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Segurança do trabalho

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O que são as linhas de vida, quando falamos em segurança do trabalho?

Toda atividade laboral que envolva algum tipo de risco para a vida humana deve ser feita com o uso de equipamentos que protejam os trabalhadores de eventuais acidentes. Isso não é diferente com os trabalhos feitos em altura, já que existe a possibilidade de quedas que podem resultar em fraturas graves ou até mesmo serem fatais.

Para essas atividades é necessário utilizar as linhas de vida, que são equipamentos que fazem a segurança em determinadas alturas. Neste texto explicaremos mais sobre esse conceito, mostrando como é importante para a segurança do trabalho. Vamos lá!

O que são as linhas de vida e qual a sua importância?

A linha da vida consiste em cabos de aço ou fitas conectados ao cinto do trabalhador e à ancoragem. Ela é importante para que a pessoa que trabalha em altura possa executar suas tarefas diminuindo muito o risco de sofrer um acidente.

Esse é um sistema de proteção contra quedas que deve ser instalado por profissionais habilitados. O ponto de ancoragem deve receber atenção especial, pois é onde a linha é fixada. Os funcionários são ancorados pela corda ou cabo que, por sua vez, é ancorado pelo edifício ou estrutura.

NR 35 é uma normativa estabelecida pelo Ministério do Trabalho para regulamentar os trabalhos em altura. Segundo essa norma, os sistemas de ancoragem podem fazer a retenção da queda, a restrição da movimentação, o posicionamento no trabalho e, ainda, o acesso por corda.

O ponto de ancoragem pode ser feito diretamente na estrutura, em uma estrutura integrante ou no dispositivo de ancoragem. Esse sistema deve ser inspecionado com frequência e deve respeitar as orientações do fabricante.

Para quais trabalhos esse equipamento é importante?

Todas as atividades realizadas a mais de dois metros do chão fazem necessário o uso das linhas de vida. Um exemplo disso são os trabalhos realizados em cima de telhados ou coberturas de casas, como manutenção, limpeza, troca de telhas, reparos e até mesmo instalação de energia solar.

Trabalhos feitos sobre andaimes, como construções de prédios ou limpezas de janelas de edifícios, também são bastante arriscados e pedem que os funcionários estejam devidamente equipados. O uso das linhas é indicado também para atividades mineradoras e carga e descarga de caminhão.

Quais são os tipos de linhas existentes?

As linhas de vida podem ser móveis, fixas, verticais ou horizontais. As linhas móveis, sejam verticais ou horizontais, são caracterizadas pelo fato de que podem ser montadas e desmontadas durante o período de trabalho, permitindo que o equipamento seja utilizado e reutilizado em diferentes tarefas desempenhadas pelos colaboradores.

Já as linhas fixas, que também podem ter orientação vertical ou horizontal, passam todo o período presas a uma estação de trabalho. Nos dois casos, os equipamentos devem estar integrados a dispositivos que previnem acidentes, sendo eles os bloqueadores automáticos, os mosquetões, as cintas e as cordas.

Quando a linha for usada na posição vertical, a carga que ela aguenta será maior devido à ação da gravidade. Por isso, tornam-se necessárias algumas soluções de melhor fixação, como cabo de aço galvanizado ou inox, calha de alumínio ou inox galvanizado, cabo sintético ou calha/carril de alumínio, inox ou galvanizado.

Agora você já sabe o que são as linhas de vida e como elas são importantes para garantir a segurança de trabalhadores que desempenham atividades em altura. Lembre-se de que todo o equipamento e a instalação devem estar em conformidade com a NR 35.

Quais são os fatores para instalar a linha da vida?

O número de atividades realizadas em locais altos está cada vez maior. Afinal, as mudanças na tecnologia construtiva pedem que o trabalhador se adapte às condições difíceis e, por isso, resolva problemas com técnicas e estratégias que exigem equipamentos específicos para a própria segurança.

Para instalar a linha de vida são necessários cuidados que evitarão problemas futuros, assim, alguns aspectos não devem ser negligenciados. Confira!

Tenha responsabilidade

A legislação determina que a empresa, independente do porte, seja pequena, média ou grande, é responsável por todas as medidas e ações necessárias para proteger a integridade física do trabalhador. Dessa forma, uma das primeiras ações a serem tomadas é a APR, ou seja, Análise Preliminar de Risco para cada etapa do processo.

Além disso, como uma medida responsável, todas as possibilidades de risco devem ser informadas aos trabalhadores e descritas por uma autoridade no ramo, como um engenheiro ou algum encarregado habilitado na área de segurança do trabalho.

Por fim, a PT, Permissão de Trabalho, deve ficar disponível no local de realização das obras. Dessa maneira, o trabalhador ao conhecer seus riscos, terá consciência de quais medidas tomar para a própria segurança, adotando as estratégias preventivas necessárias.

Invista em treinamentos

É imprescindível que o trabalhador seja capacitado e autorizado para executar as atividades. Porém, a empresa precisa promover um treinamento para que o profissional revise ou aprenda os cuidados referentes àquela atividade que executará.

Com a capacitação, algumas questões particulares àquela situação poderão ser levantadas, como a conscientização, a sensibilização, a consciência e conhecimento do local de trabalho. O treinamento deve ser ministrado por instrutores competentes no assunto e profissionais da segurança do trabalho.

Por fim, deverá ser entregue ao trabalhador cursante um certificado que comprove a participação no treinamento, contendo nome, data, conteúdo programático, carga horária, localização do treinamento e empresa responsável.

Como se faz o cálculo de uma linha de vida?

As quedas causadas pela altura que o trabalhador se encontra ao realizar determinados trabalhos como, por exemplo, pintura, instalação, troca de janelas, entre outros, é uma das maiores causas de acidentes na área de construção civil.

