamento e transporte

Cada material deve ser acondicionado, transportado e destinado de acordo com sua periculosidade, composição e funcionalidade. Uma vez misturados, a separação será um trabalho extra e pode apresentar riscos para as pessoas envolvidas.

Para fins de reciclagem, o gerenciamento de resíduos sólidos é essencial para garantir a utilidade do material. Papel, por exemplo, não será um material reciclável se estiver engordurado ou se tiver contato com líquidos que o contaminem. O correto é já descartar de forma organizada, com recipientes determinados para metal, plástico, papel, vidro, orgânicos, eletrônicos e rejeito.

Verifique as condições legais e separação do lixo para coleta seletiva

Após essa etapa de diagnóstico, deve-se verificar as condições legais, pois o PGRS também deve seguir as diretrizes de leis estaduais e municipais que tratam da questão.

Posteriormente, deve-se propor uma separação do lixo de acordo com os materiais. Essa tática deve ser implementada de forma gradual e é necessário um programa de educação para acostumar os colaboradores a essa nova realidade.

Defina metas de ação

Também é necessário definir metas e ações para a gestão de resíduos industriais, de forma a ampliar e potencializar o descarte com segurança, reduzindo a produção do resíduo e aumentando a reutilização e reciclagem de materiais.

Há quatro prazos em que as metas são estipuladas: prazo imediato, curto prazo, médio e longo. As metas para cada um deles são diferentes, e a indústria e o PGRS devem propor sempre uma evolução na questão do resíduo.

Determine indicadores e formas de validação

Como saber que o PGRS está no caminho certo? É preciso definir indicadores claros e objetivos para que seja analisada a eficácia do planejamento.

Por fim, a última etapa é a validação do PGRS em conjunto entre a organização e os funcionários. O programa precisa ser entendido e abraçado por todos, caso contrário, a sua eficiência fica comprometida. Por isso, é indicado que os funcionários participem do processo e sejam ouvidos na realização do PGRS.

Como você pôde perceber, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos não é apenas uma obrigação legal para a sua empresa, mas também uma forma de atrair consumidores e criar um diferencial para a organização. Portanto, aproveite as nossas dicas e esteja sempre atento à legislação para criar um PGRS eficiente, seguro e ecológico. A empresa, a cidade e o planeta só têm a ganhar com isso. Deixe para trás o conceito de lixo e seja mais um administrador pioneiro na era do reaproveitamento e da reciclagem.

Quer saber como fazer isso? Então entre em contato com a SAFE agora mesmo e descubra as nossas soluções em gerenciamento de resíduos para a sua empresa!

Se você quiser ter mais informações sobre a SAFE, visite nosso site no endereço www.safesst.com.br.

Autor

Escreva um comentário

Share This