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Saiba o que é FAP e o impacto nos custos previdenciários de sua empresa!

segurança no trabalho é essencial para manter colaboradores saudáveis e proporcionar um ambiente laboral seguro e adequado. Mas você sabia que medidas de redução de risco também são importantes para o resultado financeiro da empresa? Compreendendo o que é FAP, você vai descobrir como minimizar as chances de acidentes e gerar retorno financeiro para a sua empresa.

Quer entender como esse índice funciona? Confira o nosso texto e saiba quais são seus impactos na folha de pagamento, além de como desfrutar desses benefícios e impactar positivamente as finanças de sua empresa!

O que é FAP e por que ele é tão importante?

O FAP diz respeito ao Fator Acidentário de Prevenção, que mede o desempenho da empresa em relação à prevenção de acidentes do trabalho, dentro de sua área de atuação. O valor obtido é usado como um multiplicador para definir se a empresa deve pagar mais ou menos sobre a alíquota do RAT (Riscos Ambientais no Trabalho).

Basicamente, a metodologia FAP estabelece que as empresas de maior número de acidentes e de doenças ocupacionais pagam mais. Já as que têm esse número reduzido ganham bônus e descontos. Essa é mais uma comprovação de que a saúde ocupacional também tem impacto financeiro.

O que é RAT?

Anteriormente conhecido como SAT (Seguro Acidente do Trabalho), o RAT nada mais é que uma contribuição previdenciária paga pela empresa, a fim de quitar gastos da Previdência com profissionais que foram vítimas de doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho. Empresas que realizam atividades que representam maior risco à saúde e à integridade física de seus colaboradores contribuem mais.

As empresas devem contribuir com esse valor para financiar os benefícios previdenciários, com uma alíquota que pode ser de 1%, 2% ou 3% sob folha de pagamento, dependendo se o risco é baixo, médio ou alto, respectivamente. Portanto, o FAP é aplicado sobre esse valor.

Dessa forma, a instituição pode ser bonificada com redução de 50% da alíquota ou um aumento de até 100% dela, variando de acordo com o desempenho quanto às medidas preventivas de riscos.

Como o NTEP influencia o FAP?

A sigla NTEP significa Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário. Ele relaciona o Código Internacional de Doenças (CID) com o Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE), estabelecendo uma conexão entre a ocorrência de determinada doença com o tipo de ocupação do trabalhador.

A partir da metodologia NTEP, o INSS passou a conceder benefícios acidentários ainda que a instituição não emitisse a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Além dessa mudança, algumas consequências são aplicadas no FAT e repercutem no RAT.

Por exemplo, o NTEP relaciona a tuberculose a atividades de construção civil. Logo, se um trabalhador dessa área se afasta por conta dessa doença, a Previdência considera uma licença acidentária e não previdenciária.

Assim, os índices de acidente da empresa aumentam, prejudicando o índice de FAP. Consequentemente, ela tem menos redução na alíquota do RAT, podendo inclusive haver um grande aumento. Desse modo, a porcentagem final de contribuição ao INSS se torna maior para a empresa.

Existe ainda o risco de o trabalhador se sentir lesado e instaurar ações indenizatórias contra o empregador, pedindo a reparação de danos estéticos, morais, patrimoniais etc.

Como um FAP alto afeta o financeiro da empresa?

Como as obrigações trabalhistas têm um grande impacto nos cofres da empresa, cumprir com elas pontualmente demanda um alto montante. Para minimizar isso, contar com uma redução nesse valor pode aliviar esse custo.

Os acidentes e doenças de trabalho por si só já são caros para o empregador. Porém, além dos gastos diretos, eles podem aumentar a alíquota do RAT e fazer com que você desembolse o dobro do valor dessa parcela para a previdência.

É de extrema importância investir em ações que minimizem os índices de acidente. Dessa maneira, você reduz os custos, contando com empregados saudáveis, pagando taxas menores e diminuindo o risco de arcar com uma indenização trabalhista.

Quais são os métodos de redução do FAP?

Agora que você já sabe o que é FAP, é necessário utilizar um planejamento estratégico que leve em conta a Segurança do Trabalho, devido ao fato de a metodologia do FAP beneficiar as organizações que têm o menor número de acidentes e benefícios acidentários. Abaixo você confere os principais métodos para reduzir o FAP!

Melhorar a classificação da taxa de Frequência

Um dos aspectos essenciais avaliados pelo Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) para um FAP favorável é a classificação da Taxa de Frequência (TF). Esta é uma estimativa que caracteriza o número de acidentes sobre previsão de acidentes, em milhão, em determinado período, por horas de exposição ao risco.

Ela representa a ineficiência ou empenho em relação à Saúde e Segurança do Trabalho de uma instituição. Quanto maior ele for, maior será o impacto negativo sobre o FAP. Essa avaliação tem que ser consistente e frequente, com máximo acompanhamento e boas metodologias de cálculo.

Dessa forma, é possível verificar a evolução em um certo período e verificar suas principais necessidades.

Invista em consultorias e treinamentos

É primordial reforçar o conhecimento de todos, a fim de fortalecer a participação dos funcionários na proteção contra acidentes. As pessoas precisam estar preparadas para situações de emergência, como incêndios, por exemplo.

Para isso, o ideal é investir em treinamentos especializados, pois é mais simples incorporar o hábito de proteção no ambiente de trabalho, contratando uma empresa de qualidade e que transmita os conhecimentos certos. Assegure que esses procedimentos sejam executados frequentemente, a fim de atualizar e reforçar conceitos.

Promova a conscientização dos trabalhadores

Para reduzir o FAP é essencial a atuação de todos, o que significa que os colaboradores devem passar por um processo de conscientização. Afinal, o cuidado com a segurança é uma responsabilidade de todos. Mostre a importância de seguir boas práticas, como a utilização de EPIs e de outros equipamentos.