Por esse motivo, um dos principais equipamentos utilizados contra quedas é a linha da vida. Alguns de seus componentes são:

  • absorvedor de energia: dispositivo para amenizar as forças envolvidas na queda;
  • dispositivo de posicionamento: cinturão abdominal que permite que o trabalhador fique com as duas mãos livres;
  • talabarte: sistema de conexão que sustenta, posiciona ou limita o trabalhador;
  • argola D: é o material que faz a conexão entre o cinturão e o talabarte;
  • mosquetão: anel metálico que permite a passagem do cabo de aço;
  • dispositivo de ancoragem: ponto de conexão seguro dos dispositivos de segurança para suportar a carga do trabalhador.

Esses são os principais componentes que compõem o sistema de proteção contra quedas, porém existem outros que também fazem parte da montagem. Para calcular a linha de vida é preciso estimar o valor da queda livre, ou seja, analisar a distância entre o ponto que o trabalhador começa a cair até o momento em que se inicia a retenção da queda.

Outro ponto importante é a ancoragem, isto é, a sustentação da queda. Ela serve para conectar a linha de vida ao sistema de resgate e acesso. Para ser eficaz e proteger a queda, o ponto de ancoragem vai precisar resistir no mínimo 2.200 kg por trabalhador conectado. Já se o sistema for de restrição de quedas será necessário no mínimo 450 kg.

Como fazer a revisão do material?

A revisão da linha de vida é extremamente importante. Esse processo deve ser realizado de forma constante por profissionais especializados e precisa ser documentado.

A priori, durante a instalação, deve ser feita uma inspeção inicial, ou seja, o profissional observará se a instalação do equipamento foi feita de acordo com o projeto e se é realmente adequada para aquela tarefa. Além disso, é imprescindível que tenha uma revisão de rotina. Essa será feita pelo próprio usuário antes da utilização.

Deve ser registrada uma revisão periódica a qual é obrigatória em um período máximo de 12 meses. Assim, o profissional legalmente habilitado verificará se o material ainda está em boas condições e se apresenta algum risco de uso. Só serão liberados aqueles com boa condição de solda, sem corrosão e sem desgaste nas conexões.

segurança no trabalho, portanto, deve ser prioridade. Todos esses aspectos e cuidados referentes às linhas de vida são muito importantes e devem ser priorizados, para que o trabalho seja realizado com o máximo de segurança e, dessa forma, os riscos se transformem em saúde ocupacional.

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NR 19 – Explosivos: o que é e a quais empresas ela se aplica?

Explosivos são materiais bastante perigosos, que oferecem riscos tanto a quem os manipula quanto às pessoas e às edificações do entorno. Porém, algumas organizações precisam utilizar esse tipo de material em suas atividades, sendo necessário ter cuidado no momento de armazená-lo e manuseá-lo para evitar acidentes.

É aí que entra a NR 19. Trata-se de uma Norma Regulamentadora relativa ao uso desse material, mas também é responsável por gerar alguns questionamentos importantes, que devem ser respondidos para garantir a segurança nas atividades de empresas que lidam com explosivos.

Leia o conteúdo a seguir e esclareça suas principais questões sobre a NR 19 agora mesmo.

Quais materiais são considerados explosivos?

Segundo a NR 19, considera-se explosivo material ou substância que, quando iniciada, sofre decomposição muito rápida em produtos mais estáveis, com grande liberação de calor e desenvolvimento súbito de pressão.

Quais cuidados são necessários na hora de manusear explosivos?

A NR 19 fornece algumas diretrizes específicas para manusear esse tipo de material — tanto no momento de fabricação quanto no armazenamento, no transporte e na utilização para alguma finalidade dentro da empresa.

Segundo essa diretriz, a fabricação de explosivos só é permitida para empresas autorizadas, em locais isolados e com a presença de no máximo quatro trabalhadores. A armazenagem e o transporte devem ocorrer em local adequado, tomando-se os devidos cuidados para que não ocorram acidentes, segundo as diretrizes da Norma.

Para manusear os explosivos, é importante reduzir ao mínimo a quantidade de trabalhadores envolvidos na realização da atividade e os materiais, utilizando apenas o que for realmente necessário.

Os colaboradores precisam ser treinados para lidar com os produtos e é fundamental contar com um supervisor no momento do trabalho. Além disso, o calçado deve ser apropriado à atividade e estar completamente limpo, livre de areia, terra ou outros itens semelhantes.

Quais são as proibições da NR 19?

Segundo a NR 19, é proibido fumar ou utilizar qualquer tipo de equipamento que gere faíscas na hora de manusear o explosivo, sem contar que os trabalhadores não devem usar peças de vestuário que tenham metais. Todas as ferramentas precisam ser compostas por aço inoxidável ou outro material que dificulte a explosão, sendo proibido também o uso de qualquer fonte de ignição nesse momento.

Quais empresas precisam se adequar à NR 19?

Todas as empresas que lidam com materiais explosivos de alguma forma devem estar atentas e se adequar às diretrizes da NR 19. Elas podem ser responsáveis por alguma das etapas de fabricação dos explosivos, pelo transporte ou armazenamento desse tipo de material e até pela comercialização.

Também estão incluídas as companhias que utilizam os explosivos em suas atividades. É o caso, por exemplo, das mineradoras ou empresas de construção civil que precisam demolir alguma edificação. Vale lembrar que fogos de artifício também pertencem ao conjunto de materiais explosivos, portanto as empresas que lidam com esse produto devem se adequar.

Os explosivos são materiais extremamente perigosos, porém necessários para a realização de algumas atividades dentro das organizações. Sendo assim, é essencial que você esteja atento às diretrizes da NR 19 e conte com colaboradores devidamente capacitados para evitar acidentes e garantir a segurança em suas atividades.

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Segurança do trabalho e qualidade de vida: como elas se relacionam?

Garantir a segurança dos seus colaboradores é uma questão crucial para a sua empresa. A adoção de medidas de segurança ajuda a reduzir os riscos à integridade física e psicológica de cada membro da equipe, o que pode trazer uma série de benefícios não só para o trabalhador, mas também para a empresa como um todo.

