Segurança do trabalho é coisa séria. Apenas no Brasil, são mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano: é o quarto país com mais acidentes de trabalho no mundo. Embora a palavra acidente esteja no dicionário como “acontecimento casual ou inesperado ou acaso”, a realidade é diferente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 96% dos acidentes de trabalho poderiam ser evitados. Prevenir é sempre melhor que remediar, tanto para o empregador quanto para o trabalhador.

A avaliação ambiental é o primeiro passo para garantir a segurança do trabalho. Conheça mais sobre esse assunto que pode salvar vidas. Continue a leitura!

Avaliação ambiental na Lei do Trabalho

A Norma Reguladora nº9 (NR9) do Ministério do Trabalho exige a implementação, por empresas em solo brasileiro, de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) para fins de segurança do trabalho.

Nela, estão listados os riscos ambientais geradores de acidentes e a forma correta de se elaborar, apresentar e manter um PPRA.

Conhecimento dos riscos presentes na sua empresa

Identificar para solucionar. Muitos dos riscos do trabalho são evidentes para as pessoas envolvidas, mesmo que sejam negligenciados no dia a dia. Por isso a importância da avaliação ambiental.

Eles podem ser contínuos, como um barulho muito alto que incomoda quem trabalha próximo a ele, ou esporádicos, aparecendo na forma de incidentes diversas vezes antes de se tornar um acidente grave.

Primeira avaliação e as categorias de risco

O primeiro passo para conhecer os riscos é fazer uma avaliação ambiental qualitativa ou prévia. Percorra todo o ambiente da empresa e procure pelos riscos. Converse com os funcionários de cada setor sobre os perigos que eles enxergam: isso pode direcionar a sua pesquisa. Não sabe bem pelo que procurar? Conheça as categorias logo abaixo.

Riscos físicos

Se consistem nas diversas maneiras de energia as quais os trabalhadores podem estar expostos. São exemplos: ruídos, pressões anormais, temperaturas extremas, vibrações, radiações ionizantes, radiações não-ionizantes, assim como o infrassom e o ultrassom.

Riscos químicos

São substâncias que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória. Podem ser em forma de poeira, fumo, névoa, neblina, gás ou vapor. Além disso, pela natureza da atividade de exposição, elas podem ter contato ou ser absorvidas pelo organismo por meio da pele ou por ingestão.

Riscos biológicos

São causados por bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

Essas são as categorias presentes na NR9. Mas para fazer um PPRA completo em segurança do trabalho, é recomendado, fortemente, que você também inclua:

Riscos ergonômicos

Estão relacionados ao estresse físico ou mental e são responsáveis por grande parte das licenças médicas. Eles envolvem movimentação repetitiva, postura de trabalho prejudicial à saúde, carga horária extensa em ambiente perigoso, pressão psicológica, entre outros.

Riscos de acidente ou mecânicos

São relativos ao espaço ou aos equipamentos mal-sinalizados, iluminados, armazenados, regulados ou utilizados. Podem ser desde uma escada muito escura até um trator sem manutenção.

Avaliação ambiental profissional

Agora que já entende um pouco mais sobre o seu ambiente, você precisará de profissionais na área de segurança do trabalho. Eles serão capazes de medir os riscos e fazer uma avaliação ambiental precisa.

Um profissional conhecerá as exigências legais, terá equipamentos apropriados (um medidor de decibéis, por exemplo) e saberá propor soluções para as falhas encontradas. Algumas modificações simples, como rotinas de alongamentos e utilização adequada dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), podem fazer toda a diferença.

A segurança do trabalho proporcionada pela avaliação ambiental permite ao trabalhador a garantia do direito à saúde e à vida. O empregador ganha em tranquilidade de consciência e em redução de licenças e gastos médicos ou até, possivelmente, legais e jurídicos.

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