Além disso, levante os riscos de comportamentos que não sigam as orientações ou que sejam imprudentes. Estabeleça e estimule programas que visem o “Comportamento Seguro” de forma preventiva.Todo o time se torna consciente da relevância de agir com responsabilidade e atendimento às boas práticas, por meio do conhecimento de especialistas e mesmo com a participação de outros funcionários.

Fale também sobre a relevância de diminuir o FAP. Com menos custos nesse sentido a empresa consegue manter as contas sob equilíbrio e se manter no mercado.

Como o RAT e o FAP impactam no eSocial?

É essencial que o enquadramento da alíquota RAT e FAP seja revisto após a entrada do eSocial, devido ao fato desta informação ser muito importante para validar os dados cadastrais da instituição.

Apesar de a alíquota RAT ter sofrido uma atualização em 2010, recentemente ainda existem empresas que não realizam a verificação da atualização das alíquotas adotadas ao tipo de atividade predominante. E não será possível transmitir o eSocial se isso não for corrigido.

Compreender o que é FAP, assim como as demais questões vinculadas a ele, é fundamental para uma boa gestão dos tributos trabalhistas e previdenciários pagos pela empresa. Esse fator é um incentivo para as instituições se comprometerem com a importância da segurança no trabalho.

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Saiba o que é o monóxido de carbono e quais são os seus riscos

O monóxido de carbono é um gás que está presente no nosso dia a dia, considerado altamente prejudicial à saúde. A substância é mais conhecida por sua fórmula CO e, quando vemos alguma notícia ou reportagem sobre o assunto, rapidamente o associamos a perigo ou intoxicação.

Pensando nisso, que tal entender melhor sobre o monóxido de carbono, sua composição, os perigos que oferece e como se prevenir? Continue a leitura e tenha todas essas informações!

O que é o monóxido de carbono?

O monóxido de carbono é incolor, inodoro, inflamável e tóxico. Sua composição inclui uma molécula de carbono e outra de oxigênio, portanto a fórmula é CO. Ele pode ser liberado para o ambiente de duas maneiras: fontes naturais ou ação humana. A primeira delas abrange as atividades vulcânicas, descargas elétricas ou emissões de gás natural.

Pela ação humana, sua liberação ocorre com combustões de combustíveis fósseis — óleo diesel, lenha, carvão, gasolina, querosene —, sistemas de aquecimento, usinas termelétricas de carvão, queimas de biomassa e tabaco. Além disso, os incêndios liberam toneladas de CO para a atmosfera.

Como o monóxido de carbono age no organismo?

Sabe-se que a hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos, permite o transporte de oxigênio pelo sistema circulatório. No entanto, há uma grande afinidade entre a hemoglobina e o monóxido de carbono.

Por isso, quando se inala o CO, ele é rapidamente absorvido pelos pulmões, ligando-se de maneira estável à hemoglobina e impedindo o transporte de oxigênio para as células. Essa inalação pode trazer efeitos perigosos para a saúde humana, levando inclusive ao óbito.

Em baixa concentração, o CO pode causar enxaquecas, irritação nos olhos, tonturas, fadiga, insônia e até a perda de habilidades físicas. Em alta quantidade, é capaz de levar a perdas de consciência, convulsões e asfixia.

De que forma prevenir uma intoxicação?

Para a proteção quanto ao alto índice de CO, é necessário controlar as fontes de gás que temos em casa ou no trabalho. Algumas sugestões são:

  • garanta que os equipamentos estejam funcionando adequadamente, pois qualquer deslize pode gerar combustão;
  • limpe anualmente as fornalhas, as chaminés e os canos que são passagens de gases produzidos por combustão;
  • nunca esqueça os equipamentos a gás ligados;
  • certifique-se de que os lugares que têm combustão possuam sistemas de exaustão e boa ventilação;
  • de forma alguma queime carvão em espaço fechado;
  • nunca utilize aquecedores ou chuveiros a gás em banheiros sem ventilação;
  • se possível, cultive plantas que purifiquem o ar em sua casa ou no local de trabalho.

Qual é a importância de usar o EPI?

Provavelmente, quem trabalha com segurança do trabalho já ouviu falar em EPI (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamento de Proteção Coletiva).  O uso desses itens só é indicado quando não for possível tomar medidas que eliminem os riscos do ambiente.

Para se proteger do monóxido de carbono, é necessário um Programa de Proteção Respiratória que se dá pelo uso de um EPI: máscaras protetoras ou filtros de oxigênio. Tais equipamentos são essenciais para que o trabalhador fique protegido do CO e não inale o gás.

Além disso, é importante orientar e treinar o funcionário sobre o uso adequado de tais equipamentos, como guardá-los e conservá-los. Caso o material sofra algum dano, é preciso substituí-lo imediatamente, portanto deve haver uma manutenção frequente dos equipamentos de proteção.

O EPI deve ser utilizado somente para a finalidade à qual se destina. Trata-se de uma obrigação que protege o trabalhador de acidentes e assegura ao empregador o cumprimento dos deveres quanto à segurança do funcionário.

Como vimos, o monóxido de carbono é nocivo à saúde, porém você pode se prevenir tanto no âmbito doméstico quanto no ambiente profissional. Para isso, é preciso tomar alguns cuidados e obter as informações necessárias para garantir a sua proteção e a das pessoas que frequentam o mesmo ambiente.

E então? Notou como é importante ter cuidado quando o assunto é o monóxido de carbono? Se você quiser saber mais sobre proteção e segurança do trabalho, descubra qual é a diferença entre EPI e EPC!

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Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O que é e qual sua função?