Os programas de Saúde e Segurança do Trabalho podem ajudar no aumento da motivação do time, na diminuição do número de acidentes e, inclusive, na elevação das receitas do negócio. Além disso, os resultados podem ser potencializados e impactarem, de forma positiva, tanto a vida profissional quanto a saúde e o bem-estar fora dos colaboradores fora da empresa.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura e tire as suas principais dúvidas sobre segurança do trabalho e qualidade de vida!

Qual o impacto da segurança do trabalho na qualidade de vida? 

O principal objetivo dos processos de segurança do trabalho, como o próprio nome ajuda a inferir, é proteger o colaborador durante a realização das suas atividades no trabalho. Não é só! Existe uma forte correlação entre segurança ocupacional e qualidade de vida, como demonstra a pesquisa  realizada em um canteiro de obras na cidade de Fortaleza (CE).

Além disso, os riscos de óbitos, desenvolvimento de doenças infecciosas e acidentes de trabalho aumentam consideravelmente em ambientes insalubres e sem sinalização. O mesmo vale para a não utilização dos Equipamentos de Proteção Individual  (EPIs) nas mais diversas atividades. Conforme demonstra o Relatório da Organização Internacional do Trabalho, esses agravos estão diretamente relacionados à qualidade de vida de uma pessoa tanto dentro quanto fora da empresa.

Além disso, o conceito de qualidade de vida vai além da integridade física, já que a falta de segurança pode impactar também o lado emocional do colaborador. Estresse, altos níveis de pressão e riscos de acidentes são potenciais desencadeadores de desordens psicológicas. Vale ressaltar que, atualmente, os transtornos mentais ocupam posição de destaque entre as causas de afastamento do trabalho.

Um ambiente seguro eleva a tranquilidade dos colaboradores durante a execução das tarefas, o que ajuda a prevenir a ansiedade e outros transtornos psíquicos. Lembre-se que para promover a qualidade de vida não basta implementar uma política de segurança. É necessário avaliar os processos realizados e a forma como os resultados estão sendo cobrados dos colaboradores e, se necessário, modificá-los. Assim, a sobrecarga e o estresse podem ser reduzidos.

A qualidade de vida influencia a segurança do trabalho?

Se a segurança do trabalho pode aumentar a qualidade de vida, o contrário também é verdadeiro. Afinal, um colaborador saudável, com poucas preocupações, dentro e fora do ambiente de trabalho, que realiza atividades físicas e aproveita uma boa noite de sono, torna-se mais atento, consciente e engajado nas suas atividades profissionais.

Como você viu, segurança do trabalho e qualidade de vida são conceitos intimamente relacionados. Oferecer melhores condições aos colaboradores significa ajudar na prevenção de acidentes e reduzir doenças ocupacionais dentro da organização. Ademais, é sempre bom recordar que construir um ambiente seguro e desenvolver procedimentos saudáveis é uma responsabilidade compartilhada entre empregados e empregadores.

Tem mais! Quando o assunto é segurança do trabalho e qualidade de vida não podemos esquecer das novas tecnologias. A inteligência artificial, por exemplo está se tornando uma grande aliada das empresas nesse ponto.

Quer saber mais sobre a relação entre o uso da tecnologia e a segurança do trabalho? Leia nosso próximo artigo e descubra!

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Nova NR 01: confira 3 pontos que mudaram

No ano de 2019, o Governo Federal iniciou uma série de revisões e atualizações em relação às Normas Regulamentadoras — famosas NRs. Umas das que foi modificada na primeira leva foi a NR 01, que traz disposições gerais sobre as demais normas que a seguem.

Portanto, é essa norma que dá as principais diretrizes de saúde e segurança do trabalho e ainda esclarece pontos centrais para a compreensão das outras 36 NRs existentes. Dessa forma, entender quais foram as alterações é essencial para garantir que você cumpra com todas as exigências da melhor maneira possível dentro da sua empresa e esteja atualizado quanto a essas questões..

Quer saber mais sobre alguns dos principais pontos que mudaram na NR 01? Então continue a leitura e descubra!

1. Aproveitamento de treinamentos

Uma das principais mudanças da NR 01 foi a questão do treinamento, tanto para função que será executada quanto em relação à saúde e segurança do trabalho. Antes, era necessário que o colaborador passasse por esse tipo de treinamento todas as vezes que mudasse de função, assim como quando fosse admitido pela empresa.

Com a mudança na NR 01, os treinamentos podem ser aproveitados. Isso pode ser feito tanto de forma parcial quanto integral, o que significa que, se o trabalhador for submetido a algum treinamento desse tipo ao longo da carreira, pode continuar utilizando o certificado como comprovação da capacitação até que ele perca a validade, sem necessidade de novos treinamentos quando mudar de função ou entrar em uma nova organização.

2. Introdução do conceito de ato faltoso

Consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) o conceito de ato faltoso, situação na qual o trabalhador se recusa, sem nenhuma justificativa, a cumprir com as exigências relacionadas à saúde e/ou a segurança do trabalho. Nesse caso, o empregador tem o direito de aplicar punições.

Portanto, quando o trabalhador se recusa a utilizar o EPI, não apresenta atestado de saúde ou se recusa a adotar atitudes relacionadas à segurança do trabalho, ele pode ser responsabilizado pela organização.

3. Digitalização de documentos

O mundo está cada vez mais digital e, de forma coerente a isso, a NR 01 traz a possibilidade de arquivar todos os documentos relacionados à saúde e segurança do trabalho nesse tipo de ambiente e nesse formato. Isso significa que não é mais necessário que você tenha um arquivo físico de grandes proporções para guardar esses documentos.

Nesse aspecto, é importante ficar atento à necessidade de comprovação de autenticidade, mesmo em meio digital. Isso significa que você pode arquivar dessa forma, mas precisa sempre garantir que o documento é original e válido legalmente.

As modificações nas NRs estão sendo realizadas como uma forma de adequá-las à realidade do trabalho. Se, por um lado, trazem praticidade e reduzem a burocracia para as empresas, ainda há uma polêmica relacionada à abertura que elas dão em relação à segurança do trabalho, abrindo mão da proteção dos trabalhadores. Portanto, é necessário avaliar todas as mudanças com cuidado, tanto na NR 01 quanto nas demais normas, de forma a garantir sempre e, além disso,  priorizar a saúde e segurança do seu time.

