“Emissões fugitivas” é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço no ramo da indústria, principalmente por sua dificuldade de controle, já que trata-se de um tipo de emissão não intencional que ocorre graças a vazamentos, tubulações, dutos subterrâneos, entre outros meios.

Sua identificação e estratégias de reparo são fundamentais, tendo em vista as diversas consequências que elas podem causar, por exemplo, prejuízos originários da perda de produtos, riscos ao meio ambiente, ameaça à saúde e segurança dos funcionários etc.

Devido a sua importância, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos sobre as emissões fugitivas e as medidas e práticas que vêm sendo implementadas para reduzi-las. Confira!

O que são as emissões fugitivas e como elas surgem?

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por meio da Resolução 382/2006, define as emissões fugitivas como lançamentos difusos na atmosfera, que podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, gerados por uma fonte que não tem um processo específico para controlar o seu fluxo.

As fontes difusas, também conhecidas como não pontuais, são aquelas em que não há um mecanismo de direcionamento e monitoramento do fluxo de gases, o que impede a localização e o gerenciamento do destino dos gases emitidos.

A maioria das emissões fugitivas acontece devido ao vazamento de compressores, bombas ou válvulas de plantas industriais. As indústrias de petróleo e de gás natural são grandes geradoras desses gases.

O que a Resolução 382/2006 do Conama prevê sobre o assunto?

O CONAMA é um conselho governamental com o objetivo de fixar as normas e os padrões ambientais. Ele visa reduzir o impacto ao meio ambiente provocado pelas mais diferentes atividades. Para esse caso específico, criou a Resolução 382/2006 a fim de estabelecer os limites máximos de laçamento de poluentes atmosféricos para fontes fixas, considerando os seguintes pontos:

  • altos níveis de poluição, principalmente nas regiões metropolitanas;
  • aumento da industrialização em diversas áreas do país;
  • degradação da qualidade do ar;
  • necessidade de compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação do meio ambiente;
  • necessidade de definir uma referência nacional a respeito dos limites de emissão de poluentes atmosféricos;
  • busca pela implementação de estratégias para o controle, recuperação da qualidade do ar e prevenção da sua degradação.

Também houve a criação da Resolução 436/2011 a fim de determinar os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos e os prazos para a realização de mudanças de fontes fixas ou com licenças de instalação solicitadas antes de 2007, já que podem ser mais antigas. Elas são as que se localizam dentro das áreas urbanas, gerando mais poluição.

Como é possível evitar as emissões fugitivas?

O Programa de Detecção de Vazamentos e Reparos (LDAR) tem a intenção de estimular as empresas a pensarem a respeito da adequação às normas e leis ambientais, saúde e segurança do trabalho. É importante que ela seja vista como um investimento, tendo em vista todos os benefícios que ele pode proporcionar, como ganhos econômicos relevantes, por meio da redução de grande parte das emissões logo no primeiro ano de implementação.

Os Estados Unidos da América foi o primeiro país a adotar um controle efetivo a partr do “Clean Air Act”, em 1970 pela EPA (Environmental Protection Agency) por meio do Método 21 (EPA Reference Method 21), que emprega um analisador de gases portátil para determinação de compostos orgânicos voláteis (VOC). Com esse equipamento, é possível identificar se o vazamento ocorrido no equipamento está dentro dos limites estipulados.

Entre outros meios utilizados para minimizar a emissão de gases poluentes, estão as câmeras infravermelhas, capazes de identificar rapidamente o vazamento de VOC em pontos não acessíveis, mas que não são uma ferramenta totalmente segura, pois podem sofrer interferências externas; e o uso de cães sniffers, farejadores treinados para identificar vazamentos com a ajuda de um GPS, assim o ponto problemático é encontrado.

Conseguiu entender melhor o que são as emissões fugitivas e a importância de controlá-las? É necessário um monitoramento rígido e a utilização de recursos específicos como forma de diminuir tais falhas tão impactantes no meio ambiente. No entanto, para o sucesso da implementação de um projeto LDAR, é fundamental contar com o auxílio de profissionais capacitados e tecnologias adequadas.

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