A Lei Federal Nº 6.496/77 definiu que todo contrato para efetivação de obra ou para prestação de serviço em Agronomia e Engenharia deve ter a emissão de um documento chamado Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A ART também é exigida para o desempenho de funções que demandam a habilitação em conselho e conhecimento técnico das profissões do Sistema CONFEA/CREA.

A Anotação de Responsabilidade Técnica é de grande importância para profissionais, empresas e clientes, sendo importante para a legalidade e segurança das operações. Preparamos este conteúdo especial sobre a ART, para mostrar os pontos mais importantes associados ao documento. Ficou interessado? Veja mais!

O que é a Anotação de Responsabilidade Técnica?

A ART é um documento que define quem são os responsáveis técnicos por uma atividade desenvolvida no campo de profissões do Sistema CONFEA/CREA (formado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e os respectivos conselhos regionais das mesmas áreas).

A Resolução 1.025 de 2009 determina que qualquer empreendimento realizado nas áreas de  Engenharia, Geologia, Geografia, Agronomia ou Meteorologia deve ser registrado em ART. Importante lembrar que essa legislação foi atualizada pela Resolução 1.092 de 2017, modificando a formatação e notação da ART e incluindo novas normativas.

Qual o objetivo da ART?

A ART tem o objetivo de ser um item para segurança da sociedade. Isso porque o documento notifica que os serviços e obras feitos em Engenharia são realizados por profissionais credenciados e habilitados para a tarefa.

A Anotação de Responsabilidade Técnica é um recurso para oferecer segurança jurídica para a contratante (seja ela pessoa física ou jurídica), porque a ART identifica os responsáveis pelo trabalho. Qualquer problema com o empreendimento pode gerar a penalização dos engenheiros responsáveis.

A ART atesta a legitimidade da obra e a capacidade técnica do profissional, além de garantir a autoria do projeto para o engenheiro. Isso é especialmente importante para a legalização do empreendimento e para a montagem de portfólio pelo profissional.

Esse documento também é utilizado como comprovação das capacidades técnicas de engenheiros e organizações que desejam concorrer em licitações públicas. Além disso, é uma importante forma de minimizar riscos.

Quais são os tipos de ART?

A Anotação de Responsabilidade Técnica pode ser de três tipos. A ART de obra ou serviço se refere ao documento para serviços realizados pelos profissionais credenciados pelo Sistema CONFEA/CREA.

A ART múltipla (também chamada de ART de obra ou de serviço de rotina) envolve diversos contratos associados à execução de empreendimentos ou prestação de serviços em um tempo definido. Por último, mencionamos a ART de função ou cargo, que se refere ao vínculo entre o profissional credenciado e a empresa para a efetivação das tarefas do cargo ou da função técnica.

Como a ART deve ser preenchida?

A Anotação de Responsabilidade Técnica é preenchida pelo profissional técnico responsável. Para isso, ele tem que estar com o cadastro regularizado junto ao CREA. Atualmente, todo o preenchimento é feito pela internet, pelo portal do conselho do estado.

Acesse o ambiente do profissional e selecione o item ART, seguindo para o preenchimento de Anotação de Responsabilidade Técnica. Indique qual é o tipo de documento e aponte a forma de registro. Em seguida, preencha a parte de dados e observe se há restrições para o projeto. Responda o campo de ações institucionais, que indica quando a empresa tem convênio com o CREA.

Prossiga para o item de atividades prestadas e tenha bastante atenção nessa parte. Mas lembre-se que caso houver alguma falha, é possível corrigi-la posteriormente. Indique as informações de contrato e anexe os arquivos referentes ao empreendimento a ser realizado.

A ART é muito importante para o profissional e para a regulamentação dos procedimentos de engenharia. Com ela, as entidades governamentais podem fazer um acompanhamento estatístico das ações realizadas nas áreas ligadas ao Sistema CONFEA/CREA. Não preencher esse registro pode gerar multas e embargo.

Apresentamos a Anotação de Responsabilidade Técnica e mostramos uma série de aspectos sobre ela, como as legislações que a embasam, objetivos, modalidades e a forma de emiti-la. Você pôde perceber o quanto esse documento é essencial para colaboradores e empresas envolvidas com engenharia.

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Entenda o que é a NR 13 e os seus principais tópicos

Quem trabalha com saúde ocupacional e segurança do trabalho precisa estar sempre atento às normas regulamentadoras para garantir o bem-estar dos funcionários, informar a equipe sobre riscos e preparar a empresa para a execução adequada das suas atividades. Nesse contexto, fica a pergunta: você sabe o que é a NR 13?

Ela dispõe sobre caldeiras e vasos de pressão, equipamentos de alta complexidade e que requerem atenção especial onde são utilizados — metalúrgicas, indústria têxtil, farmacêutica e frigoríficos, por exemplo.

Siga na leitura para entender o que é a NR 13 e conferir 6 dos seus principais pontos. As informações são úteis para promover a segurança do trabalho e a saúde ocupacional a favor da equipe e da sua empresa. Confira!

Campo de aplicação

Essa seção cita em que equipamentos incidem as disposições da norma regulamentadora em questão. Em resumo, refervedores e similares não entram no campo de aplicação, assim como vasos de pressão para ocupação humana, dutos e seus componentes, fornos e serpentinas para troca térmica, entre outros. A relação completa dos equipamentos que não entram nesse campo de aplicação encontra-se no item 13.2.2 da referida norma.

A NR 13 abrange, por exemplo, recipientes móveis e vasos de pressão cujo produto PxV seja superior a 8,  onde P é a pressão máxima de operação em kPa, em módulo, e V o seu volume interno em m³, além de caldeiras e “equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia”.

Caldeiras

Elas são divididas em categoria A e B, variando conforme a pressão de operação e o volume interno. A NR 13 prevê os itens necessários às caldeiras: válvula de segurança, instrumento indicativo do vapor acumulado, sistema de controle automático do nível da água que evite superaquecimento, entre outros.