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Saiba o que é a NR 08 e porque você deve se atentar a ela

A poluição sonora não afeta apenas a audição de quem está submetido a ela. Altos índices de exposição a sons mais altos que o recomendado, principalmente quando isso é uma prática recorrente e diária — como no caso de quem mora em grandes centros urbanos — pode trazer alterações hormonais, nervosas e, até mesmo, despertar sintomas no sistema cardiorrespiratório ou de depressão e ansiedade.

A NR 08 é uma norma que pode auxiliar nesse sentido. Ela trata sobre as principais regulamentações em relação às edificações do local do trabalho. Quer saber mais sobre a NR 08 e sua relação com a poluição sonora característica dos grandes centros urbanos? Então continue a leitura e descubra!

O que é a NR 08?

A NR 08 estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. Ela traz uma série de exigências relacionadas ao ambiente de trabalho, de forma a garantir a saúde e a segurança dos colaboradores. Nessa norma você encontra diretrizes em relação às janelas, pé direito do local, piso, circulação entre tantas outras variáveis que devem ser observadas no local de trabalho.

Os dois principais tópicos dessa norma são:

Circulação

Esse tópico traz diretrizes relacionadas à circulação de pessoas e objetos no ambiente de trabalho. Nesse aspecto, os pisos devem ser sempre nivelados, sem saliências ou depressões. As escadas, rampas e pisos precisam ser resistentes e, sempre que houver aberturas, elas precisam estar protegidas para evitar a queda de pessoas e objetos.

No caso de pisos escorregadios, deve ser instalados materiais antiderrapantes. Eles também precisam ser resistentes de forma a suportar o peso de pessoas e objetos que transitam pelo local.

Proteção contra intempéries

O local de trabalho deve ser protegido contra chuva, iluminação solar excessiva e umidade. Contudo, também é preciso ficar atento para que não haja falta de iluminação solar durante o dia no local.

Além disso, segundo esse tópico da NR 08, é preciso seguir normas para garantir que o local esteja protegido de incêndios, assim como garantir o isolamento térmico e acústico do ambiente organizacional.

Qual a relação da NR 08 com a poluição sonora?

Quando se fala em grandes centros urbanos, a poluição sonora é uma constante. Barulho de trânsito, pessoas falando, músicas na rua, entre tantos outros estímulos podem fazer com que os seus colaboradores sofram, prejudicando a saúde e, inclusive, a produtividade do time.

Isso não é uma exclusividade das grandes cidades, apesar de ser mais comum nesses ambientes. Além disso, pode ser que a sua empresa esteja produzindo ruídos, aumentando a poluição sonora do local onde ela está situada e prejudicando toda a população do entorno.

A melhor forma de combater esse tipo de problema é, exatamente, planejando um ambiente que isole esses sons da rua ou de outros locais da edificação. Isso vai garantir um ambiente organizacional adequado para a realização das atividades, assegurando também o isolamento dos ruídos produzidos pela empresa para as pessoas ao redor.

Qual a relação da NR 08 com a NBR 10151?

Existe uma norma, criada pela ABNT, que orienta de forma técnica sobre os ruídos nos centros urbanos. É a NBR 10151. Nela estão descritos os limites de ruídos permitidos nesses locais e formas de medição, além de equipamentos que podem ser utilizados para neutralizá-los.

Dessa forma, ela se relaciona com a NR 08 uma vez que é possível que você planeje o ambiente da sua empresa de acordo com os limites de segurança estabelecidos por essa norma, garantindo que os seus colaboradores não serão prejudicados devido à exposição a ruídos acima dos valores limites. Com isso, não apenas a equipe ganha, mas a empresa como um todo, uma vez que passa a contar com colaboradores mais saudáveis e produtivos.

Prestar atenção às normas regulamentadoras é fundamental para garantir a saúde e segurança dentro da empresa. Entre elas, está a NR 08, que trata sobre as diretrizes para as edificações. Nesse post falamos um pouco mais sobre a proteção ao ruído. Isso impacta, inclusive, o ambiente no entorno, garantindo a proteção e o conforto de quem está dentro e fora da empresa.

Se você gostou deste texto, saiba também sobre como reduzir os impactos da sua indústria no meio ambiente!

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O que é FISPQ e por que sua empresa precisa dela?

Quase todas as empresas precisam lidar com produtos químicos nas suas atividades diárias. Isso pode ocorrer no momento da confecção dos produtos, para garantir o bom funcionamento das máquinas e, até mesmo, no momento da limpeza.

Esses produtos trazem riscos para os colaboradores que entram em contato direto com eles. Pensando na proteção e segurança dentro do ambiente organizacional, foram criadas normas que regulamentam o uso de produtos químicos dentro da empresa, o que inclui a FISPQ.

Quer saber o que é FISPQ? Então continue a leitura e entenda mais sobre esse documento!

O que é FISPQ?

FISPQ é a sigla para Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos e consiste em um documento no qual constam detalhes sobre os elementos químicos contidos em determinado produto e cuidados que devem ser tomados na hora do uso. Nela é descrita a composição do produto, informações sobre saúde e meio ambiente, recomendações de uso e equipamentos de segurança que precisam ser utilizados para manipular determinado produto.

Ela é composta por 16 seções. São elas:

  1. identificação do produto e da empresa;
  2. identificação de perigos;
  3. composição e informações sobre os ingredientes;
  4. medidas de primeiros-socorros;
  5. medidas de combate a incêndio;
  6. medidas de controle para derramamento ou vazamento;
  7. manuseio e armazenamento;
  8. controle de exposição e proteção individual;
  9. propriedades físicas e químicas;
  10. estabilidade e reatividade;
  11. informações toxicológicas;
  12. informações ecológicas;
  13. considerações sobre tratamento e disposição;
  14. informações sobre transporte;
  15. regulamentações;
  16. outras informações.

Como ela é regulamentada?

