COP30 – alguns dos principais resultados
No último sábado, 22 de novembro, os trabalhos referentes à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), chegaram ao fim, mesmo um dia após o planejado pois as negociações mais importantes atravessaram a madrugada.
Após esses quase 12 dias de trabalho, há um misto de satisfação pelo fato de que algumas pautas tiveram algum progresso, porém há também uma sensação de frustração, pois não andaram tanto quanto a organização esperava e alguns pontos importantes foram deixados de fora dos acordos finais. Saiba agora quais foram os 4 pontos que definiram a conferência do clima em Belém do Pará.
1 – “Mapas do Caminho” foram barrados
Havia a expectativa de que os “Mapas do Caminho”, que seria a elaboração de roteiros com dois objetivos claros e específicos: acabar como desmatamento e com a dependência mundial dos combustíveis fósseis, fariam parte do texto final, o que não aconteceu, mesmo depois de 80 países terem demonstrado apoio formal ou informal.
Países da América Latina e do bloco europeu protestaram quanto a decisão, mas acabou prevalecendo a posição conduzida pelos países árabes que eram contrários às menções sobre os combustíveis fósseis e sobre os mapas do caminho.
Mesmo assim, o governo disse que vai, de forma paralela, criar os dois caminhos para permitir que os trabalhos continuem no próximo ano a partir de algo já pensado e para que o “momentum” criado em Belém não seja perdido.
2 – Aumento do financiamento para a adaptação
O segundo ponto tratado e que teve um desfecho favorável foi o aumento do financiamento para a adaptação, que consiste em prover recursos para os países em desenvolvimento se adaptarem às consequências das mudanças climáticas.
O valor definido foi triplicado e passou a ser de US$ 120 bilhões anuais, porém o ponto negativo foi que para chegar a esse valor anual, o prazo foi estendido de 2030 para 2035, o que gerou um pouco de apreensão pois as consequências já estão sendo sentidas nos dias de hoje, estão aumentando de intensidade e frequência e ficando cada vez mais graves, ou seja, há uma urgência que não foi endereçada.
3 – Menção a afrodescendentes
Outro ponto comemorado foi a inclusão do termo “afrodescendentes” no texto final redigido e aprovado.
O documento passa a reconhecer formalmente a importância das populações de descendência africana na preservação de ecossistemas e no combate às mudanças climáticas.
Esse reconhecimento abre caminho para a elaboração e aprovação de políticas climáticas mais justas e ligadas às realidades dos territórios mais afetados pelas desigualdades estruturais.
4 – Indicadores e adaptação
Outro ponto considerado positivo como resultados da COP30 foi a escolha de indicadores para medir, de forma padronizada, como os países estão se adaptando às mudanças climáticas.
Inicialmente os especialistas elaboraram uma lista com mais de 1000 indicadores, porém com o decorrer das negociações esta lista foi reduzida a aproximadamente 100 e no final foram escolhidos e aprovados 59 indicadores a serem monitorados.
Um ponto negativo é que essa redução foi feita de forma política e alguns deles não são mensuráveis. Outro ponto negativo é que por esse motivo, os países devem revisar essa lista, o que impossibilita o início da monitoração agora.
A expectativa é que até a COP32 na África essa lista esteja finalizada e operacional.
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