A seção fala de fixar a caldeira ao seu corpo, detalha sua documentação e menciona a necessidade de colocar uma placa no local com informações sobre capacidade de produção de vapor e pressão máxima de trabalho admissível. Se inadequada para uso, o registro de segurança da máquina deve conter esse dado e ter encerramento formal.

Vasos de pressão

“São equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa, diferente da atmosférica”. A classificação deles varia conforme o potencial de risco e a classe do fluido — os inflamáveis, por exemplo, pertencem à classe A, e os gases asfixiantes à classe C.

A seção também fala sobre itens imprescindíveis aos vasos de pressão, sua documentação e placa de identificação. Em 2018, foi incluída no texto normativo uma disposição sobre a elaboração de um plano de ação para o equipamento ser inspecionado extraordinariamente.

Tubulações

Entender o que é a NR 13 ajuda no cumprimento da lei pela empresa, responsável por elaborar programas e planos de inspeção das tubulações levando em conta: pressão e temperatura de trabalho, fluidos transportados e consequências aos trabalhadores se o sistema tiver falhas.

Dispositivos de segurança e indicadores de pressão são imprescindíveis nesse sistema, ficando a documentação disponível para fiscalização do Ministério do Trabalho. Ainda, operadores, sindicatos e membros da CIPA devem ter acesso à documentação, pois essa é uma forma de unir todos em uma cultura sólida de prevenção a acidentes.

Tanques metálicos de armazenamento

A empresa deve ter um plano de inspeção desse equipamento. Fica clara a importância de entender o que é a NR 13 quando vemos que ela dispõe sobre a segurança na operação de tanques, falando sobre instrumentação de controle, identificação padronizada pelo empregador e inspeção conforme as diretrizes da ABNT NBR 17505­-2.

A inspeção extraordinária, por exemplo, tem lugar quando o local de instalação for alterado e “sempre que o tanque for danificado por acidente ou outra ocorrência” capaz de colocar a equipe em risco.

Capacitação

Segundo a norma regulamentadora em questão, “o pré­-requisito mínimo para participação como aluno, no Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras, é o atestado de conclusão do ensino médio”. Há previsão de horas mínimas e currículo mínimo de formação, tudo na tentativa de eliminar acidentes no ambiente laboral.

Entender o que é a NR 13 e suas disposições ajuda a empresa a evitar acidentes e diminui as taxas de absenteísmo por afastamentos e licenças médicas, além de melhorar o clima organizacional e promover o engajamento da equipe. Destaca-se que a atuação empresarial fica mais fácil e o trabalho mais fluido quando você tem uma consultoria técnica especializada.

Confira nosso post sobre os benefícios de contar com uma terceirizada na implementação das políticas de segurança.

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O que são as linhas de vida, quando falamos em segurança do trabalho?

Toda atividade laboral que envolva algum tipo de risco para a vida humana deve ser feita com o uso de equipamentos que protejam os trabalhadores de eventuais acidentes. Isso não é diferente com os trabalhos feitos em altura, já que existe a possibilidade de quedas que podem resultar em fraturas graves ou até mesmo serem fatais.

Para essas atividades é necessário utilizar as linhas de vida, que são equipamentos que fazem a segurança em determinadas alturas. Neste texto explicaremos mais sobre esse conceito, mostrando como é importante para a segurança do trabalho. Vamos lá!

O que são as linhas de vida e qual a sua importância?

A linha da vida consiste em cabos de aço ou fitas conectados ao cinto do trabalhador e à ancoragem. Ela é importante para que a pessoa que trabalha em altura possa executar suas tarefas diminuindo muito o risco de sofrer um acidente.

Esse é um sistema de proteção contra quedas que deve ser instalado por profissionais habilitados. O ponto de ancoragem deve receber atenção especial, pois é onde a linha é fixada. Os funcionários são ancorados pela corda ou cabo que, por sua vez, é ancorado pelo edifício ou estrutura.

NR 35 é uma normativa estabelecida pelo Ministério do Trabalho para regulamentar os trabalhos em altura. Segundo essa norma, os sistemas de ancoragem podem fazer a retenção da queda, a restrição da movimentação, o posicionamento no trabalho e, ainda, o acesso por corda.

O ponto de ancoragem pode ser feito diretamente na estrutura, em uma estrutura integrante ou no dispositivo de ancoragem. Esse sistema deve ser inspecionado com frequência e deve respeitar as orientações do fabricante.

Para quais trabalhos esse equipamento é importante?

Todas as atividades realizadas a mais de dois metros do chão fazem necessário o uso das linhas de vida. Um exemplo disso são os trabalhos realizados em cima de telhados ou coberturas de casas, como manutenção, limpeza, troca de telhas, reparos e até mesmo instalação de energia solar.

Trabalhos feitos sobre andaimes, como construções de prédios ou limpezas de janelas de edifícios, também são bastante arriscados e pedem que os funcionários estejam devidamente equipados. O uso das linhas é indicado também para atividades mineradoras e carga e descarga de caminhão.

Quais são os tipos de linhas existentes?

As linhas de vida podem ser móveis, fixas, verticais ou horizontais. As linhas móveis, sejam verticais ou horizontais, são caracterizadas pelo fato de que podem ser montadas e desmontadas durante o período de trabalho, permitindo que o equipamento seja utilizado e reutilizado em diferentes tarefas desempenhadas pelos colaboradores.

Já as linhas fixas, que também podem ter orientação vertical ou horizontal, passam todo o período presas a uma estação de trabalho. Nos dois casos, os equipamentos devem estar integrados a dispositivos que previnem acidentes, sendo eles os bloqueadores automáticos, os mosquetões, as cintas e as cordas.

