Garantir a saúde dos trabalhadores da empresa é uma obrigação de todos, o que inclui o próprio colaborador, o proprietário da empresa e, também, órgãos municipais, estaduais e federais. Isso exige uma série de estratégias, como a realização de exames periódicos, inclusão de atividades de bem-estar na empresa, controle de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho dentro do ambiente organizacional, entre outras.

Esses cuidados são necessários para garantir a saúde ocupacional dos trabalhadores brasileiros. Porém, antes de tudo, é importante que você entenda um pouco do panorama dessa questão no Brasil. Afinal, a perspectiva nacional é um reflexo daquilo que a maioria das empresas do país faz em relação à saúde de seus colaboradores.

Quer saber como está a saúde ocupacional no Brasil? Então, continue a leitura e veja um panorama rápido da situação!

A questão dos acidentes de trabalho

Quando se fala em acidentes de trabalho, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial. Ou seja, é um dos países com maiores índices de acidentes laborais.

Isso não é uma grande surpresa quando você descobre que, segundo o Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, um acidente acontece a cada 49 segundos, o que totaliza mais de 5 milhões de notificações de acidentes desde 2012 até hoje. Além disso, já foram quase 20 mil mortes registradas devido a acidentes de trabalho desde 2012.

Essa é uma situação extremamente grave, principalmente para os trabalhadores, que colocam as suas vidas e a sua integridade física em risco todos os dias.

As doenças ocupacionais

Outra questão que deve ser observada em relação à saúde ocupacional no Brasil é a incidência de doenças ocupacionais, ou seja, problemas, tanto físicos quanto mentais, que têm relação com a atividade realizada pelo trabalhador.

Em relação às doenças físicas, há indícios de que elas vêm aumentando com o passar do tempo. Segundo o SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), a cada ano há um aumento de 24% no número de notificações.

As doenças ocupacionais estão no terceiro lugar em relação ao número de notificações, sendo superadas apenas pela exposição a material biológico e a acidentes graves ou fatais. Nesse aspecto, LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo) ocupa primeiro lugar, com mais de 70% das notificações sendo referentes a essa doença.

É importante destacar que as notificações relacionadas ao câncer também têm crescido, com uma taxa de cerca de 40% ao ano.

Transtornos mentais relacionados ao trabalho

Os transtornos mentais relacionados ao trabalho também merecem destaque nesse panorama. Isso porque esse tipo de doença ocupacional, que impacta diretamente a vida profissional e, também, a pessoal dos trabalhadores, está em amplo crescimento.

Nesse aspecto, os transtornos mais comuns, responsáveis por quase 50% das notificações, são relacionados ao estresse grave ou a problemas de adaptação. Eles são seguidos pelos episódios depressivos, que ocupam quase 1/4 dos casos relatados, e pelos transtornos de ansiedade, com 17% das notificações.

A subnotificação como problema

Por fim, é importante esclarecer que, apesar dos números alarmantes em relação à saúde ocupacional no Brasil, ainda há o problema da subnotificação. Isso significa que muitos transtornos e doenças, principalmente de ordem psicológica, não são diagnosticados como tendo relação com o trabalho, apesar de isso acontecer. Além disso, algumas organizações burlam a legislação brasileira e não notificam doenças diagnosticadas ou acidentes de trabalho ocorridos em seu ambiente.

Portanto, se os números são alarmantes, eles poderiam ser piores caso fossem registradas todas as ocorrências. É aí que entra a atuação da sua empresa! Para mudar esse quadro, é essencial que as organizações tomem consciência sobre a relevância desse tema e busquem práticas adequadas de saúde e segurança no trabalho para proteger os seus trabalhadores.

Isso inclui a conscientização do time mas, também, dos gestores e donos das empresas, que precisam revisar as suas culturas organizacionais para evitar o adoecimento dos seus colaboradores e melhorar o cenário da saúde ocupacional no Brasil.

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