O trabalho traz realização profissional e ajuda a conquistar objetivos. No entanto, algumas condições impostas pelos processos produtivos das empresas podem não ser as melhores, trazendo riscos para os funcionários e possíveis doenças atreladas à execução das tarefas.

As longas jornadas e a pressão exercida sobre a equipe estão associadas a problemas no mundo corporativo que podem culminar em ocorrência de doenças do trabalho.

No artigo de hoje, vamos mostrar algumas delas para que você consiga identificá-las na sua equipe e entender melhor o impacto delas nas organizações. Acompanhe!

LER/DORT

Dentre as doenças mais comuns estão as lesões conhecidas como LER (Lesão por Esforços Repetitivos) ou DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), originadas pela repetição de movimentos, esforço excessivo, posturas incorretas e problemas ergonômicos.

Profissionais que trabalham com digitação, linhas de produção, esportes, entre outros, estão mais expostos a esses danos. Isso porque o uso prolongado do sistema musculoesquelético faz com que falte tempo para sua total recuperação.

Esse processo pode trazer sintomas como dor; inflamação nas articulações, nos músculos, nos nervos e nos tendões; e ainda, originar problemas como bursite, tendinite, síndrome do túnel do carpo e tenossinovite.

Doenças de pele ocasionadas por produtos químicos

Operadores de indústrias químicas, metalúrgicas e têxteis que lidam diariamente com produtos tóxicos, como solventes e tintas, estão sujeitos a diversas complicações de doenças do trabalho.

Isso acontece devido ao contato prolongado com substâncias que podem causar vermelhidão, coceiras e úlceras cutâneas, levando a doenças mais severas como dermatite e câncer de pele.

Estresse ocupacional

O dia a dia corrido, exigências físicas e psíquicas associadas a longas jornadas de trabalho e baixa remuneração são algumas razões que levam o trabalhador ao estresse ocupacional.

As consequências se manifestam tanto no físico — causando problemas gastrointestinais, por exemplo — quanto no psicológico, afetando o comportamento do funcionário, deixando-o desmotivado, ansioso e preocupado. O estresse ocupacional pode ser uma das causas de acidentes no trabalho, e como é de difícil detecção, precisa ser muito bem monitorado.

Transtornos mentais

A pressão no trabalho e as cobranças são fatores que desencadeiam os transtornos mentais. Em casos mais graves, o funcionário pode apresentar transtornos neuróticos como depressão, fobia social e síndrome do pânico.

Os profissionais que apresentam maior ocorrência são os policiais, operadores de telemarketing, seguranças e profissionais de comunicação. No entanto, qualquer trabalhador que esteja exposto ao estresse pode desencadear esses problemas.

Câncer originado pela radioatividade

A dimensão dos danos que a radiação pode causar à saúde está relacionada com o período de exposição, tipo de substância e a dose absorvida pelo corpo.

Em pequenas quantidades, a radiação não apresenta riscos à saúde, pois o organismo tem tempo suficiente para modificar as células que possam ter sido danificadas. Em níveis de exposição moderada, os sintomas mais comuns são dores de cabeça, vômitos, diarreia e febre.

Altas doses de radiação podem trazer uma série de alterações no sistema imunológico e na produção das células, afetando os órgãos internos e causando mutações genéticas. No limite, essas alterações podem dar origem a um câncer.

O impacto das doenças ocupacionais nas empresas

Normalmente, as doenças ocupacionais aparecem de forma silenciosa e requerem os mesmos direitos de um acidente de trabalho.

Essas patologias fazem com que o trabalhador reduza seu rendimento. Podem acontecer casos de atrasos, absenteísmo e falta de comprometimento que geram um impacto significativo para a organização, afetando diretamente sua competitividade e sua produtividade. Nesses casos, a empresa deve ainda custear o tratamento do trabalhador e o seu possível afastamento.

Por isso, é fundamental conscientizar os trabalhadores sobre a importância de utilizar o EPI (Equipamento de Proteção Individual), e acompanhar o clima organizacional no que concerne à qualidade do ambiente de trabalho e à satisfação dos funcionários. Também deve-se analisar a possibilidade de reduzir a carga horária de trabalho, fazer pausas durante o expediente e ponderar a pressão imposta sobre a equipe.

Da mesma forma, o funcionário deve ficar atento a desconfortos físicos ou mentais e procurar por auxílio médico. Dependendo da situação de descontentamento com o trabalho, é interessante pensar em uma mudança de função ou profissão, buscando um equilíbrio entre o bem-estar pessoal e a realização profissional.

Agora que você já conhece quais são as doenças no trabalho mais comuns, siga-nos no Facebook, Twitter e Linkedin e fique por dentro de conteúdos exclusivos como este!

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