Quando a linha for usada na posição vertical, a carga que ela aguenta será maior devido à ação da gravidade. Por isso, tornam-se necessárias algumas soluções de melhor fixação, como cabo de aço galvanizado ou inox, calha de alumínio ou inox galvanizado, cabo sintético ou calha/carril de alumínio, inox ou galvanizado.

Agora você já sabe o que são as linhas de vida e como elas são importantes para garantir a segurança de trabalhadores que desempenham atividades em altura. Lembre-se de que todo o equipamento e a instalação devem estar em conformidade com a NR 35.

Quais são os fatores para instalar a linha da vida?

O número de atividades realizadas em locais altos está cada vez maior. Afinal, as mudanças na tecnologia construtiva pedem que o trabalhador se adapte às condições difíceis e, por isso, resolva problemas com técnicas e estratégias que exigem equipamentos específicos para a própria segurança.

Para instalar a linha de vida são necessários cuidados que evitarão problemas futuros, assim, alguns aspectos não devem ser negligenciados. Confira!

Tenha responsabilidade

A legislação determina que a empresa, independente do porte, seja pequena, média ou grande, é responsável por todas as medidas e ações necessárias para proteger a integridade física do trabalhador. Dessa forma, uma das primeiras ações a serem tomadas é a APR, ou seja, Análise Preliminar de Risco para cada etapa do processo.

Além disso, como uma medida responsável, todas as possibilidades de risco devem ser informadas aos trabalhadores e descritas por uma autoridade no ramo, como um engenheiro ou algum encarregado habilitado na área de segurança do trabalho.

Por fim, a PT, Permissão de Trabalho, deve ficar disponível no local de realização das obras. Dessa maneira, o trabalhador ao conhecer seus riscos, terá consciência de quais medidas tomar para a própria segurança, adotando as estratégias preventivas necessárias.

Invista em treinamentos

É imprescindível que o trabalhador seja capacitado e autorizado para executar as atividades. Porém, a empresa precisa promover um treinamento para que o profissional revise ou aprenda os cuidados referentes àquela atividade que executará.

Com a capacitação, algumas questões particulares àquela situação poderão ser levantadas, como a conscientização, a sensibilização, a consciência e conhecimento do local de trabalho. O treinamento deve ser ministrado por instrutores competentes no assunto e profissionais da segurança do trabalho.

Por fim, deverá ser entregue ao trabalhador cursante um certificado que comprove a participação no treinamento, contendo nome, data, conteúdo programático, carga horária, localização do treinamento e empresa responsável.

Como se faz o cálculo de uma linha de vida?

As quedas causadas pela altura que o trabalhador se encontra ao realizar determinados trabalhos como, por exemplo, pintura, instalação, troca de janelas, entre outros, é uma das maiores causas de acidentes na área de construção civil.

Por esse motivo, um dos principais equipamentos utilizados contra quedas é a linha da vida. Alguns de seus componentes são:

  • absorvedor de energia: dispositivo para amenizar as forças envolvidas na queda;
  • dispositivo de posicionamento: cinturão abdominal que permite que o trabalhador fique com as duas mãos livres;
  • talabarte: sistema de conexão que sustenta, posiciona ou limita o trabalhador;
  • argola D: é o material que faz a conexão entre o cinturão e o talabarte;
  • mosquetão: anel metálico que permite a passagem do cabo de aço;
  • dispositivo de ancoragem: ponto de conexão seguro dos dispositivos de segurança para suportar a carga do trabalhador.

Esses são os principais componentes que compõem o sistema de proteção contra quedas, porém existem outros que também fazem parte da montagem. Para calcular a linha de vida é preciso estimar o valor da queda livre, ou seja, analisar a distância entre o ponto que o trabalhador começa a cair até o momento em que se inicia a retenção da queda.

Outro ponto importante é a ancoragem, isto é, a sustentação da queda. Ela serve para conectar a linha de vida ao sistema de resgate e acesso. Para ser eficaz e proteger a queda, o ponto de ancoragem vai precisar resistir no mínimo 2.200 kg por trabalhador conectado. Já se o sistema for de restrição de quedas será necessário no mínimo 450 kg.

Como fazer a revisão do material?

A revisão da linha de vida é extremamente importante. Esse processo deve ser realizado de forma constante por profissionais especializados e precisa ser documentado.

A priori, durante a instalação, deve ser feita uma inspeção inicial, ou seja, o profissional observará se a instalação do equipamento foi feita de acordo com o projeto e se é realmente adequada para aquela tarefa. Além disso, é imprescindível que tenha uma revisão de rotina. Essa será feita pelo próprio usuário antes da utilização.

Deve ser registrada uma revisão periódica a qual é obrigatória em um período máximo de 12 meses. Assim, o profissional legalmente habilitado verificará se o material ainda está em boas condições e se apresenta algum risco de uso. Só serão liberados aqueles com boa condição de solda, sem corrosão e sem desgaste nas conexões.

segurança no trabalho, portanto, deve ser prioridade. Todos esses aspectos e cuidados referentes às linhas de vida são muito importantes e devem ser priorizados, para que o trabalho seja realizado com o máximo de segurança e, dessa forma, os riscos se transformem em saúde ocupacional.

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NR 19 – Explosivos: o que é e a quais empresas ela se aplica?

Explosivos são materiais bastante perigosos, que oferecem riscos tanto a quem os manipula quanto às pessoas e às edificações do entorno. Porém, algumas organizações precisam utilizar esse tipo de material em suas atividades, sendo necessário ter cuidado no momento de armazená-lo e manuseá-lo para evitar acidentes.

É aí que entra a NR 19. Trata-se de uma Norma Regulamentadora relativa ao uso desse material, mas também é responsável por gerar alguns questionamentos importantes, que devem ser respondidos para garantir a segurança nas atividades de empresas que lidam com explosivos.