A FISPQ é regulamentada pela NBR 14.725-4, norma da ABNT. Nesse documento está descrito o objetivo da FISPQ, instruções sobre as informações que devem ser incorporadas ao documento e, até mesmo, como construí-lo.

Quem precisa elaborar esse documento?

A FISPQ deve ser elaborada por todas as empresas que fabricam produtos químicos, assim como por quem importa para comercializar. No caso das empresas que adquirem esses produtos para serem utilizados no ambiente interno, como no caso de produtos de limpeza, é essencial que o empregador consulte a FISPQ de cada um deles e tome todas as medidas necessárias para proteger os colaboradores.

Qual a importância da FISPQ para a segurança do trabalho?

A FISPQ é extremamente importante para manter a segurança do trabalho. Isso porque são poucas as empresas que não utilizam produtos químicos nas suas atividades diárias. Dessa forma, é preciso estar atento à composição de cada um deles e à forma adequada de utilização para orientar e proteger os colaboradores no momento do uso.

Com essas medidas, você é capaz de prevenir doenças ocupacionais geradas pelo manuseio de produtos químicos de forma inadequada. Além disso, pode evitar problemas ainda mais sérios, como doenças degenerativas e, até mesmo, morte de trabalhadores devido ao contato com esse tipo de produto.

Contudo, a importância dessa ficha não para por aí. As empresas que a utilizam podem reduzir uma série de custos com multas e afastamento de trabalhadores, por exemplo. Também é possível preservar o meio ambiente no qual a empresa está inserida ao utilizar corretamente a FISPQ.

Estar atento às normas de saúde e segurança do trabalho, assim como documentações previstas por elas, é essencial para que as atividades da sua empresa sejam realizadas sem colocar a integridade física dos trabalhadores em risco. Agora que você já sabe o que é FISPQ, para que serve e a importância dessa ficha, consulte em cada um dos produtos químicos utilizados na sua empresa e tome as medidas adequadas para proteger o seu time.

Além de conhecer a FISPQ, é preciso estar atento ao que prevê a NR 25 sobre resíduos industriais. Não deixe de ler também esse post!

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Brigada de incêndio em empresas: saiba por que você precisa ter uma

Em qualquer estabelecimento — seja ele a sua casa, seja uma loja, indústria ou outro tipo de imóvel — o risco de incêndio é uma realidade. Ele pode ser maior ou menor dependendo do tipo de atividade e dos produtos utilizados dentro do lugar, mas é sempre possível em qualquer negócio.

É essencial, portanto, que você busque formas de se proteger e evitar esse problema, que pode trazer uma série de complicações tanto financeiras quanto para a saúde e a integridade física dos colaboradores. Inclusive, saber qual é a melhor forma de agir em caso de incêndio também é uma obrigação — tudo isso faz parte da legislação brasileira para empresas.

É aqui, então, que entra o papel da brigada de incêndio em empresas. Quer saber quando é obrigatório contar com uma? Continue a leitura para sanar esta e outras dúvidas sobre o assunto!

O que é e qual é o papel da brigada de incêndio em empresas?

A brigada de incêndio é um conjunto de profissionais capacitados para realizar procedimentos de prevenção de incêndios em um estabelecimento. Essas pessoas também são responsáveis por atuar caso o risco se concretize, protegendo a estrutura e os colaboradores da organização.

Em outras palavras, o papel dessa equipe está centrado tanto na prevenção quanto na atuação em situações de emergência. Tais profissionais precisam conhecer o plano de emergência da empresa e inspecionar equipamentos, sinalização de segurança e rotas de fuga com frequência. Também, precisam identificar eventuais riscos e buscar formas de neutralizá-los.

Quando a brigada de incêndio é obrigatória?

Todas as empresas precisam adotar medidas para prevenção e atuação no caso de incêndios — essa é uma obrigatoriedade determinada pela NR 23. Mas, quando se fala na composição da brigada de incêndios, a legislação não é tão clara sobre o assunto. Por esse motivo, sugerimos que a empresa faça um estudo juntando as determinações colocadas na NR23 em conjunto com o que recomenda a NBR 14276/2006.

O que fica determinado é que a empresa precisa ter um plano em caso de incêndios, identificando riscos e buscando neutralizá-los. Então, na hora de realizar esse diagnóstico, se for percebido que o risco de incêndio ainda é alto — de acordo com as condições específicas das atividades realizadas na empresa — fica determinada a necessidade de se contar com uma brigada de incêndio.

O que considerar na hora de contratar uma brigada de incêndio?

Mesmo que não seja obrigatória, a brigada de incêndio em empresas tem um papel muito importante na hora de garantir a segurança do trabalho. É necessário, porém, ficar atento à NBR 14276/2006 (Norma da ABNT), que estabelece algumas variáveis a serem consideradas na hora de contratá-la. Por exemplo:

  • a capacitação dos profissionais e o seu nível de alfabetização;
  • o permanecimento durante toda a jornada de trabalho no ambiente da empresa;
  • as condições físicas e de saúde desses profissionais;
  • o conhecimento das instalações da sua empresa;
  • a idade (esses profissionais devem ter mais de 18 anos).

Enfim, vale ressaltar que, mesmo quando não é obrigatória, a brigada de incêndio em empresas gera segurança tanto aos colaboradores quanto aos gestores. Afinal, esses profissionais são capazes de auxiliar a neutralização de riscos e atuar em casos de emergência da melhor forma possível, preservando a vida dos colaboradores e o seu patrimônio.

Então, se você gostou desta leitura, aproveite para entrar em contato com a SAFE e veja como podemos lhe ajudar! Somos uma empresa especializada em capacitação e atualização de profissionais, e contamos com cursos específicos para essa função.

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Qual a importância do ROI em segurança do trabalho?

Você já sabe o quão importante é investir em segurança do trabalho para garantir a saúde da sua equipe e evitar problemas legais para a sua empresa. Porém, o que você ainda não sabe é que essa estratégia é capaz de trazer uma série de retornos financeiros para o negócio.

