Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais, segundo a Organização Internacional do Trabalho, são responsáveis por prejuízos à economia mundial e à sustentabilidade das empresas. A OIT estima que acidentes de trabalho e doenças resultem em uma perda de 4% do produto interno bruto (PIB) mundial, ou cerca de 2,8 trilhões de dólares, em custos diretos e indiretos por lesões e doenças.

Diante dessa constatação, a pergunta que muitos fazem é: quais os cuidados necessários para a prevenção de riscos ambientais? É possível por meio de treinamento reduzir acidentes de trabalho? Neste post, vamos responder a essas perguntas e te dar alguns esclarecimentos sobre o assunto.

Porque investir em capacitação?

Uma pessoa bem informada costuma ser mais participativa no ambiente de trabalho. Por isso torna-se tão importante o processo de comunicação e treinamento dentro de uma empresa. A prevenção começa com esse importante passo que, muitas vezes, é esquecido ou menosprezado.

A realização de cursos, palestras e capacitação em segurança do trabalho só traz benefícios para empregados e empregadores. Ao qualificar o quadro de colaboradores, o empresário passa uma mensagem motivadora demonstrando preocupação com a integridade física e psicológica dos mesmos.

O resultado pode ser medido com a diminuição das perdas no processo produtivo. Como exemplo, citamos a redução do número de atestados médicos e até de possíveis ações trabalhistas. Conscientizando os colaboradores sobre os mecanismos de proteção e atuando para minimizar os riscos, a empresa melhora o ambiente de trabalho e produz funcionários motivados que passam a dedicar-se mais às suas atividades.

O que significa riscos ambientais?

De acordo com a definição da Norma Regulamentadora número 9 (NR9), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), riscos ambientais podem ser traduzidos pelo conjunto de elementos ou substâncias presentes no ambiente de trabalho que podem provocar acidentes ou danos aos funcionários. Os agentes de riscos estão classificados como químicos, físicos e biológicos.

Os químicos incluem os gases e poeiras tóxicas diversas, enquanto os físicos são as radiações ionizantes e não ionizantes, o ultrassom e infrassom, as altas ou baixas temperaturas, os ruídos, as vibrações e as pressões anormais. Entre os agentes biológicos estão os vírus e bactérias, fungos, bacilos, parasitas, dentre outros.

Qual a importância do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais?

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é uma determinação da NR9 e é obrigatório para toda empresa que tenha empregados registrados pela Consolidação das Leis do Trabalho. Longe de ser mais uma burocracia exigida pelo governo, é um instrumento de segurança para o empresário e para o trabalhador.

O programa tem como objetivo fazer com que a empresa se antecipe aos impactos negativos que um possível acidente de trabalho venha a provocar. A NR9 dá as instruções de como montar o seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, (PPRA), minimizando os perigos e treinando os colaboradores para a segurança. Veja os benefícios de cumprir as orientações:

Identificar riscos

Uma empresa saudável não significa que está livre de problemas, mas que está preparada para enfrentá-los quando surgirem. Por essa razão é tão importante a identificação de riscos.

Uma vez conhecidos, eles podem ser controlados e/ou eliminados. Se possível, extermine os agentes de riscos. Se não, faça o controle por meio de uma avaliação sistemática das ações de prevenção, cumprindo as exigências da legislação.

Promover qualidade de vida

Seguindo as normas de segurança, a empresa está cuidando dos colaboradores e promovendo saúde e qualidade de vida. O colaborador que se sente respeitado tende a melhorar a produtividade, engajar-se nas campanhas de saúde ocupacional e atuar na prevenção de acidentes.

Cumprir as normas

Elaborando e executando o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais corretamente, a empresa não terá problemas com fiscalização. Para isso, é preciso registrar todas as ações e anexá-las ao documento base. Se a fiscalização acontecer e o fiscal não tiver acesso aos relatórios das ações, ele poderá entender que o programa não foi elaborado ou não está sendo executado. As penalidades vão desde multas à interdição da empresa.

Você curtiu este post sobre prevenção de riscos ambientais? Entendeu por que sua empresa precisa investir na elaboração do PPRA? Deixe seu comentário e compartilhe a sua opinião sobre o assunto!

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