Leia o conteúdo a seguir e esclareça suas principais questões sobre a NR 19 agora mesmo.

Quais materiais são considerados explosivos?

Segundo a NR 19, considera-se explosivo material ou substância que, quando iniciada, sofre decomposição muito rápida em produtos mais estáveis, com grande liberação de calor e desenvolvimento súbito de pressão.

Quais cuidados são necessários na hora de manusear explosivos?

A NR 19 fornece algumas diretrizes específicas para manusear esse tipo de material — tanto no momento de fabricação quanto no armazenamento, no transporte e na utilização para alguma finalidade dentro da empresa.

Segundo essa diretriz, a fabricação de explosivos só é permitida para empresas autorizadas, em locais isolados e com a presença de no máximo quatro trabalhadores. A armazenagem e o transporte devem ocorrer em local adequado, tomando-se os devidos cuidados para que não ocorram acidentes, segundo as diretrizes da Norma.

Para manusear os explosivos, é importante reduzir ao mínimo a quantidade de trabalhadores envolvidos na realização da atividade e os materiais, utilizando apenas o que for realmente necessário.

Os colaboradores precisam ser treinados para lidar com os produtos e é fundamental contar com um supervisor no momento do trabalho. Além disso, o calçado deve ser apropriado à atividade e estar completamente limpo, livre de areia, terra ou outros itens semelhantes.

Quais são as proibições da NR 19?

Segundo a NR 19, é proibido fumar ou utilizar qualquer tipo de equipamento que gere faíscas na hora de manusear o explosivo, sem contar que os trabalhadores não devem usar peças de vestuário que tenham metais. Todas as ferramentas precisam ser compostas por aço inoxidável ou outro material que dificulte a explosão, sendo proibido também o uso de qualquer fonte de ignição nesse momento.

Quais empresas precisam se adequar à NR 19?

Todas as empresas que lidam com materiais explosivos de alguma forma devem estar atentas e se adequar às diretrizes da NR 19. Elas podem ser responsáveis por alguma das etapas de fabricação dos explosivos, pelo transporte ou armazenamento desse tipo de material e até pela comercialização.

Também estão incluídas as companhias que utilizam os explosivos em suas atividades. É o caso, por exemplo, das mineradoras ou empresas de construção civil que precisam demolir alguma edificação. Vale lembrar que fogos de artifício também pertencem ao conjunto de materiais explosivos, portanto as empresas que lidam com esse produto devem se adequar.

Os explosivos são materiais extremamente perigosos, porém necessários para a realização de algumas atividades dentro das organizações. Sendo assim, é essencial que você esteja atento às diretrizes da NR 19 e conte com colaboradores devidamente capacitados para evitar acidentes e garantir a segurança em suas atividades.

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Segurança do trabalho e qualidade de vida: como elas se relacionam?

Garantir a segurança dos seus colaboradores é uma questão crucial para a sua empresa. A adoção de medidas de segurança ajuda a reduzir os riscos à integridade física e psicológica de cada membro da equipe, o que pode trazer uma série de benefícios não só para o trabalhador, mas também para a empresa como um todo.

Os programas de Saúde e Segurança do Trabalho podem ajudar no aumento da motivação do time, na diminuição do número de acidentes e, inclusive, na elevação das receitas do negócio. Além disso, os resultados podem ser potencializados e impactarem, de forma positiva, tanto a vida profissional quanto a saúde e o bem-estar fora dos colaboradores fora da empresa.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura e tire as suas principais dúvidas sobre segurança do trabalho e qualidade de vida!

Qual o impacto da segurança do trabalho na qualidade de vida? 

O principal objetivo dos processos de segurança do trabalho, como o próprio nome ajuda a inferir, é proteger o colaborador durante a realização das suas atividades no trabalho. Não é só! Existe uma forte correlação entre segurança ocupacional e qualidade de vida, como demonstra a pesquisa  realizada em um canteiro de obras na cidade de Fortaleza (CE).

Além disso, os riscos de óbitos, desenvolvimento de doenças infecciosas e acidentes de trabalho aumentam consideravelmente em ambientes insalubres e sem sinalização. O mesmo vale para a não utilização dos Equipamentos de Proteção Individual  (EPIs) nas mais diversas atividades. Conforme demonstra o Relatório da Organização Internacional do Trabalho, esses agravos estão diretamente relacionados à qualidade de vida de uma pessoa tanto dentro quanto fora da empresa.

Além disso, o conceito de qualidade de vida vai além da integridade física, já que a falta de segurança pode impactar também o lado emocional do colaborador. Estresse, altos níveis de pressão e riscos de acidentes são potenciais desencadeadores de desordens psicológicas. Vale ressaltar que, atualmente, os transtornos mentais ocupam posição de destaque entre as causas de afastamento do trabalho.

Um ambiente seguro eleva a tranquilidade dos colaboradores durante a execução das tarefas, o que ajuda a prevenir a ansiedade e outros transtornos psíquicos. Lembre-se que para promover a qualidade de vida não basta implementar uma política de segurança. É necessário avaliar os processos realizados e a forma como os resultados estão sendo cobrados dos colaboradores e, se necessário, modificá-los. Assim, a sobrecarga e o estresse podem ser reduzidos.

A qualidade de vida influencia a segurança do trabalho?

Se a segurança do trabalho pode aumentar a qualidade de vida, o contrário também é verdadeiro. Afinal, um colaborador saudável, com poucas preocupações, dentro e fora do ambiente de trabalho, que realiza atividades físicas e aproveita uma boa noite de sono, torna-se mais atento, consciente e engajado nas suas atividades profissionais.

Como você viu, segurança do trabalho e qualidade de vida são conceitos intimamente relacionados. Oferecer melhores condições aos colaboradores significa ajudar na prevenção de acidentes e reduzir doenças ocupacionais dentro da organização. Ademais, é sempre bom recordar que construir um ambiente seguro e desenvolver procedimentos saudáveis é uma responsabilidade compartilhada entre empregados e empregadores.