Uma forma de visualizar esse retorno é por meio de um indicador quantitativo chamado de ROI — sigla em inglês para Retorno Sobre Investimento. Dessa forma, é possível mensurar os ganhos que a organização tem com o investimento em segurança do trabalho.

Quer saber a importância do ROI em segurança do trabalho e entender como calcular esse indicador? Então continue a leitura e descubra!

Afinal, o que é o ROI?

O ROI é um indicador utilizado em diversas áreas da empresa para calcular, numericamente, quanto o negócio ganhou com determinado investimento. Ou seja, é uma forma de mensurar se o capital investido trouxe algum benefício financeiro para a organização e, dessa forma, tomar decisões sobre ampliar os investimentos ou eliminá-los.

Por que utilizar o ROI na empresa?

Qualquer investimento que você realiza na sua empresa, seja novas máquinas, contratação de colaboradores ou capacitação do time, precisa trazer um retorno financeiro. Caso contrário, o investimento se transforma em custo e não cumpre os seus objetivos.

É aí que entra a importância do ROI. Ele é uma forma de mensurar quantitativamente esse retorno e embasar o processo decisório sobre as estratégias e planos de ação do negócio. Quando se fala em segurança do trabalho, o caso não é diferente.

Por ser uma área que tem como objetivo resguardar a saúde e a integridade, tanto física quanto mental, do time, a segurança do trabalho traz resultados subjetivos e objetivos para a empresa.

Isso significa que esse investimento é capaz de melhorar o clima organizacional e a satisfação do time — resultados subjetivos —, mas também aumentar a produtividade, reduzir o número de afastamentos de colaboradores e evitar multas — resultados objetivos.

O ROI calcula exatamente o reflexo do investimento em segurança do trabalho nas finanças do negócio e, dessa forma, serve para demonstrar a importância do setor para gestores e colaboradores e para diagnosticar problemas na sua estratégia, possibilitando a correção da rota para garantir o sucesso dos planos de ação nesse sentido.

Como calcular o ROI em segurança do trabalho?

Agora que você já sabe o que é o ROI, é hora de entender como calcular esse indicador. A sua fórmula é dada por:

ROI(%) = ((ganho financeiro – investimento)/ investimento) x 100

Quando falamos em investimento na fórmula acima, estamos falando em todo o valor gasto relacionado à segurança do trabalho. Portanto, você deve incluir os colaboradores que atuam em segurança do trabalho, contratação de empresas prestadoras desse tipo de serviço, compra de equipamentos, custos com acidentes de trabalho, entre outros.

Já o ganho financeiro é o resultado, em números, de todos os benefícios que a estratégia trouxe. Portanto, se o investimento em segurança do trabalho aumentou em 10% a produtividade da empresa, por exemplo, esse ganho deve ser considerado. A queda na rotatividade, absenteísmo e afastamento de colaboradores também traz retorno numérico, devendo ser incluída. Não podemos esquecer, apesar de não ser o foco principal das ações em segurança do trabalho, da queda ou eliminação das multas e indenizações trabalhistas bem como o aumento do sucesso em causas relacionadas a esse assunto.

O resultado final do ROI é a percentagem de retorno que o investimento em segurança do trabalho trouxe para a empresa.

A segurança do trabalho é essencial para o sucesso da sua empresa. Investir nesse setor, além de ser um compromisso ético e legal que você assume com os colaboradores e com os órgão fiscalizadores, ainda traz retorno financeiro e evita uma série de prejuízos relacionados à multas ou processos judiciais. Portanto, comece agora mesmo a quantificar os seus ganhos calculando o ROI em segurança do trabalho!

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16 normas regulamentadoras de segurança do trabalho e sua importância

Você já ouviu falar nas normas regulamentadoras (NRs), não é mesmo? Mas sabe o que propõe cada uma delas? Conhece quais devem ser aplicadas na sua empresa? Qual a importância de observá-las? Se não, está na hora de entender mais sobre o assunto.

​As NRs podem ser definidas como um conjunto de normas técnicas que estabelece medidas e procedimentos que devem ser observados pela empresa e seus colaboradores para garantir a segurança no ambiente de trabalho e, consequentemente, o bem-estar, saúde e integridade física dos trabalhadores.

Cabe ressaltar que grande parte das Normas Regulamentadoras foram editadas em 1978, em atenção ao disposto no artigo 200, da Consolidação das Lei Trabalhistas (CLT), que atribui ao Ministério do Trabalho a competência para editar disposições complementares às normas contidas na CLT, para garantir a segurança e saúde do colaborador.

Vale lembrar que, no decorrer dos anos, as NRs passaram por várias alterações, com vistas à adequação de suas disposições às mudanças ocorridas no desempenho das atividades laborais. Para evitar transtornos, é importante ficar atento às disposições normativas e obrigações da empresa. Por isso, preparamos este artigo sobre 16 normas regulamentadoras que você precisa conhecer. Confira!

NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)

A NR 4 trata sobre a implementação do SESMT. Ele consiste em um órgão, formado por profissionais da saúde ocupacional e segurança do trabalho, que tem a função de prevenir acidentes e criar o planejamento de segurança da empresa. Os profissionais que devem fazer parte do SESMT são:

  • médico do trabalho;
  • enfermeiro do trabalho;
  • engenheiro de segurança do trabalho;
  • técnico de segurança do trabalho;
  • técnico em enfermagem do trabalho.

É importante que você entenda que o SESMT não é obrigatório para todas as corporações. As empresas que realizam atividades cujo risco é de graus 1, 2 ou 3 e/ou possuem poucos funcionários (até 500 se o grau de risco for 1 ou 2 e até 100 para grau de risco 3), não têm a obrigatoriedade de constituir esse órgão internamente, ou seja, elas podem contar com esse serviço no ambiente externo.

O SESMT é uma peça-chave para a prevenção de acidentes e para a diminuição de riscos, pois age na implementação das demais normas regulamentadoras. Os profissionais deste órgão devem trabalhar para identificar e eliminar os riscos existentes no ambiente de trabalho, devendo, inclusive, acompanhar a instalação de quaisquer máquinas e equipamentos no local em que o colaborador desempenha suas funções, sempre tendo como objetivo garantir a saúde e segurança dos trabalhadores.

NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)

Outro órgão que precisa estar presente nas empresas para a proteção da saúde e segurança dos trabalhadores é a CIPA. Ela é uma comissão constituída por representantes tanto do empregador quanto dos empregados, lembrando que a sua atuação deve ser conjunta com o SESMT.

Instituída pela NR 5, dentre outras atribuições, a CIPA tem a função de viabilizar e organizar diálogo sobre a segurança e saúde no trabalho no âmbito interno da empresa. Para isso, ela organiza os diversos interesses dentro da empresa, possibilitando que todos consigam planejar, propor, informar, fiscalizar e fazer cumprir as NRs e acordos laborais adjacentes.

É importante destacar que quem elege os representantes dos colaboradores são eles próprios durante uma assembleia. Já os representantes do empregador devem ser escolhidos por ele. Independente de quem represente, todos os membros da CIPA têm a obrigatoriedade de passar por um treinamento em segurança do trabalho.

Assim como SESMT, a constituição da CIPA não é uma obrigação de todas as empresas. Caso o quadro de funcionários seja inferior a 20 e/ou o risco das atividades desempenhadas pelos colaboradores seja considerado baixo, em regra, a CIPA não será obrigatória. No entanto, nesse caso, um funcionário treinado deve ser designado para cumprir as funções que seriam desempenhadas pela referida comissão.

NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

Os EPIs são todos os produtos ou dispositivos de uso individual que têm como finalidade proteger o colaborador dos riscos presentes no local de trabalho, garantindo a segurança e integridade física de cada funcionário durante o desempenho das sua atividades laborais.

Existem diversos tipos de EPI, tais como cintos de segurança, óculos, protetores auditivos, capacetes, máscaras respiratórias, roupas, luvas e botas de segurança. O que determina qual equipamento deve ser utilizado pelo colaborador é o risco inerente à atividade que ele desempenha. Logo, o EPI varia de acordo com a atividade, devendo o dispositivo ideal ser indicado por profissional habilitado em segurança do trabalho.

Cabe ressaltar que todas as disposições relativas ao fornecimento e uso dos equipamentos de proteção individual estão previstas na  NR 6. Dentre elas, merece destaque a obrigatoriedade da empresa adquirir e fornecer ao colaborador o EPI adequado ao risco da atividade e devidamente certificado pelo órgão competente. Além disso, também incube ao empregador exigir o uso dos equipamentos e treinar os funcionários da empresa para utilizá-los corretamente.

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Operacional (PCMSO)

Outro órgão que integra todas as estratégias de saúde e segurança do trabalho é o PCMSO. Ele consiste em um programa que especifica os caminhos que devem ser tomados para a preservação da saúde dos trabalhadores de uma empresa. Suas diretrizes são dadas pela NR 7.

O programa é implementado de acordo com os riscos à saúde relacionados ao trabalho em questão. Seus focos são:

  • prevenção, incluindo o fornecimento de equipamentos de proteção individual e treinamento por exemplo;
  • rastreamento de possíveis agravos à saúde gerados pelo trabalho;
  • diagnóstico de riscos existentes no ambiente de trabalho.

Um dos pontos importantes que constam no PCMSO é a obrigatoriedade do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para que um trabalhador possa exercer uma função. Ele tem como finalidade atestar a aptidão ou a inaptidão psicofísica de um profissional para determinado ofício, bem como demonstrar as condições de saúde dos trabalhadores antes da admissão na empresa.

Dessa forma, o ASO deve ser feito antes do início do trabalho nos casos de admissão, mudança de função (com alteração de riscos) e retorno ao trabalho ou antes do desligamento em situações de demissão. Ele também deve ser repetido periodicamente, ou seja, ainda que não haja a interrupção do trabalho. Vale lembrar que os exames são custeados pela empresa.

NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)

NR 9 prevê a formulação de um PPRA, listando e classificando os riscos presentes no ambiente de trabalho. Essa norma propõe formas de diminuição e, sempre que possível, de neutralização desses riscos.

NR10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Essa norma dispõe sobre as medidas de segurança exigidas para os trabalhos desempenhados em instalações elétricas e com eletricidade. Dentre suas inúmeras disposições, está a obrigatoriedade de treinamento direcionado à segurança e prevenção de acidentes para todos os funcionários que atuam na área.

NR11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

NR 11 diz respeito às normas de segurança na instalação e operação de máquinas transportadoras, guindastes, transportadores industriais e elevadores. Trata tanto dos parâmetros materiais e espaciais quanto da manipulação dos equipamentos.

Também determina o peso máximo que um colaborador pode carregar individualmente, se relacionando, assim, com a norma reguladora 17, que será explicada em breve.

NR12 – Segurança do Trabalho em Máquinas e Equipamentos

De maneira sucinta, pode-se dizer que a NR 12 prevê mecanismos de segurança no maquinário e nos equipamentos a serem utilizados pelo trabalhador, como botões de pane e de emergência ao alcance do operador (ou operadores, se for mais de um) e exige a qualidade e a manutenção desses equipamentos.

NR15 – Atividades e Operações Insalubres

NR 15 classifica as atividades e operações insalubres (nocivas acima do limite de tolerância)  e trata da prevenção, acompanhamento e restrição de seus malefícios. A norma ainda determina as porcentagens adicionais relacionadas ao contato com ambientes e materiais insalubres.

NR16 – Atividades e Operações Perigosas

Define as atividades e operações perigosas como sendo as que envolvem exposição a explosivos, produtos inflamáveis, radiações ionizantes, eletricidade e violência física (ambiente vulnerável, segurança pessoal e patrimonial). Normatiza o adicional de periculosidade para esses profissionais.

NR17 – Ergonomia

Determina a obrigação do empregador de proporcionar um ambiente e equipamento de trabalho que favoreça o bem-estar e a saúde psicológica e física do profissional. A regra também diz respeito às doenças do trabalho causadas por situações como movimentos repetitivos, postura inadequada, excesso de esforço físico e iluminação insuficiente, entre outras.

NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

Com diversas atividades insalubres e perigosas envolvidas na indústria da construção, a NR18 cria diretrizes para minimizar os riscos que se apresentam nesses ambientes de trabalho. Ela regulamenta o planejamento de segurança e gestão de riscos nas obras e determina os seus responsáveis.

NR20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis

Relativa à extração, transporte, armazenamento e manipulação de materiais inflamáveis e combustíveis. Determina, por exemplo, as questões de segurança na construção, gestão e desativação de postos de combustível, além de exigir treinamento de segurança de acordo com as funções exercidas pelo funcionário.

NR32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde

Como os estabelecimentos de saúde apresentam inúmeros riscos (objetos perfurantes e cortantes, exposição a doenças infectocontagiosas, manipulação de materiais insalubres, radiações etc), a NR 32 estabelece diretrizes para identificação e classificação dos riscos existentes nesses locais, bem como para elaboração dos respectivos PPRA e PCMSO.

Desse modo, a referida norma dispõe sobre as medidas que devem ser adotadas para garantir a segurança e saúde do trabalhador e de todos aqueles que desempenham atividades de assistência e promoção à saúde de modo geral.

NR33 – Espaços Confinados

Define os espaços confinados — que não são projetados para a ocupação humana, possuem entraves ao livre tráfego e ventilação anormalmente pequena (como galerias subterrâneas, tubulações, digestores, silos, etc) — e determina as medidas de segurança relacionadas a eles, como máscaras de oxigênio, plano de evacuação, etc.

NR35 – Trabalhos em Altura

Apresentando um dos maiores riscos de acidente, o trabalho em altura necessita de uma norma reguladora específica para promover a segurança. Por isso, a NR 35 estabelece diretrizes acerca de treinamento, aptidão psicológica e física, planejamento de proteção e equipamentos necessários ao desempenho das atividades em alturas.

Essas normas regulamentadoras fazem parte dos direitos dos trabalhadores brasileiros, ajudando a preservar sua integridade física e psicológica enquanto exercem suas funções e para além delas. A empresa que não cumpre com as NRs pode sofrer penalizações graves mediante fiscalização, denúncia ou processo judicial.

Independente da atividade desenvolvida pelo colaborador, se ela o submete a algum tipo de risco, é fundamental que o empregador forneça o treinamento adequado ao desempenho da atividade de forma segura. Conforme previsto nas normas regulamentadoras, os treinamentos devem levar em consideração os riscos inerentes à atividade e, por isso mesmo, ser ministrado por profissional habilitado em segurança do trabalho.

Não deixe a segurança e a saúde do trabalho em segundo plano. Entre em contato conosco! Será um prazer ajudá-lo na construção de um ambiente de trabalho seguro.

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EPI e EPC: entenda as diferenças e as utilidades de cada um

O uso de EPI e EPC é imprescindível nas empresas, uma vez que evitam acidentes de trabalho. A norma regulamentadora NR 6 é a que dá as diretrizes para o uso desses equipamentos, sendo importante que empregadores e empregados tenham consciência de suas obrigações.

Desenvolvemos este post para que você entenda com clareza sobre as diferenças entre EPI e EPC. Além disso, esclarecemos outras dúvidas sobre o tema. Confira, a seguir!

Quais são as principais diferenças entre EPI e EPC?

EPI é uma sigla para Equipamento de Proteção Individual. Trata-se de itens que devem ser utilizados pelos colaboradores para que sejam evitados acidentes de trabalho e o surgimento de doenças ocupacionais.

São exemplos de EPI: os protetores auriculares, os óculos de proteção, os capacetes, as luvas, as botas etc.

EPC, por sua vez, é uma sigla para Equipamento de Proteção Coletiva. Eles têm o mesmo objetivo dos EPIs, porém garantem a segurança de todo o grupo de colaboradores de uma empresa ao mesmo tempo e não de uma pessoa específica.

Sirenes de aviso, placas de alerta, grades de contenção, cones e fitas que limitam espaços, entre outros itens, são exemplo de EPC.

Que benefícios esses equipamentos trazem para as empresas?

Os principais benefícios que o EPI e o EPC trazem são justamente a garantia e a promoção da saúde dos colaboradores. Além disso, há a proteção e diminuição de riscos ocupacionais, como a perda auditiva, por exemplo.

Para as empresas, o uso correto desses equipamentos contribui para que o índice de colaboradores afastados diminua. Também se evitam as penalidades do não cumprimento das normas técnicas.

Quais são as obrigações do empregador quanto ao uso de EPI e EPC?

A NR 6 apresenta as obrigações do empregador quanto ao uso de EPI e EPC nas empresas. De acordo com a norma, as empresas devem fornecer os equipamentos de proteção de forma gratuita, em perfeito estado de funcionamento e conservação. É necessário ainda fazer a substituição dos itens sempre que eles forem danificados, perdidos ou ultrapassarem seus prazos de validade.

Também é papel da empresa educar os colaboradores sobre a importância do uso dos itens, bem como fiscalizar para verificar se o uso está sendo feito de forma adequada.

Quais as obrigações do empregado?

O empregado também tem obrigações, sendo que a principal delas é utilizar os EPIs e EPCs apenas para a finalidade a que eles se destinam. Ele também é responsável por guardar e conservar esses itens.

Os funcionários também devem comunicar aos empregadores quando um equipamento já não tiver condições de uso, para que seja providenciada a substituição.

O que fazer quando os equipamentos não forem suficientes para neutralizar os riscos?

Quando se verificar que os EPIs e EPCs não são suficientes, recomenda-se que seja feita uma análise, juntamente com a CIPA e time de segurança do trabalho. A ideia é que se levantem alternativas para que a empresa não sofra sanções pela falta do uso dos itens.

Entendido sobre as diferenças e a importância do EPI e do EPC para as empresas? Agora basta garantir o uso de ambos em sua companhia.

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