Riscos ocupacionais referem-se à possibilidade de o trabalhador sofrer determinado dano no ambiente laboral em decorrência de suas atividades profissionais.

Como podem causar acidentes, reduzir a produtividade e aumentar o absenteísmo, além de poder levar a problemas trabalhistas, as empresas devem sempre buscar formas de prevenção contra eles. E tal ação tem início com a identificação e a classificação dos riscos ocupacionais.

A classificação usada até hoje no Brasil foi instituída pelo Ministério do Trabalho e divide os riscos nos seguintes tipos: risco de acidente, ergonômico, físico, químico e biológico. Cada um deles é representado por uma cor ao se elaborar o mapa de riscos da empresa. Continue a leitura e saiba mais sobre cada um deles!

Risco de acidente (azul)

Fatores que coloquem o colaborador em situação de vulnerabilidade e que possam afetar a sua integridade e o seu bem-estar físico e psíquico são classificados como riscos de acidente.

Maquinários sem proteção, possibilidade de incêndio ou explosão e armazenamento inapropriado são alguns exemplos desse risco.

Risco ergonômico (amarelo)

Elementos que afetem a saúde do trabalhador, trazendo desconforto físico, com a possibilidade de interferir em suas características psicofisiológicas são chamados de riscos ergonômicos.

Alguns exemplos desse risco são postura inadequada, ritmo de trabalho excessivo e movimentos repetitivos.

Risco físico (verde)

O risco físico está relacionado às formas de energia às quais podem ser expostos os trabalhadores. São elas: calor, frio, ruído, umidade, pressão, vibração, radiação, entre outros.

Risco químico (vermelho)

A exposição a substâncias ou compostos que possam penetrar no organismo do colaborador, seja pelas vias aéreas, seja por meio da pele ou por ingestão, configura o risco químico. Poeiras, névoas, vapores, fumaça, líquidos, entre outros, podem ser agentes desse risco.

Risco biológico (marrom)

Micro-organismos causadores de doenças são os agentes do risco biológico. Vírus, bactérias, fungos e parasitas aos quais o trabalhador é exposto, pela natureza do trabalho, configuram esse risco.

Riscos ocupacionais — evitando

Cabe sempre à empresa prevenir, reconhecer, avaliar e controlar os riscos ocupacionais que podem afetar a saúde e o bem-estar do trabalhador no ambiente laboral. Essas ações, que devem fazer parte do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da empresa, serão explicadas a seguir.

Prevenção

Periodicamente, deve ser feita uma verificação que evidencie a existência de riscos para que se tomem medidas de prevenção.

Reconhecimento

Nessa etapa, os riscos ocupacionais são classificados, e todas as etapas do processo produtivo, bem como os insumos e equipamentos, são verificadas como forma de reconhecê-los.

Avaliação

A avaliação do risco é quantitativa, segundo um limite de tolerância, definido pela NR-15, que seria a “concentração ou intensidade, máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral”.

Controle

Identificados e avaliados os riscos ocupacionais, eles devem ser controlados. Isso pode ocorrer pela eliminação dos agentes de risco ou pela adoção de medidas que minimizem a exposição dos trabalhadores a tais agentes, como é o caso do uso de EPIs.

Conhecer e saber como agir diante de riscos ocupacionais é essencial para que a empresa garanta o bem-estar e a saúde de seus funcionários, melhorando o ambiente — o que traz um impacto positivo até mesmo na produtividade —, reduzindo o absenteísmo e evitando as penalidades trabalhistas.

Uma companhia que se preocupa com a segurança de seus funcionários também deve pensar no bem-estar coletivo. As ações ligadas a essa questão dizem respeito à gestão ambiental, que você pode aprofundar com a leitura de outro post do nosso blog. Vale a leitura!

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