Tem mais! Quando o assunto é segurança do trabalho e qualidade de vida não podemos esquecer das novas tecnologias. A inteligência artificial, por exemplo está se tornando uma grande aliada das empresas nesse ponto.

Quer saber mais sobre a relação entre o uso da tecnologia e a segurança do trabalho? Leia nosso próximo artigo e descubra!

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Nova NR 01: confira 3 pontos que mudaram

No ano de 2019, o Governo Federal iniciou uma série de revisões e atualizações em relação às Normas Regulamentadoras — famosas NRs. Umas das que foi modificada na primeira leva foi a NR 01, que traz disposições gerais sobre as demais normas que a seguem.

Portanto, é essa norma que dá as principais diretrizes de saúde e segurança do trabalho e ainda esclarece pontos centrais para a compreensão das outras 36 NRs existentes. Dessa forma, entender quais foram as alterações é essencial para garantir que você cumpra com todas as exigências da melhor maneira possível dentro da sua empresa e esteja atualizado quanto a essas questões..

Quer saber mais sobre alguns dos principais pontos que mudaram na NR 01? Então continue a leitura e descubra!

1. Aproveitamento de treinamentos

Uma das principais mudanças da NR 01 foi a questão do treinamento, tanto para função que será executada quanto em relação à saúde e segurança do trabalho. Antes, era necessário que o colaborador passasse por esse tipo de treinamento todas as vezes que mudasse de função, assim como quando fosse admitido pela empresa.

Com a mudança na NR 01, os treinamentos podem ser aproveitados. Isso pode ser feito tanto de forma parcial quanto integral, o que significa que, se o trabalhador for submetido a algum treinamento desse tipo ao longo da carreira, pode continuar utilizando o certificado como comprovação da capacitação até que ele perca a validade, sem necessidade de novos treinamentos quando mudar de função ou entrar em uma nova organização.

2. Introdução do conceito de ato faltoso

Consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) o conceito de ato faltoso, situação na qual o trabalhador se recusa, sem nenhuma justificativa, a cumprir com as exigências relacionadas à saúde e/ou a segurança do trabalho. Nesse caso, o empregador tem o direito de aplicar punições.

Portanto, quando o trabalhador se recusa a utilizar o EPI, não apresenta atestado de saúde ou se recusa a adotar atitudes relacionadas à segurança do trabalho, ele pode ser responsabilizado pela organização.

3. Digitalização de documentos

O mundo está cada vez mais digital e, de forma coerente a isso, a NR 01 traz a possibilidade de arquivar todos os documentos relacionados à saúde e segurança do trabalho nesse tipo de ambiente e nesse formato. Isso significa que não é mais necessário que você tenha um arquivo físico de grandes proporções para guardar esses documentos.

Nesse aspecto, é importante ficar atento à necessidade de comprovação de autenticidade, mesmo em meio digital. Isso significa que você pode arquivar dessa forma, mas precisa sempre garantir que o documento é original e válido legalmente.

As modificações nas NRs estão sendo realizadas como uma forma de adequá-las à realidade do trabalho. Se, por um lado, trazem praticidade e reduzem a burocracia para as empresas, ainda há uma polêmica relacionada à abertura que elas dão em relação à segurança do trabalho, abrindo mão da proteção dos trabalhadores. Portanto, é necessário avaliar todas as mudanças com cuidado, tanto na NR 01 quanto nas demais normas, de forma a garantir sempre e, além disso,  priorizar a saúde e segurança do seu time.

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Saiba o que é a NR 08 e porque você deve se atentar a ela

A poluição sonora não afeta apenas a audição de quem está submetido a ela. Altos índices de exposição a sons mais altos que o recomendado, principalmente quando isso é uma prática recorrente e diária — como no caso de quem mora em grandes centros urbanos — pode trazer alterações hormonais, nervosas e, até mesmo, despertar sintomas no sistema cardiorrespiratório ou de depressão e ansiedade.

A NR 08 é uma norma que pode auxiliar nesse sentido. Ela trata sobre as principais regulamentações em relação às edificações do local do trabalho. Quer saber mais sobre a NR 08 e sua relação com a poluição sonora característica dos grandes centros urbanos? Então continue a leitura e descubra!

O que é a NR 08?

A NR 08 estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. Ela traz uma série de exigências relacionadas ao ambiente de trabalho, de forma a garantir a saúde e a segurança dos colaboradores. Nessa norma você encontra diretrizes em relação às janelas, pé direito do local, piso, circulação entre tantas outras variáveis que devem ser observadas no local de trabalho.

Os dois principais tópicos dessa norma são:

Circulação

Esse tópico traz diretrizes relacionadas à circulação de pessoas e objetos no ambiente de trabalho. Nesse aspecto, os pisos devem ser sempre nivelados, sem saliências ou depressões. As escadas, rampas e pisos precisam ser resistentes e, sempre que houver aberturas, elas precisam estar protegidas para evitar a queda de pessoas e objetos.

No caso de pisos escorregadios, deve ser instalados materiais antiderrapantes. Eles também precisam ser resistentes de forma a suportar o peso de pessoas e objetos que transitam pelo local.

Proteção contra intempéries

O local de trabalho deve ser protegido contra chuva, iluminação solar excessiva e umidade. Contudo, também é preciso ficar atento para que não haja falta de iluminação solar durante o dia no local.

Além disso, segundo esse tópico da NR 08, é preciso seguir normas para garantir que o local esteja protegido de incêndios, assim como garantir o isolamento térmico e acústico do ambiente organizacional.

Qual a relação da NR 08 com a poluição sonora?

Quando se fala em grandes centros urbanos, a poluição sonora é uma constante. Barulho de trânsito, pessoas falando, músicas na rua, entre tantos outros estímulos podem fazer com que os seus colaboradores sofram, prejudicando a saúde e, inclusive, a produtividade do time.

Isso não é uma exclusividade das grandes cidades, apesar de ser mais comum nesses ambientes. Além disso, pode ser que a sua empresa esteja produzindo ruídos, aumentando a poluição sonora do local onde ela está situada e prejudicando toda a população do entorno.

A melhor forma de combater esse tipo de problema é, exatamente, planejando um ambiente que isole esses sons da rua ou de outros locais da edificação. Isso vai garantir um ambiente organizacional adequado para a realização das atividades, assegurando também o isolamento dos ruídos produzidos pela empresa para as pessoas ao redor.

Qual a relação da NR 08 com a NBR 10151?

Existe uma norma, criada pela ABNT, que orienta de forma técnica sobre os ruídos nos centros urbanos. É a NBR 10151. Nela estão descritos os limites de ruídos permitidos nesses locais e formas de medição, além de equipamentos que podem ser utilizados para neutralizá-los.

Dessa forma, ela se relaciona com a NR 08 uma vez que é possível que você planeje o ambiente da sua empresa de acordo com os limites de segurança estabelecidos por essa norma, garantindo que os seus colaboradores não serão prejudicados devido à exposição a ruídos acima dos valores limites. Com isso, não apenas a equipe ganha, mas a empresa como um todo, uma vez que passa a contar com colaboradores mais saudáveis e produtivos.

Prestar atenção às normas regulamentadoras é fundamental para garantir a saúde e segurança dentro da empresa. Entre elas, está a NR 08, que trata sobre as diretrizes para as edificações. Nesse post falamos um pouco mais sobre a proteção ao ruído. Isso impacta, inclusive, o ambiente no entorno, garantindo a proteção e o conforto de quem está dentro e fora da empresa.

Se você gostou deste texto, saiba também sobre como reduzir os impactos da sua indústria no meio ambiente!

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O que é FISPQ e por que sua empresa precisa dela?

Quase todas as empresas precisam lidar com produtos químicos nas suas atividades diárias. Isso pode ocorrer no momento da confecção dos produtos, para garantir o bom funcionamento das máquinas e, até mesmo, no momento da limpeza.

Esses produtos trazem riscos para os colaboradores que entram em contato direto com eles. Pensando na proteção e segurança dentro do ambiente organizacional, foram criadas normas que regulamentam o uso de produtos químicos dentro da empresa, o que inclui a FISPQ.

Quer saber o que é FISPQ? Então continue a leitura e entenda mais sobre esse documento!

O que é FISPQ?

FISPQ é a sigla para Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos e consiste em um documento no qual constam detalhes sobre os elementos químicos contidos em determinado produto e cuidados que devem ser tomados na hora do uso. Nela é descrita a composição do produto, informações sobre saúde e meio ambiente, recomendações de uso e equipamentos de segurança que precisam ser utilizados para manipular determinado produto.

Ela é composta por 16 seções. São elas:

  1. identificação do produto e da empresa;
  2. identificação de perigos;
  3. composição e informações sobre os ingredientes;
  4. medidas de primeiros-socorros;
  5. medidas de combate a incêndio;
  6. medidas de controle para derramamento ou vazamento;
  7. manuseio e armazenamento;
  8. controle de exposição e proteção individual;
  9. propriedades físicas e químicas;
  10. estabilidade e reatividade;
  11. informações toxicológicas;
  12. informações ecológicas;
  13. considerações sobre tratamento e disposição;
  14. informações sobre transporte;
  15. regulamentações;
  16. outras informações.

Como ela é regulamentada?

A FISPQ é regulamentada pela NBR 14.725-4, norma da ABNT. Nesse documento está descrito o objetivo da FISPQ, instruções sobre as informações que devem ser incorporadas ao documento e, até mesmo, como construí-lo.

Quem precisa elaborar esse documento?

A FISPQ deve ser elaborada por todas as empresas que fabricam produtos químicos, assim como por quem importa para comercializar. No caso das empresas que adquirem esses produtos para serem utilizados no ambiente interno, como no caso de produtos de limpeza, é essencial que o empregador consulte a FISPQ de cada um deles e tome todas as medidas necessárias para proteger os colaboradores.

Qual a importância da FISPQ para a segurança do trabalho?

A FISPQ é extremamente importante para manter a segurança do trabalho. Isso porque são poucas as empresas que não utilizam produtos químicos nas suas atividades diárias. Dessa forma, é preciso estar atento à composição de cada um deles e à forma adequada de utilização para orientar e proteger os colaboradores no momento do uso.

Com essas medidas, você é capaz de prevenir doenças ocupacionais geradas pelo manuseio de produtos químicos de forma inadequada. Além disso, pode evitar problemas ainda mais sérios, como doenças degenerativas e, até mesmo, morte de trabalhadores devido ao contato com esse tipo de produto.

Contudo, a importância dessa ficha não para por aí. As empresas que a utilizam podem reduzir uma série de custos com multas e afastamento de trabalhadores, por exemplo. Também é possível preservar o meio ambiente no qual a empresa está inserida ao utilizar corretamente a FISPQ.

Estar atento às normas de saúde e segurança do trabalho, assim como documentações previstas por elas, é essencial para que as atividades da sua empresa sejam realizadas sem colocar a integridade física dos trabalhadores em risco. Agora que você já sabe o que é FISPQ, para que serve e a importância dessa ficha, consulte em cada um dos produtos químicos utilizados na sua empresa e tome as medidas adequadas para proteger o seu time.

Além de conhecer a FISPQ, é preciso estar atento ao que prevê a NR 25 sobre resíduos industriais. Não deixe de ler também esse post!

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